Últimos dias para o estudante se inscrever

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Esta é a última semana para que os estudantes dos 246 municípios goianos façam as inscrições do Goiás na Ponta do Lápis. Sem o cadastro no site, o aluno perde a chance de participar do certame

Fabiola Rodrigues

Essa é a última semana para que os estudantes dos 246 municípios goianos façam as inscrições para a 12ª edição do concurso Goiás na Ponta do Lápis. É importante lembrar que desta vez os estudantes precisam fazer suas inscrições pelo site www.tribunadoplanto.com.br/concurso até o dia 15 de maio. Sem o cadastro no site o aluno perde a chance de participar do certame.
Realizado pela Tribuna do Planalto com apoio do Governo Estadual através de Secretaria do Estado da Educação, Cultura e Esporte (Seduce) e Secretaria de Saúde (SES), o concurso este ano traz ao estudante muitas inovações para que todos os alunos das redes estadual, municipais e particular de ensino em todo o estado participem. Além das redações outros formatos de trabalhos, como desenhos, fotografias e vídeos, podem ser produzidos. O tema “Histórias reais de combate ao Aedes” foi especialmente definido para envolver todo o ambiente escolar em práticas que combatam o mosquito Aedes aegypti.
A superintendente do ensino fundamental da cidade de Pires do Rio, Meire Aparecida, diz que existem alunos com algumas dificuldades para fazer as inscrições, mas que eles não vão ficar de fora dessa edição.
“Estamos orientando para que os alunos que têm computador em casa façam os seus cadastros na residência mesmo. Os estudantes que não podem fazer as inscrições fora do ambiente escolar estão tendo ajuda dos professores para se inscreverem na escola mesmo”, lembra a superintendente.
Além disso, estudantes da rede estadual de ensino que por algum motivo não estão conseguindo fazer as inscrições têm o auxílio dos coordenadores e professores para fazê-las, observa Meire Aparecida. Segundo ela aproximadamente 30 escolas da região de Pires do Rio estarão envolvidas nessa edição do certame.

O trabalho de divulgação do Goiás na Ponta do Lápis está sendo acompanhado de perto, afirma a superintendente. O município de Orizona é lembrado como um dos que os alunos sempre se envolvem e participam ativamente do certame. Escolas municipais e particulares da região receberam o material de divulgação. Os educadores estão trabalhando e preparando os alunos para apresentar os trabalhos também.
A superintendente diz que é importante os professores e coordenadores das escolas motivarem os alunos a participar do concurso. Por este motivo os cinco tutores que trabalham nas escolas estaduais da subsecretaria são orientados a acompanhar e estimular os educadores a trabalhar o tema do concurso juntamente com os estudantes.
“Nós temos tutores na rede estadual de ensino que ajudam os professores a preparar melhor os alunos para as provas e trabalhos. E assim eles analisam o desenvolvimento dos estudantes. O empenho deles em falar do concurso para os educadores está sendo constante”, comenta Meire Aparecida.

Superintendente Meire Aparecida: a estimativa é que  30 escolas de Pires do Rio e Região participem do concurso
Superintendente Meire Aparecida: a estimativa é que 30 escolas de Pires do Rio e Região participem do concurso

Os professores das escolas da regional de Pires do Rio, desde o início das aulas que começaram em janeiro. Já estavam trabalhando com os alunos do ensino fundamental e médio práticas de combate ao Aedes aegypti. Mas depois que os diretores ficaram sabendo que o tema do certame era justamente esse. Intensificaram ainda mais as formas de combater o mosquito dentro do ambiente escolar.A superintendente lembra que todos os educadores estão engajados no Goiás na Ponta do Lápis. Os pais também ficam aguardando o certame, pois afirmam que ele contribui para que seus filhos desenvolvam o aprendizado.
Para Meire Aparecida o respeito que os professores e coordenadores têm pelo concurso faz com que a participação dos estudantes seja positiva. Espontaneamente, os educadores se mobilizam para ajudar os alunos a se inscreverem e, assim, garantir participação. Isso para a superintendente é mais uma forma de valorizar a importância do concurso na vida estudantil do aluno.

Trabalhos prontos
Uma das tutoras da subsecretaria de Santa Helena de Goiás, Regiane Soares, diz que a subsecretaria está mobilizando os alunos para estarem envolvidos no concurso e se inscreverem no certame. Para isso os estudantes estão intensificando o combate ao Aedes aegypti, especialmente através do plantio de sementes de plantas que ajudam a combater o mosquito.
“Algumas turmas em nossa região já estão com os trabalhos prontos. Tem desenhos e redações prontas para serem analisadas pelos jurados do concurso. O trabalho de combate ao Aedes já estava sendo realizado pelos alunos e foi intensificado”, diz a tutora.


 

Alunos da EJA estão entusiasmados

Fabiola Correia: “Com o formato de redação apresentado, nossos alunos terão mais liberdade para escrever”
Fabiola Correia: “Com o formato de redação apresentado, nossos alunos terão mais liberdade para escrever”

A gerente de Educação de Jovens e Adultos (EJA), Fabiola Correia, relata que é muito importante os estudantes terem a chance de produzir trabalhos artísticos a partir de experiências práticas e competitivas. Ela lembra que os estudantes de EJA pensam que não podem participar do certame por não ter capacidade de produzir o material. Mas com o formato de redação apresentado, os alunos terão mais chance de participar.
“A maioria dos nossos alunos sempre diz que encontram dificuldades com a leitura e a escrita. E se sentem incapazes de escrever as redações para o concurso, mas dessa vez acreditamos que a participação deles será maior”, diz a gerente do ensino EJA.
O gênero textual selecionado para os estudantes dessa categoria foi memórias. Assim eles podem contar histórias já vividas por eles ou por familiares, sempre lembrando que o tema remete ao combate ao mosquito Aedes aegypti. Fabiola Correia achou pertinente a escolha do gênero para os alunos do EJA. Ela observa que além do tema ser atual a maneira da história ser contada dá muita liberdade para o estudante usar a criatividade.
“Nossos alunos merecem atenção especial. Pelo fato de muitos estudantes ficarem fora do ambiente escolar por muito tempo, o nível de compreensão deles não é igual ao de um aluno que estuda em uma escola de ensino regular. Quando eles têm a chance de fazer um trabalho contando suas próprias experiências encontram mais facilidade na hora de escrever” diz a gerente.
Além do estudante ter facilidade de produzir o material contando sua própria experiência, a gerente de Ensino diz que o tema “Histórias reais de combate ao Aedes” foi escolhido para ser discutido em sala de aula em um momento muito oportuno.
“É um assunto que pode parecer desgastante, mas não é. Quanto mais falado maior a chance de as pessoas se conscientizarem. Quando o aluno produz um trabalho ele está desenvolvendo seu conhecimento. Quem ganha com tudo isso é a saúde e a educação que são fundamentais para a vida do ser humano”, observa Fabiola Correia.

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