Eleição no escuro

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Altair Tavares é comentaristas das Rádios 730 e Vinha FM

Diferente de outras eleições, a disputa para prefeito de Goiânia, e outras cidades, em 2016, está no escuro por causa da não divulgação das pesquisas eleitorais. Anteriormente, com antecedência de um ano, eram corriqueiras as sondagens que apresentavam o cenário eleitoral em cada município. Os veículos, que costumeiramente realizavam pesquisas, abandonaram a ação que informava aos seus leitores e, de certa forma, interferiam no debate eleitoral.
Agora, as pesquisas estão rodando nas mãos dos integrantes dos comitês dos pré-candidatos, tanto quantitativas quanto qualitativas. Somente os políticos sabem qual é a opinião do eleitor goianiense, hoje, e traçam suas estratégias para o enfrentamento eleitoral.
No geral, hoje, os cenários das pesquisas apontam a liderança de Iris Rezende na estimulada, apesar de ele não assumir, efetivamente, a candidatura. Os candidatos Waldir Soares (PR), Vanderlan Cardoso (PSB) e Adriana Accorsi (PT) aparecem num grupo. Luiz Bittencourt (PTB), Francisco Júnior (PSD) e Giuseppe Vecci (PSDB) em outro. (A divulgação de dados percentuais dos candidatos é proibida pela legislação, sem o devido registro das pesquisas).
Iris Rezende é visto como um candidato que tem uma idade elevada, mas que sabe cuidar do asfalto, do lixo e da manutenção da cidade. Ele é o fator determinante de todos os cenários da disputa eleitoral. Sem ele, a disputa ganha outra configuração. Ao final de 2015, Rezende reuniu vereadores e líderes do PMDB e afirmou que todos deveriam se preparar para uma surpresa e que a candidatura do partido talvez não tivesse o nome dele. Ele assustou os candidatos a vereador e alguns saíram do partido enquanto lembravam dessa história.
A presença do nome de Iris Rezende mexe com o quadro eleitoral, mas não significaria que o processo tem um favorito, como eram feitas outras avaliações há alguns meses. Os peemedebistas continuam confiando na idéia de que, quando anunciar a candidatura oficial, o ex-prefeito ganhará pontos junto ao eleitorado suficientes para o crescimento.
No segundo time, dois nomes são fatores garantidores do segundo turno para uma análise do quadro, hoje. E é exatamente neste grupo que a disputa deve ficar mais acirrada, pois Iris Rezende não alcançou, ainda, índices para uma vitória no primeiro turno. Aliás, a maior chance do peemedebista estaria na performance para o primeiro tempo da disputa, pois no atual quadro os apoios de segundo turno seriam limitados. Diferentemente da última que disputou em Goiânia, Iris pode ter uma quantidade menor de partidos.
Quando surgir a primeira pesquisa com dados submetidos à divulgação, será possível perceber onde cada candidato tem melhor credibilidade junto ao eleitorado. Não há dúvida de que na região Noroeste de Goiânia, a disputa é forte entre Iris Rezende e Waldir Soares. Na região Leste, conforme os últimos resultados eleitorais, Vanderlan Cardoso tem vantagem por causa da proximidade de Senador Canedo. No restante, há dúvidas. Afinal, a eleição carece de luz.

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