Atenção redobrada!

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Várias atividades são realizadas para despertar a consciência dos estudantes

Na Semana do Enfrentamento à Violência e Exploração Sexual, alunos da rede municipal de educação de Goiânia participam de diversas atividades de orientação e alerta

Lívia Máximo

Explicar a diferença entre um simples carinho e um toque malicioso, ou falar sobre as possíveis e segundas intenções de um adulto para com uma criança pode não ser uma tarefa fácil. No mínimo é um tema que exige delicadeza e coragem da parte de quem é vítima ou de quem orienta.
Na última semana, o assunto foi colocado em pauta com os alunos da rede municipal de ensino da Capital durante a Semana do Enfrentamento à Violência e Exploração Sexual, realizada entre 16 e 19 de maio, em referência ao dia 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes.

O dia 18 de Maio foi lembrado em todas as escolas municipais
O dia 18 de Maio foi lembrado em todas as escolas municipais

Esclarecimentos, bate-papo com os alunos, estudo de casos, pesquisas, exposição de trabalhos, exibição de vídeos e apresentações culturais foram algumas das atividades propostas pela Rede de Atenção a Crianças, Adolescentes, Mulheres e Idosos em Situação de Violência em Goiânia às escolas municipais.
Entre os cinco dias da semana, cinco escolas receberam uma programação especial com a participação da equipe do Circo Lahetô e do grupo de teatro Projeto Vira-Vida. De acordo com a gerente de Inclusão, Diversidade e Cidadania, da Secretaria Municipal de Educação e Esporte (SME), Surama Alves Amori, é preciso ter um diálogo aberto com os alunos “No sentido de orientação sobre as situações de riscos, que precisam ser denunciadas, compartilhadas. É uma questão de conscientizá-las sobre o discernimento em relação ao comportamento de terceiros para que identifiquem as verdadeiras intenções e saibam quais as providências devem ser tomadas”, explicou.
Na Escola Municipal Marcos Antônio Dias Batista, o dia 18 de maio, foi cheio de atividades voltadas à temática. “Foi um dia com saldo extremamente positivo. Percebemos pelo comportamento das crianças que elas compreenderam o que nós ensinamos. Essa já é uma temática trabalhada com os alunos durante todo o ano, mas nesta semana intensificamos as ações com a participação de todos juntos, da comunidade e dos pais. Não podemos admitir violência sexual na nossa sociedade. É papel da escola mobilizar e orientar a todos”,declarou a diretora da escola, Rosângela Ferreira Braga dos Santos.

O tema foi abordado nas escolas com a intenção de orientar alunos, pais e comunidade
O tema foi abordado nas escolas com a intenção de orientar alunos, pais e comunidade

A aluna Dijayne Viegas dos Santos Alves, 11 anos, ficou atenta a todas as explicações. “Eu aprendi a identificar o perfil de um pedófilo e sei que devo ficar atenta a qualquer tipo de proposta de adultos, que podem ser suspeitos. Agora também sei que o Disk 100 é para se libertar do peso, denunciar”, contou.
Para o diretor pedagógico da SME, Marcos Pedro da Silva, é fundamental discutir essa temática dentro das escolas. “Temos que falar com os alunos de uma forma que eles possam entender. Não é trabalhando a sexualidade, mas sim a prevenção, dizendo que existem adultos que aliciam menores na internet oferecendo presentes. Eles precisam ter a auto prevenção, ter a confiabilidade na escola e na família para que denunciem. Precisam saber que existe o Disk 100 e o Conselho Tutelar para todas as crianças e adolescentes”, ressaltou.

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