Goiás foi o Estado que mais contribuiu

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Documento foi entregue pelo Ministério da Educação na terça-feira ao Conselho Nacional de Educação (CNE)

Da Redação

O Estado de Goiás foi a unidade da Federação que mais contribuiu para a segunda versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O documento, que tem a meta de determinar conteúdos mínimos que os alunos das 190 mil escolas do país terão que aprender a cada etapa da educação básica, foi entregue pelo Ministério da Educação (MEC) na terça-feira, 3/5, ao Conselho Nacional de Educação (CNE), durante solenidade que contou com a presença da secretária de Educação, Cultura e Esporte de Goiás (Seduce), Raquel Teixeira.
A primeira versão da BNCC foi elaborada por um grupo de 116 especialistas, entre professores da educação básica e professores universitários, e disponibilizada em 16 de setembro do ano passado. Desde então, a página ficou aberta para receber sugestões e críticas on-line. Ao todo, foram mais de 12,2 milhões de contribuições pela internet e mais de 700 reuniões de discussão com a participação de 200 mil professores e 45 mil escolas. Grande parte dessas contribuições foi proveniente de Goiás, o que elevou o Estado ao topo de ranking de participações.
De acordo com o superintendente do Ensino Médio da Seduce, Wisley Pereira, que também acompanhou o processo, o Estado foi o único a montar uma força-tarefa envolvendo toda a unidade escolar em parceria com instituições federais e estaduais.
“Foi feito um trabalho com cada comitê regional presente nas 40 subsecretarias do Estado. Criamos um site só para isso, com informações, orientações, documentos, cronogramas para que todos pudessem participar e acompanhar esse processo. Foi uma estratégia que permitiu que o movimento de Goiás fosse efetivo e nos tornasse referência para o País”, ressaltou Wisley.
O MEC incorporou as sugestões feitas por consulta pública e por especialistas de todo o Brasil e consolidou a segunda versão da BNCC, que tem 676 páginas. Agora, o CNE conduzirá seminários nos Estados e debaterá o documento antes de apresentar uma versão final, que volta para o MEC para ser homologado. Em Goiânia, o primeiro seminário será realizado nos dias 2 e 3 de junho no auditório do Instituto de Educação de Goiás (IEG).
Na prática, a BNCC começará a ser implementada nas escolas em 2018, quando as redes estaduais e municipais terão um prazo para adequar os próprios currículos e reformular os livros didáticos. Além das mudanças em sala de aula, a nova base curricular deve ter impacto significativo na formação dos educadores.
“Esse é um momento histórico para a educação brasileira. Será nossa primeira base curricular e a implementação de mudanças não vai ocorrer de forma rápida. Vamos mexer na formação inicial dos professores e na formação continuada daqueles que já estão na rede. É um processo longo, mas estamos caminhando”, afirmou Wisley Pereira.
Durante o evento, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, também citou os efeitos que a BNCC trará no aprimoramento de avaliações. “Ela vai deflagrar um processo muito rico de aprimoramento nas avaliações do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), desde a ANA (Avaliação Nacional da Alfabetização), a Prova Brasil, o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e o próprio Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Tudo isso será revisitado a partir da BNCC”, disse.
A base curricular está prevista em lei, no Plano Nacional de Educação e vai fixar conteúdos mínimos que os estudantes devem aprender a cada etapa da educação básica, da educação infantil ao ensino médio. O conteúdo da base deverá preencher dois terços do currículo escolar. No restante do tempo, as redes de ensino poderão definir o que ofertar – como conteúdos regionais e atividades extras. A BNCC é considerada fundamental para reduzir desigualdades na educação no Brasil e países desenvolvidos já organizam o ensino por meio de bases nacionais.

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