13 escolas da regional de Posse participam de projeto de editora

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Professores e gestores públicos da Educação reunidos em Goiânia para o lançamento do projeto Juntando os Cacos, desenvolvido pela Editora Alvorada e aplicado em parceria com a Seduce

Iniciativa estimula e promove, por meio de atividades e dinâmicas, discussão e conscientização sobre problemas sociais

O Projeto ‘Juntando os Cacos’, desenvolvido pela Secretaria de Educação, Cultura e Esporte de Goiás (Seduce) em parceria com a Editora Alvorada, foi implementado em 13 escolas da rede estadual de ensino da subsecretaria regional de Posse (GO) e beneficiou mais de três mil alunos. A iniciativa, que consiste em promover a discussão e conscientização sobre problemas sociais por meio de atividades, foi realizada durante todo o ano passado.
A proposta do projeto teve como base o livro “Caco”, de autoria do filósofo e psicólogo Gilberto Mattje, que procura demonstrar que a compreensão, a determinação e a perseverança são ferramentas poderosas na superação de problemas. Por meio de linguagem simples e direta, o autor traz para a reflexão temas como o preconceito, homofobia, novas estruturas familiares e uso de substâncias psicoativas. Essas questões foram discutidas por meio de várias atividades entre teatro, dança, dinâmicas, palestras, seminários, jogos, e outras, envolvendo, além dos estudantes, os pais e toda a comunidade.
Na regional de Posse, o projeto ‘Juntando os Cacos’ foi implementado nas seguintes unidades: Colégio Estadual Ary Ribeiro Valadão Filho, Colégio Estadual Coronel Ernesto Antônio de Araújo, Colégio Estadual Castelo Branco, Escola Estadual Elias Pereira de Souza, Colégio Estadual Elvira Leão Barreto, Escola Estadual João Régis, Colégio Estadual Maria Régis Valente, Colégio Estadual Sebastião Moreira da Silveira, Colégio Estadual Francisco da Mata Lima, Colégio Estadual Exaltina Soares dos Santos, Escola Estadual Valter Moreira dos Santos e Escola Estadual Manoel Aprígio.


Personagem é um garoto“compulsivo em vários aspectos”

O projeto Juntando os Cacos visa melhorar o diálogo nas escolas e diminuir problemáticas, como a violência e a discriminação. Assim como o “Tosco em Ação”, o “Juntando os Cacos” tem como base um livro, o “Caco”, também de autoria de Gilberto Mattje. O objetivo é dar continuidade a uma discussão aberta nas escolas e tratar temas recorrentes na vida dos estudantes de uma maneira mais próxima e eficaz. Para o autor do livro “O ‘Caco’ é um garoto compulsivo em vários aspectos” e isso possibilita a conversa com os alunos, a partir do momento em que eles se identificarão com a história, que é baseada na realidade social do brasileiro.
“O livro permite trabalhar mais temas, como o preconceito, homofobia, novas estruturas familiares e não podemos deixar de falar do uso de substâncias psicoativas. O grande objetivo deste projeto é desenvolver um lócus de percepção de autocontrole para que o aluno seja protagonista da sua história. Com mais esperança e alegria”, explica Mattje.
Após o sucesso do livro “Tosco” nas escolas, Gilberto Mattje escreve mais uma história de narrativa leve e envolvente inspirada no cotidiano de jovens marcados pela procura de um sentido para as suas vidas e dá continuidade a existência do personagem Tosco. O livro instiga a autopercepção de atitudes, pensamentos, sentimentos e, consequentemente, o entendimento de si e do outro.
No livro o personagem Caco busca soluções duvidosas para resolver seus problemas de adolescente.  Com o psicológico abalado, Caco enfrenta dificuldades, mas também encontra a compreensão em uma pessoa, o Tosco, que agora é seu professor.
Gilberto Mattje que é filósofo, psicólogo especialista em Psicanálise e mestre em Psicologia Social e da Saúde.

“A lei que regulamenta as OSs, que estabelece regras para que sejam aprovadas, está passando por alterações, mas claro que com intuito de melhorias”

“A lei que regulamenta as OSs, que estabelece regras para que sejam aprovadas, está passando por alterações, mas claro que com intuito de melhorias. Além de que para modificar o ensino, trazendo benefícios para os alunos, é a função do governo do estado”, diz Antônio Faleiros.
Embora a legislação estadual goiana sobre Organizações Sociais seja uma das mais modernas do País, o governador Marconi Perillo decidiu propor o aprimoramento dos processos administrativos de qualificação e contratação de entidades como Organização Social. O propósito, segundo o Governo estadual, é tornar ainda mais transparentes e moralizantes as relações internas dos pretensos parceiros da Administração Pública Estadual.
Entre as novas medidas estão a vedação de participação no Conselho de Administração e em diretorias da OS de cônjuges, companheiros ou parentes, consanguíneos ou por afinidade, até o terceiro grau, do governador, vice-governador, secretários de Estado, presidentes de autarquia e fundação, senadores, deputados federais, deputados estaduais, membros do Judiciário, do Ministério Público, de Tribunais de Contas do Estado e dos Municípios; e ainda do quadro de direção de quaisquer outros órgãos da Administração direta e indireta.
Pelas novas regras, é vedado ainda que membros do Conselho de Administração e diretores participem da estrutura de mais uma Organização Social. Também é estabelecido um teto à remuneração de diretores de OS, que terão valores do mercado onde atua a entidade, mas que não poderá ser superior ao teto do Executivo Estadual, ou seja, à remuneração do governador. Também é vedado que diretores de OS sejam remunerados por meio de interposta pessoa jurídica.
Pelo projeto de lei, é proibido que membros do Conselho de Administração e diretores participem da estrutura de mais de uma Organização Social. A elaboração de minutas-padrão de contrato de gestão passa a ser atribuição da Procuradoria Geral do Estado (PGE), garantindo maior uniformidade e tratamento isonômico às entidades. As Organizações Sociais também ficam obrigadas a prestar informações à PGE sobre demandas judiciais e condenações sofridas.


Dirigentes de entidades precisam ter ficha limpa

Despacho da secretária com o governador contou com presença de superintendentes e gerentes da Seduce: objetivo foi fortalecer o conceito das Organizações Sociais
Despacho da secretária com o governador contou com presença de superintendentes e gerentes da Seduce: objetivo foi fortalecer o conceito das Organizações Sociais

O projeto de lei, enviado à Assembleia Legislativa pelo Executivo Estadual, estabelecendo novas regras para as OSs, contempla ainda uma espécie de exigência de ficha limpa para as Organizações Sociais. Dessa forma, a partir das alterações fica vedada a celebração de contrato de gestão com entidade omissa na prestação de contas, ou com contas rejeitadas pela Administração ou julgadas irregulares por Tribunal ou Conselho de Contas ou que tenha entre seus dirigentes ou no Conselho de Administração pessoas com contas rejeitadas ou julgadas por falta grave e inabilitadas para o exercício de cargo comissionado, consideradas responsáveis por ato de improbidade ou que tenham sido condenadas pela prática de infração descrita pela legislação eleitoral como hipótese de inelegibilidade.
Também são estabelecidas hipóteses de conflitos de interesses, a fim de vedar a celebração, pelas OSs, de ajustes onerosos ou não, junto a determinadas pessoas físicas e jurídicas. O projeto estabelece aperfeiçoamentos nos mecanismos de prestação de contas. Outra grande inovação é o estabelecimento de limite financeiro para o repasse de recursos a uma mesma Organização Social, levando em consideração o montante de recursos destinados a outros parceiros do mesmo setor. Com isso, se busca afastar qualquer espécie de monopólio na celebração de contratos de gestão com entidades parceiras.
O projeto fixa prazo de dez anos para que a entidade que perder a qualificação como OS possa requerer à Administração novo título jurídico.
Na semana passada, o governador Marconi Perillo reafirmou sua confiança no projeto de compartilhamento da gestão da Educação, por meio das Organizações Sociais (OSs), ao confirmar a realização, em breve, de outra chamada pública para a qualificação das entidades interessadas.
“Nossa equipe técnica chegou à conclusão de que era preciso fazer um novo chamamento, para que a gente tenha realmente OSs que façam a diferença”, diz governador.
Ainda segundo Marconi, o objetivo é fortalecer o conceito das OSs, e também impedir que haja qualquer tipo de desvio, em relação à finalidade, que é atender bem à população, que é prestar um serviço de alta qualidade, fazer a diferença, principalmente para o cidadão mais pobre. De uma maneira geral, atender bem às pessoas.

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