Crise, que crise? De lideranças

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Altair Tavares é comentaristas das Rádios 730 e Vinha FM

Altair Tavares

Em diálogo recente com o professor Robinson de Sá, que é cientista político, e professores das Ciências Sociais da UFG, ouvi a argumentação de que o Brasil vive uma crise de lideranças que é crucial para o momento do País. A presidente Dilma Rousseff vestia este manto, mas perdeu no segundo mandato. E o que é pior: com uma grave condição de que não conseguirá retomar essa posição. Ao olhar para a oposição, também faltam líderes para conduzir os interesses do país.
Ao cair na maior crise de credibilidade já vivida por um presidente da República, abriu-se um vasto leque de oportunidades para que o espaço fosse ocupado. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não perdeu um centímetro da liderança do País durante os dois mandatos. E, expandiu a liderança mundial ao ponto de ser considerado “o cara” pelo presidente americano, Barack Obama.
A oposição poderia ter, após o período eleitoral, um nome com quase 50 milhões de votos para ocupar o espaço, mas o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) perdeu a oportunidade de ocupar a liderança em virtude dos vários casos que mexem com a imagem dele. E o próprio senador não ajuda. O discurso do mineiro não unifica, não lidera, mais parece um candidato que não saiu do palanque. Nem os aliados de Aécio gostam do jeito que ele fala, dando risinhos, para os meios de informação.
Não é nem necessário tecer comentários sobre outros nomes, pois a oposição não tem um nome com inteligência, e empatia, para dialogar com todos os setores da sociedade e apontar os caminhos dos verdadeiros interesses nacionais.
Tem razão o governador de Goiás, Marconi Perillo, ao afirmar da preocupação do pós-crise, com ou sem o impedimento de Dilma Rousseff. A crise política não terminará com o resultado do processo que está na Câmara dos Deputados e será concluído pelo Senado. No pós-crise do impedimento não há fim para a crise política. E não há líderes no cenário nacional que apontem perspectivas.
No pós-crise, tem mais crise política. E tem mais crise econômica, e mais conflitos de surdos que falam com mudos enquanto o Brasil perde um tempo histórico valioso para o seu desenvolvimento.

Altair Tavares é comentaristas das Rádio Vinha FM e 730 AM, editor do Diário de Goiás e blogueiro .( www.altairtavares.com.br )

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