Mesmo afastada, Dilma mantém prerrogativas

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Dilma Vana Rousseff, ex-presidente da República

Ele tem direito a salário, moradia no Palácio do Alvorada, segurança pessoal, assistência à saúde, avião, carro oficial e a equipe de serviço

A presidente Dilma Rousseff poderá manter, enquanto estiver afastada da Presidência da República, salário de R$ 27.841,2, moradia no Palácio do Alvorada (residência oficial do presidente da República), segurança pessoal, assistência saúde, avião, carro oficial e a equipe a serviço de seu gabinete pessoal.
No final da manhã de quinta-feira, dia 12, a agora presidente afastada Dilma Rousseff fez seu último pronunciamento no Palácio do Planalto até a decisão final do Senado, que aprovou a admissibilidade de seu processo de impeachment. A fala de Dilma durou cerca de 14 minutos, foi firme e convicta. Ela classificou a decisão como “a maior das brutalidades que pode ser cometida contra um ser humano: puni-lo por um crime que não cometeu”.
Dilma voltou a classificar o processo de impeachment de “golpe” e afirmou que não praticou nenhum crime. Disse que o que “está em jogo” é o “respeito às urnas” e acrescentou que tentam “tomar à força” o seu mandato, que, segundo ela, é alvo de “sabotagem”. “O que mais dói nesse momento é a injustiça”, afirmou.
“Posso ter cometido erros, mas não cometi crimes”, disse Dilma ao afirmar que está sofrendo uma injustiça, a “maior das brutalidades que pode ser cometida”. “Não cometi crime de responsabilidade. Não tenho contas no exterior, jamais compactuei com a corrupção. Esse processo é frágil, juridicamente inconsistente, injusto, desencadeado contra pessoa honesta e inocente. A maior das brutalidades que pode ser cometida por qualquer ser humano: puni-lo por um crime que não cometeu”, disse.
Dilma também voltou a dizer que antecessores usaram do artifício da pedalada fiscal para ajustar contas de governo. “Atos de governo idênticos foram executados pelos presidentes que me antecederam. Não era crime na época deles e não é crime também agora. Tratam como crime um ato corriqueiro de gestão, me acusam de atraso no pagamento do Plano Safra. É falso. A lei não exige minha participação na execução desse plano.Nada restou para ser pago, nem dívida.”
Dilma deixou o Palácio do Planalto pela porta principal, que fica no térreo do prédio. Em um cercado próximo à rampa, servidores da Presidência, em sua maioria mulheres, a recepcionaram e a acompanharam até a avenida em frente ao Planalto, onde estavam concentrados milhares de manifestantes de apoio a ela. A presidente afastada repetiu as palavras de ordem de seu pronunciamento à imprensa, masfez um discurso mais popular, direcionado à militância. Abraçou alguns presentes e voltou a dizer que não irá desistir.


Temer vai conservar os programas Bolsa Família, Pronatec e Minha Casa, Minha Vida

Temer: salvação nacional
Temer: salvação nacional

O presidente em exercício Michel Temer (PMDB) afirmou na tarde quinta-feira, dia 12, em seu primeiro pronunciamento como substituto de Dilma Rousseff (PT) no comando do Palácio do Planalto, que irá manter os programas sociais da gestão petista – como Bolsa Família, Pronatec e Minha Casa, Minha Vida -, prometeu aprimorar a gestão da máquina pública e falou em promover reformas sem mexer em direitos adquiridos.

Ao abrir seu discurso de 28 minutos, o presidente em exercício falou que, diante da atual divisão do país, há urgência em “pacificar a nação” e “unificar o Brasil”. Ele enfatizou que é urgente fazer um governo de “salvação nacional”.
Em resposta a acusações de integrantes do governo Dilma e parlamentares aliados à petista de que havia o risco de programas sociais serem extintos com a troca de comando no país, Michel Temer fez questão de usar seu discurso para prometer a continuidade das iniciativas. “Reafirmo, e faço em letras garrafais, vamos manter os programas sociais. O Bolsa Família, o Pronatec, o Fies, o Prouni, o Minha Casa, Minha Vida, entre outros, são projetos que deram certo e terão sua gestão aprimorada.”
Michel Temer também afirmou que, além de melhorar o ambiente de negócios no país para o setor privado produzir e gerar emprego, é necessário restaurar as contas públicas.
Segundo ele, o corte de ministérios é parte das medidas de reequilíbrio fiscal. O peemedebista reduziu de 32 para 24 o número pastas na Esplanada dos Ministérios.
Temer informou ainda que encomendou estudos para avaliar a redução de cargos comissionados e funções gratificadas.

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