Muito além do Centro Histórico

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Joaquim Craveiro: “é preciso pensar a cidade como um todo”

Daniela Martins

É comum moradores de cidades turísticas reclamarem que, longe dos holofotes, a situação não seja tão favorável à sua população, que sofre com a precarização de serviços básicos. Afinal, a atenção e os esforços das gestões municipais normalmente se voltam para os setores que chamam mais a atenção.
Pelo que parece tem sido assim com a Cidade de Goiás, a tradicional Vila Boa. “Fora do Centro Histórico, a cidade está um caos”, define o empresário Joaquim Craveiro Curado, arquiteto e urbanista, vilaboense de coração e trajetória.
Com a ideia de reverter tal situação, Craveiro, que é presidente PSL no município, lançou seu nome como pré-candidato à prefeitura nas eleições de outubro próximo e levanta um debate aprofundado sobre o futuro da Cidade de Goiás. Experiente como gestor, Joaquim Craveiro desenvolveu uma proposta de governo dividida em três etapas e pensada para beneficiar a Cidade de Goiás como um todo.
Para começar, Craveiro propõe a discussão com a sociedade e atualização do Plano Diretor da Cidade de Goiás. “É o ponto de partida, sem pensar a cidade como um todo, a longo prazo, não é possível avançar”, enfatiza. Na segunda etapa está a modernização da estrutura de gestão, com redução de número de comissionados e reformulação nas atuais secretarias, visando a melhoria na prestação de serviços públicos e em investimentos para o desenvolvimento do município.
A terceira ação, explica, é o chamado Plano Municipal de Governo, que engloba ações para desenvolver a área de saúde, economia e promover o crescimento econômico da cidade, respeitando suas vocações.
No currículo, Craveiro reúne longa experiência como gestor. Ele presidiu a Associação Goiana das Empresas de Engenharia (AGE), instituição da qual foi também diretor de obras, membro da diretoria financeira e conselheiro fiscal. Foi ainda vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Goiás.
Joaquim Craveiro esteve à frente da Companhia de Urbanização de Goiânia (1986/1987), presidiu a Companhia de Iluminação de Goiânia (Comluz) e a Companhia de Obras de Goiânia (Comob). Foi secretário municipal de Obras e Serviços Públicos da Prefeitura de Goiânia e assessor da Diretoria Geral do Detran.


Cautela nos gastos

Municípios buscam alternativas para enfrentar a crise 

Divino Alexandre, da FGM: prefeituras entrando em colapso
Divino Alexandre, da FGM: prefeituras entrando em colapso

As dificuldades financeiras enfrentadas pelos municípios fizeram com que a maioria dos gestores municipais tomassem cautela com os gastos municipais. De acordo com a Confederação Nacional de Municípios (CNM), dos 246 municípios goianos, 234 responderam à pesquisa da entidade municipalista e 99% afirmaram sentir os efeitos da crise econômica no País. Destes, 90,9% disseram já ter tomado algum tipo de providência para enfrentar os problemas que afetam os governos locais, destacando-se a redução de despesas com custeio e a redução no quadro de funcionários e de cargos comissionados.
Durante apresentação da pesquisa feita pela CNM, o presidente da entidade municipalista, Paulo Ziulkoski detalhou que as receitas disponíveis para os municípios aumentaram de 13%, em 1988, para 20%, em 2015. Apesar disso, ele afirmou que as despesas aumentaram ainda mais, além de enfrentar perdas, como do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). “Os municípios receberiam R$ 1,9 trilhão com a manutenção do pacto fiscal de 1988. Entretanto, receberam R$ 1,3 trilhão, com perda acumulada de R$ 631 bilhões”, detalhou o presidente da CNM.
Em Goiás, 84,8% dos municípios sentiram os principais danos na área da saúde e 73,9% na área da educação. Nesta área, o principal problema enfrentado pelos municípios foi em relação ao pagamento do piso salarial do magistério. “O cenário de aumento de despesas sem os devidos repasses ou com atrasos dos recursos fez com que os municípios sofressem graves problemas neste período. As prefeituras estão entrando em colapso”, declarou o presidente da Federação Goiana de Municípios (FGM), Divino Alexandre da Silva.

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