Marconi está otimista com governo Temer

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Marconi Perillo: a responsabilidade agora também é do PSDB que está no governo Temer

Governador lembra que PSDB volta a fazer parte do Governo Federal, após 14 anos, e que há mais abertura para o Estado Goiás com novo presidente

O governador Marconi Perillo afirmou que está otimista em relação ao governo do presidente em exercício, Michel Temer, com quem se encontrou ontem, em Brasília. “Agora, nossa responsabilidade é muito maior”, disse, durante despachos na sede da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA), como faz todos os anos, durante seus governos, no período da Exposição Agropecuária, agora na 71ª edição, no Parque de Exposições Agropecuárias de Goiânia, na Nova Vila. “Ficamos 14 anos fora do governo; agora, fazemos parte dele”, justificou, em alusão ao apoio do PSDB à mudança no Planalto.
Embora sempre tenha mantido bom relacionamento com todos os governos, a diferença em relação à nova situação no Brasil já pôde ser observada no início desta semana. “Liguei na segunda-feira, e na terça-feira já me encontrei o presidente e diversos ministros; só não tive mais reuniões porque não deu tempo”, lembrou, sobre a visita feita a Temer e a alguns de seus ministros, na companhia de 14 deputados e senadores da bancada goiana no Congresso Nacional.
“Há muita abertura e boa vontade em relação a Goiás”, continuou. “Ontem mesmo, dei várias ideias. Quero ir lá não para pedir, mas para ajudar, com minha experiência e boa vontade”. Marconi trouxe também boas expectativas sobre o futuro do País. “Confesso que estou bem mais animado”. Até porque, como sempre tem observado, o goiano Henrique Meirelles está à frente do decisivo Ministério da Fazenda, com outros dois ex-integrantes da Sefaz e do Tesouro Goiano. “O dr. Henrique Meirelles vai dar mais uma grande contribuição ao País”, observou o governador.

Medidas duras
Para Marconi, de maneira geral, o ministério de Temer é formado por “homens preparados”. Mas defende medidas duras, como as que implantou em Goiás. “Em 2014, tivemos coragem para implantar uma mudança muito forte, no maior ajuste fiscal do País. Hoje, estamos de cabeça erguida, pois têm dado resultado”, disse. Muitos outros virão, acrescentou. “Há hora de plantar e hora de colher, e vamos fazer uma boa colheita, pois plantamos em terra fértil”, previu, aos anfitriões do agronegócio.
O Brasil, no entanto, não vive mesma situação, lamentou Marconi, em alusão ao déficit previsto pelo governo federal, de R$ 170,5 bilhões no orçamento deste ano. O que justifica a tomada de decisões ainda mais rígidas. De acordo com ele, para isso é necessário manter a união formada na instalação do novo governo. Para tanto, pediu paciência e, sobretudo, abnegação. “Se não abdicarem de interesses pessoais, o País vai quebrar”, alertou, ao observar que grupos que se aproveitaram de benesses agora reclamam sem razão das mudanças em curso.
Nessa jornada, acredita o governador, falta o Brasil encerrar um ciclo marcado por três crises, definidas por ele como “marcantes”: moral, política e econômica. A mais importante, que é a política – porque dela depende a crise econômica –, está sendo solucionada, analisa Marconi.
O segundo passo é formar uma boa equipe, com coragem de enfrentar os problemas, com reformas estruturantes, que também está sendo feito, na opinião dele. O governador apontou a principal mudança a ser feita nesse aspecto: “Se não reformarmos a Previdência Social, daqui a algum tempo nem vamos mais discutir o índice de reajustes, mas quando será possível pagar os benefícios”.

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