A lição de Goiás para o Brasil

0
1882

A criação de empregos é um dos dados mais confiáveis para se medir a força de uma economia e seu nível de atividade. Dados organizados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que Goiás ocupou em abril a primeira colocação, entre todos os estados brasileiros, ao gerar 5.170 novos postos de trabalho. O resultado supera o seu desempenho em março, quando o Estado ficou em segundo lugar no ranking ao gerar 3.331 vagas de trabalho.
Segundo os dados do Caged, houve crescimento do emprego em seis Estados. Goiás encabeça o ranking, seguido por Minas Gerais (3.886 postos), Distrito Federal (1.202), Mato Grosso do Sul (919 postos), Espírito Santo (466) e Amapá (50). As maiores quedas foram registradas em São Paulo (-16.583 postos), Rio de Janeiro (-11.754 postos) e Alagoas (-7.102).
“Os dados do Caged demonstram um recuo na perda de postos de trabalho no País. No mês, o nível de emprego apresentou declínio de 0,16% em relação ao estoque do mês anterior, equivalente a uma redução de 62.844 postos de trabalhos formais, o menor resultado negativo desde abril de 2015, quando o mercado deu início à série de resultados negativos”, diz o informe do Ministério do Trabalho sobre o nível de emprego no Brasil em abril.
Sendo assim o que explica essa capacidade de Goiás de se manter, até certo ponto, imune à grave crise que assola o país? A resposta é complexa e essa “boa” situação se deve a vários fatores. Primordialmente, podemos dizer que a antecipação do Governo de Goiás à crise, em 2014, foi crucial para o estado conseguir essa relativa tranquilidade.
Admitir e compreender uma situação difícil por que se irá passar é o primeiro passo para conseguir atravessar uma fase ruim. Isso ocorre por razões elementares, como cortar gastos e evitar dentro do possível novos compromissos financeiros.
O governo estadual afirma que se planejou para a crise que conseguiu antever e que, portanto, está conseguindo, de certa maneira, aguentar com menos desgaste o aviltamento do cenário financeiro, atingido por queda geral na arrecadação de impostos, desemprego na casa dos dois dígitos… Conta a favor da administração estadual a redução do número de secretarias e de cargos, levando Goiás a ter a mais enxuta estrutura do País. Também merece destaque a atração de investimentos, mesmo em tempos de crise, com os programas Inova Goiás e Goiás Mais Competitivo, além de uma sólida parceria com o setor empresarial goiano.
De fato, é inegável que o governo de Goiás tem conseguido, apesar dos percalços, manter uma razoável estabilidade financeira em meio à crise sem precedentes na economia brasileira, o que tem permitido, por exemplo, a manutenção do pagamento do funcionalismo em dia, enquanto outros estados sofrem com atrasos.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here