Para Vanderlan, prefeitura abandonou a população

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O pré-candidato a prefeito de Goiânia, Vanderlan Cardoso, acusou a gestão petista do prefeito Paulo Garcia de administrar para o próprio umbigo. Segundo o presidente do PSB Metropolitano, a prefeitura petista excluiu o goianiense do debate sobre intervenções importantes na cidade, em prejuízo do interesse do próprio cidadão. “O PT ignorou o povo. É uma administração surda, que não levou em conta os interesses da população. Em grande parte é por isso que é tão mal avaliada”, criticou.
Vanderlan citou como exemplo as faixas exclusivas para os ônibus do transporte coletivo na Avenida T-63. Embora considere que os eixos de transporte são fundamentais, o pré-candidato condenou a prefeitura, que não dialogou com os comerciantes da região, severamente prejudicados com o projeto. “Transporte coletivo é prioridade, que fique claro. Mas, no caso da T-63, a faixa dos ônibus deveria ser pela esquerda, e não na calçada, o que feriu de morte o comércio na avenida”, definiu Vanderlan.
Para o pré-candidato, o eixo de transporte da T-63 reflete o amadorismo da gestão de Paulo Garcia. Ele cita a ciclovia na ilha, perigosa para os ciclistas. “Quando chega no córrego Cascavel, a ciclovia não passa na ponte. A pessoa tem de descer e enfrentar os perigo na pista de rolagem dos carros. Onde já se viu um projeto desse?”, questiona.
Outro fator de improviso que Vanderlan Critica é o corredor na Avenida T-7. Segundo ele, a prefeitura comete o mesmo erro de asfixiar os comerciantes e pior: “Começaram uma obra sem recursos garantidos para concluir, causaram um tumulto monstruoso no trânsito, gastou muito mais tempo do que o razoável e abandonaram a obra incompleta. É inadmissível isso nos dias de hoje! O goianiense não merece isso”.
O diálogo com o povo, garante o pré-candidato, será a base da gestão. “Vamos ouvir, vamos nos comunicar ao máximo e dividir as responsabilidades. Para o erro e para o acerto. Só que, pela minha experiência nesse processo, que vivi quando fui prefeito de Senador Canedo, há infinitamente mais acertos do que erros”, diz.

Participação
Vanderlan cita um modelo de gestão participativa que poderá importar da Colômbia. O empresário acaba de voltar de Medellin, segunda maior cidade do país caribenho, onde conheceu experiências da gestão municipal que devolveram ao cidadão o orgulho pela sua terra. Nos anos 1980, Medellin era dominada pelo tráfico de drogas, chefiado pelo mega traficante Pablo Escobar.
Medellin destina atualmente 5% do seu orçamento de cerca de US$ 6 bilhões para investir em projetos e obras definidos pela população. Uma plataforma digital, de nome Mi Medellin, promove discussões online com as comunidades com vistas à coleta de sugestões e de críticas sobre a gestão, ideias de intervenções e quais são as prioridades para a população. “É muito bem pensada essa ferramenta e de baixo custo. Com um pequeno investimento é possível colocar a prefeitura em contato direto, 24 horas, com o cidadão”, diz o empresário.
A plataforma permite ainda criar na comunidade uma sensação de pertencimento a seu bairro. “Eles abrem um debate sobre qual a intervenção o povo quer que seja feito pela prefeitura. Se for uma praça, uma escola, um posto de saúde, quando vem a inauguração, vem junto uma placa dizendo: ‘essa obra foi ideia do fulano de tal, morador aqui do bairro’. Isso é importante para que a população tenha apreço pelo local em que vive e ajude a prefeitura a cuidar”, explica.

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