Renato Dias conta história de líder do Molipo

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Em “As Quatro Mortes de Ma­ria Augusta Thomaz”, jornalista e sociólogo goiano aborda a vida da “guerrilheira que morreu quatro vezes” Livro de jornalista e sociólogo goiano será lançado nesta segunda-feira, às 18h, na Assembleia

O jornalista, sociólogo e mestre em Direito, Relações Internacionais e Desenvolvimento, Renato Dias, 48 anos, lança, nesta segunda-feira, 13 de junho, das 18h às 22h, no Hall de entrada da Assembleia Legislativa, em Goiânia, o livro ‘Luta Armada/ALN-Molipo – As Quatro Mortes de Maria Augusta Thomaz’, 180 páginas, edição de luxo, de junho de 2016.
O livro-reportagem relata a história da estudante de Filosofia da PUC-SP [Pontifícia Universidade Católica] Maria Augusta Thomaz, que, em 4 de novembro de 1969, sequestrou, com uma bomba no colo, um avião da Varig, em Buenos Aires, desviou-o para Havana, onde fez treinamento de guerrilha e fundou o Movimento de Libertação Popular [Molipo]. Um thriller político.
O Molipo era uma dissidência da Ação Libertadora Nacional [ALN]. Trata-se da organização de esquerda criada pelo carbonário baiano, filho de um italiano com uma negra da etnia Haussá, Carlos Marighella, inimigo nº 1 do regime, que adotou a estratégia de luta armada contra a ditadura civil e militar instalada em 1º de abril do turbulento ano de 1964, no Brasil.
Formado por 28 integrantes, em sua maioria ex-estudantes, o Molipo deslocou clandestinamente, em 1971, militantes para deflagrar a guerrilha rural e tentar derrubar a ditadura civil e militar e construir o socialismo no Brasil. Maria Augusta Thomaz veio no primeiro comboio. A ativista soltou bomba na Esso, atacou o Consulado da Bolívia, participou de expropriações.
Baleada em um tiroteio com a repressão política e militar, em 1971, a bela revolucionária recuperou-se, um mês depois, voltou à ativa, para executar ações diretas, e deslocou-se, com Marcio Beck Machado, também quadro do Molipo treinado na Ilha dos Irmãos Castro, para o Estado de Goiás. A ordem era retomar o projeto de desenvolvimento da luta armada original da ALN. Os dois morreram na madrugada fria de 17 de maio de 1973, na Fazenda Rio Doce, em Rio Verde [GO].
‘Luta Armada/ALN-Molipo – As Quatro Mortes de Maria Augusta Thomaz’ traz documento obtido com exclusividade nos Arquivos do Extinto Serviço Nacional de Informações [SNI], órgão criado por Golbery do Couto e Silva, um dos signatários do Manifesto dos Coronéis, pela deposição de Getúlio Vargas, que suicidou-se diante da pressão em agosto de 1954, e conspirador de 1964.

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