O prefeito que Goiânia quer

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Altair Tavares é comentaristas das Rádios 730 e Vinha FM

O eleitor tem seus parâmetros para escolher um candidato a prefeito e decidir pelo voto quando é chamado para participar da eleição. Afinal, ele é o rei. A GRUPOM Pesquisa já sabe quais os atributos ideais que o eleitor espera dos candidatos a prefeito de Goiânia a partir de um levantamento de dados feito junto aos eleitores da capital, neste ano (Aliás, esteve disponível para os candidatos a prefeito da capital).
A sondagem aponta que  eleitor espera um prefeito, primeiramente, “honesto”. Esta foi a citação de 71% dos eleitores consultados, na capital, com mais de 16 anos, entre 524 entrevistas. Como segundo atributo, mas muito próximo de honestidade, o candidato deve “cumprir o que promete”. Esta é a expectativa de 66,4% dos eleitores (A resposta é múltipla).
Em terceiro, aparece o atributo “experiente” como essencial para o próximo prefeito de Goiânia. 47,5% dos eleitores indicaram a opção, na sondagem da GRUPOM. “Inteligente” é o atributo escolhido por 32,3% dos entrevistados.
O levantamento da GRUPOM indicou, ainda, outros atributos com índices menores, mas importantes: “Realizador”(20%); Dinâmico (18,1%); Sério (16,8%);  Popular (12,6%); Moderno (10,7%); Simpático (3,6%).
E quais os atributos indesejáveis pelo eleitor? Exatamente o inverso dos citados: Desonesto; Não cumpre o que fala; Sem inteligência; Inexperiente; Sem realizações; Apático; Atrasado; Impopular; Antipático.
Segundo Mário Rodrigues, diretor da GRUPOM, o levantamento já foi feito pela empresa desde as eleições de 2.000 para prefeito e o novo perfil exigido pelo eleitor de Goiânia tem muita relação com o momento atual do país. “Está cada vez mais difícil para o candidato pedir voto”, disse ele. O atributo honestidade é exigência número um por causa de tudo que foi revelado, recentemente, nas investigações sobre a política nacional. E, também, consequência da campanha pela Ficha Limpa nas eleições. A exigência chegou ao mais alto grau, sem dúvida.
Para o experiente analista Mário Rodrigues, não adianta o candidato ser honesto e não atender ao segundo atributo exigido: cumprir o que fala. Este é um dos mais importantes, pois tem relação com a prática do candidato, sua trajetória e a expectativa do que o político pode fazer pela cidade.
Na análise de Mário Rodrigues, “é aquela história,  não pode prometer coisas inexequíveis ou aquelas promessas mirabolantes que aparecem em tempo de eleição. Ele (o eleitor) não vai acreditar em nada disso. Vai ser muito difícil ele acreditar”. Em resumo, temos um eleitor muito mais exigente com a qualidade das propostas e, também, que quer saber o “como vai fazer”.
Assim, as propostas, confrontadas com o perfil do candidato e o perfil do prefeito ideal, devem manter uma aliança coerente, pois esta vai ser uma das eleições mais comentadas de todos os tempos nas redes sociais. Este espaço não é mais coadjuvante, é protagonista do processo eleitoral. O fato já foi relevante na eleição de 2014, no processo de impeachment da presidente Dilma Rousser – entre favoráveis e contrários – e o fenômeno repetirá, nesta eleição.
E, como protagonista, entrará o eleitor que poderá fazer uma boa recomendação da honestidade, da trajetória, da palavra do candidato para disseminar as candidaturas. Não adianta o candidato dizer “eu sou honesto”. A condição terá que ser aferida, confirmada e atestada por eleitores – nos mais diversos perfis – para que a ideia seja absorvida.
E, ao contrário, qualquer “senão” ou dúvida sobre o histórico do candidato será colocado no confronto com um eleitor impaciente e pouco tolerante com os candidatos. Se um candidato diz que vai cumprir promessa, mas não cumpriu no passado, será fatal para este perfil de eleitor.

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