PSDB afirma que doações a Marconi foram declaradas

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Nome do governador aparece numa das planilhas divulgadas pela Polícia Federal e apreendidas com Benedicto Barbosa Silva Júnior, diretor da Odebrecht

Ronaldo Coelho

A informação de que o nome do governador Marconi Perillo (PSDB) consta da lista como beneficiário de recursos para sua campanha eleitoral de 2014 doados pela Odebrecht Infraestrutura foi esclarecida pelo presidente do diretório Estadual do partido, Afrêni Gonçalves.
O nome do governador apareceu numa das planilhas divulgadas pela Polícia Federal apreendidas com Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, durante a 23ª fase da Operação Lava Jato.
Segundo informou Afrêni Gonçalves em nota oficial divulgada na manhã de quinta-feira, dia 24, as doações para as campanhas de candidatos do partido nas eleições de 2010 e 2014 foram devidamente declaradas à Justiça Eleitoral, efetuadas via transferência bancária e atestadas por recibos. “Doações da Odebrecht a campanhas do PSDB de Goiás são legais já haviam sido divulgadas durante eleições”
O governador Marconi Perillo teria recebido R$ 160 mil em depósito bancário em setembro de 2010.

Veja a íntegra da nota
“Doações da Odebrecht a campanhas do PSDB de Goiás são legais já haviam sido divulgadas durante eleições
Todas as doações de campanha feitas pela construtora Odebrecht às campanhas majoritárias do PSDB para o Governo de Goiás foram declaradas pelo partido à Justiça Eleitoral.
Os nomes de todas as empresas e os respectivos valores doados foram divulgados na prestação periódica de contas apresentada pelo PSDB ainda durante o processo eleitoral, conforme estabelece a legislação eleitoral.
Portanto, no que se refere às doações feitas para a campanha do governador Marconi Perillo, apresentadas em lista que circulou na tarde de hoje, não há nenhuma novidade, porque todos os nomes de todos os doadores e valores já foram divulgados”.


Crise financeira

FGM cobra repasses do transporte e da saúde

O presidente da Federação Goiana de Municípios (FGM), Divino Alexandre da Silva, se reuniu com a secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão, na manhã de quarta-feira, dia 23, na Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás (Sefaz), para discutir a situação dos repasses do transporte escolar e das parcelas em atraso da saúde. Também participaram da reunião o Superintendente da Secretaria de Estado da Educação, Cultura e Esportes (Seduce), Ivo César Vilela; o gerente de apoio administrativo operacional e transporte da Seduce, Cleber Amaral e Silva; e o assessor técnico da FGM para a área de economia, Leandro Ilidio.
Divino iniciou o diálogo expondo a situação dos municípios e da atual gestão dos prefeitos, detalhando as dificuldades em virtude da crise econômica, recessão e instabilidade no País. “Sabemos que o Estado está passando por muitos problemas, mas a situação dos prefeitos é ainda pior. Estamos em um mandato complexo e precisamos fechar as contas no final do ano”, explicou o presidente da FGM.
Divino ainda pediu atenção à secretária para que os repasses das parcelas atrasadas da saúde sejam feitas até novembro. De acordo com estudos da assessoria técnica da FGM, a estimativa da dívida acumulada dos repasses de alguns programas do Estado aos municípios ultrapassa os R$ 94 milhões, como o Programa Saúde da Família (PSF), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Assistência Farmacêutica Básica (Assfarm).
Preocupado em relação aos repasses do transporte escolar, Divino solicitou um reajuste dos valores que variam, hoje, entre R$ 136,00 e R$ 163,00 por aluno. Ana Carla ressaltou que a situação financeira do Estado inviabiliza que seja feito o reajuste e afirmou que a prioridade no momento é solucionar os problemas dos repasses da saúde. “Estamos em uma das piores situações financeiras da história. Pedimos aos prefeitos sensibilidade para que as coisas se resolvam até conseguirmos estabilizar o Estado”, disse a secretária da Fazenda.
Apesar das dificuldades de reajuste, Ana Carla afirmou que no próximo semestre deverá conversar com os municípios sobre a questão do transporte escolar. “A nossa meta é solucionar urgentemente os atrasos da saúde. Inclusive, a metade do nosso FEX – Auxílio Financeiro para Fomento às Exportações – será destinado para pagar parte da dívida”, disse. “Estamos preocupados com o fechamento de contas dos prefeitos e, por isso, essa é a nossa principal meta”, concluiu.

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