“Prefeito tem de ser total, e não de uma área só”, defende Vecci

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Pré-candidato defende que a administração municipal deve procurar saídas e trabalhar em conjunto com os governos estadual
e federal

“O prefeito tem de ser ‘total’, no sentido mais amplo da palavra, não de uma área só”. É o que afirma o pré-candidato a prefeito de Goiânia pelo PSDB, deputado federal Giuseppe Vecci. O tucano critica a omissão da Prefeitura diante dos problemas da cidade e defende uma nova forma de gestão.
A questão da segurança pública é um problema que, na avaliação de Vecci, precisa ser assumido também pela Prefeitura. O pré-candidato defende que a administração municipal deve procurar saídas e trabalhar em conjunto com os governos estaduais e federal no combate à criminalidade. Paralelamente a isso, o Executivo municipal tem que atuar de forma efetiva em outras áreas que preocupam a população, como a falta de iluminação pública. “Goiânia demanda saúde, segurança, educação, trânsito e outras áreas importantes. O prefeito deve ter percepção dessas questões”, destaca.
Vecci reforça também que é preciso substituir a improvisação pelo planejamento, e mudar a gestão centralizada e travada por uma descentralizada e regionalizada. Para ele, a proposta de criar oito subprefeituras na capital, além de permitir ao Executivo uma melhor gestão administrativa, pode também contribuir para garantir maior comodidade e praticidade aos cidadãos. “Dizem que as pessoas não moram na União ou nos Estados, mas nas cidades. Eu vou além e digo que elas moram nos bairros, que possuem suas características próprias e precisam que a prefeitura esteja presente e ciente de seus problemas para resolvê-los”, defende.
Faltando pouco mais de dois meses para a campanha eleitoral, Vecci acredita que a disputa será positiva, uma vez que a população tem cobrado mais das lideranças políticas e começa a distinguir o discurso populista do discurso voltado ao planejamento.


“Goiânia estragou por igual”, afirma Vanderlan

Pré-candidato a prefeito pelo PSB conheceu na cidade colombiana a experiência de co-participação da comunidade no orçamento municipal por meio da plataforma digital Mi Medellin, que colhe da população sugestões de projetos e de investimentos nas suas regiões: “As pessoas passam da crítica às propostas, dialogam constroem e cuidam da cidade juntas. Goiâni precisa disso, que o povo ajude a cuidar. Pra isso, precisa recuperar o orgulho pela cidade”; hoje Medellin destina 5% do orçamento a obras e projetos escolhidos pela comunidade
O pré-candidato a prefeito de Goiânia pelo PSB, Vanderlan Cardoso esteve em Medellin e conheceu a experiência de co-participação da comunidade no orçamento da segunda maior cidade colombiana, por meio da plataforma digital Mi Medellín, que integra ações de um projeto maior, o Cities for Life, que congrega 70 cidades no mundo para compartilhamento de problemas e de soluções urbanas de desenvolvimento. Para Vanderlan, “Goiânia estragou por igual” e é preciso uma ação urgente para que a população volte a ter orgulho de sua cidade e coopere para cuidar dos espaços públicos.
Um dos projetos que mais chamou a atenção do prefeitável foi a plataforma Mi Medellin, um portal na internet que tem como atribuição principal possibilitar a participação da comunidade nos destinos da cidade, sugerindo projetos e opinando sobre iniciativas da municipalidade. Segundo a executiva de relações internacionais da Ruta N, Manuela Valencia, a plataforma se propõe a ser uma ferramenta de co-criação on line de alternativas urbanas unindo a comunidade e o poder público. Hoje, Medellin destina 5% do orçamento à discussão participativa da comunidade.
Como exemplo, Manuela expôs a Vanderlan e ao pré-candidato a prefeito de Aparecida de Goiânia, Marlúcio Pereira (PSB), uma consulta à população para desenvolver um projeto de recuperação do centro de Medellín: “Lançamos uma pergunta: ‘como você sonha o centro da cidade?’ E as pessoas dão as ideias. Captamos a tendência da população. Assim, o cidadão passa da crítica à proposta. Serve também para validar projetos e envolver o cidadão na construção da cidade”, diz a executiva.
Nessa cooperação entre cidades e cidadãos, a estratégia é envolver a comunidade. Se a prefeitura constrói uma ponte por desígnio da comunidade, na inauguração, junto à placa com os nomes das autoridades, há outra indicando o nome do cidadão que deu a ideia. “Isso integra e cria o empoderamento da comunidade. Torna as pessoas amantes de suas cidades”, ensina Manuela.

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