Resultados da segurança animam

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Altair Tavares

O que importa é o resultado? A frase é por demais conhecida no dia a dia do setor empresarial, ou organizacional, e apesar de muito contestada, sobrepõe-se à crítica. O que é planejado, e executado, deve levar a resultados que sejam satisfatórios. No caso da segurança pública do Estado de Goiás, a mudança promovida na direção do setor desde 24 de fevereiro passado entra no período crítico de avaliação que aproxima-se de 100 dias. A mudança deu resultado?
O Atlas da Violência 2016, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, informou, em 24/03/16, que o Estado de Goiás reduziu em 5,7% a taxa de homicídios a cada 100 mil habitantes, segundo melhor desempenho no país, ficando no grupo dos nove estados que alcançaram redução no período de 2013 e 2014. Em números absolutos de homicídios, Goiás ficou entre os sete estados que conseguiram reduzir as taxas, registrando queda de 4,5% dos casos. Os números foram suficientes para apontar uma melhora no resultado das ações da segurança? Ainda não.
A Secretaria de Segurança Pública de Goiás mantém um setor de estatísticas que alimenta o Observatório de Segurança, que centraliza divulgação de dados sobre o setor. Os dados oficiais, entende-se que estão disponíveis para cidadãos e pesquisadores, são consolidadores do resultado da política de segurança. Não há fatos que comprovem que as informações divulgadas não são confiáveis, ao contrário.
Segundo o Observatório da Segurança, os dados consolidados de abril de 2016, em comparação com o mesmo mês do ano passado, apontam para uma relevante queda na taxa de homicídios. No Estado, o número de homicídios teve redução de 17,25%. Em Goiânia, a redução chegou a 38,33%. Furtos contra comércios e em residências também apresentaram recuos, 21,12% e 8,21% respectivamente.
De acordo com o estudo, outra boa notícia é que os números demonstram que, desde o início de 2016, os homicídios estão em declínio, em todo o Estado. Em janeiro foram registradas 250 ocorrências, fevereiro,240; março, 224; e abril 211). Em termos percentuais, a retração acumula 15,60% nesses meses.
O resultado é relevante, apesar das expectativas dos cidadãos que anseiam por uma maior sensação de segurança, pois a reversão de números implicam em inversão de um gráfico incômodo para as pessoas e, politicamente, para o governo. O esforço de redução dos índices de criminalidade deve continuar com o acerto da política implantada em fevereiro passado.
“A integração das forças policiais tem aumentado. Nós temos uma troca de informação, uma interação muito maior. Isso fortalece o sistema de segurança e enfraquece a criminalidade, porque trabalhamos de maneira mais contundente”, explicou o tenente-coronel Ricardo Mendes, responsável pelo setor de informações da PMGO.
Com mais investimentos, o governo de Goiás pode acelerar a redução da criminalidade. Com mais viaturas em circulação, reivindicação feita pela Polícia Militar de Goiás, o resultado pode ser ampliado. Tudo, então, depende do interesse político do governo e, claro, de recursos financeiros, que são escassos, segundo o governador Marconi Perillo. O cidadão comum espera que segurança melhore e os gráficos para baixo ajudam bastante, portanto, é prioridade attender à expectative dele.
Se em fevereiro havia um clima de incerteza na segurança pública, dois meses depois o ambiente melhorou. Marconi Perillo, agora, pode dizer que acertou quando escolheu o vice-governador José Eliton Júnior para o cargo de secretário de segurança. Se havia dúvidas da condição política e de gestão de uma área tão difícil do governo, não há mais. Vem aí os cem dias da nova gestão da segurança e, com eles, um ambiente de consolidação da estratégia. Assim, se é o resultado que importa, os números de maio são os mais importantes para a nova segurança.

Altair Tavares é comentarista das Rádio Vinha FM e 730 AM, editor do Diário de Goiás e blogueiro ( www.altairtavares.com.br )

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