Sempre há uma nova oportunidade

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O diálogo é um dos princípios exercitados nas formações do AJA-Expansão

Programa oferece alfabetização para jovens e adultos com mais de 15 anos que não frequentaram a escola na idade regular

Luiz Fernando Nunes Hidalgo

Cerca de 30 educadores populares do Programa AJA-Expansão/Brasil Alfabetizado estão distribuídos em todas regiões de Goiânia, com o objetivo de organizarem salas de alfabetização para pessoas com idade a partir de 15 anos, que ainda não dominam a leitura e escrita. Durante os próximos oito meses as atividades serão acompanhadas pela Secretaria Municipal de Educação e Esporte (SME).
O perfil das educadoras é bastante diversificado, com várias idades e formação. Um exemplo é a cursista de pedagogia da Universidade Federal de Goiás (UFG), Glauciene Alves Fernandes. Ela considera o Programa uma grande oportunidade para que parte da população garanta o direito à Educação. “É muito interessante participar deste movimento, porque ele busca, paralelamente, o desenvolvimento do senso crítico dos educandos, assim como o domínio da leitura e da escrita. Tudo isso baseado nas reflexões de Paulo Freire, que considerava o diálogo como fundamento da ação pedagógica”, destaca
Educadora popular há 15 anos, Marinete da Silva Campos, também ressalta a importância de participar do Programa: “Eu sempre falo que no AJA-Expansão eu trabalho por amor. Como educadora popular já há alguns anos, tenho tido várias experiências que me tocam muito forte. Um exemplo é a história da senhora Maria Divina, que ao aprender a ler e escrever pôde finalmente assinar as entregas feitas pelos Correios. Com isso, ela ficou muito feliz, pois agora tem autonomia de se expressar sem se sentir constrangida”.
Além da formação inicial, os educadores têm acesso à formação continuada, ofertada pela Gerência de Educação de Adolescentes, Jovens e Adultos (Geaja), com o objetivo de apresentar os princípios do Programa, assim como organizar o trabalho da ação alfabetizadora. “A proposta do AJA-Expansão se fundamenta na perspectiva da educação popular. Nosso trabalho é dar continuidade num diálogo contínuo, visto que cada educando, cada sala de alfabetização tem suas características específicas”, afirma Márcia Pereira Melo, gerente da Geaja.
Os educadores populares são responsáveis pela formação das turmas. Para isso, recebem uma ajuda de custo de 400 reais por mês e vale-transporte. As turmas formadas terão o acompanhamento de coordenadores para garantir a qualidade na alfabetização dos adolescentes, jovens e adultos. A SME desenvolve o Programa em parceria com a UFG, movimentos sociais, associações de moradores, igrejas,associações de idosos, empresas, entre outros.
Durante o período de funcionamento do Programa, novas turmas de alfabetização podem ser abertas e as turmas já existentes estão abertas para receber novos alunos. Interessados podem entrar em contato com a Geaja pelo telefone 3524-8923 para mais informações sobre o Programa e as turmas disponíveis conforme as regiões da Capital.

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