À beira do colapso, Celg só volta a crescer se for vendida, diz Ana Carla

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Carla Abrão Costa, Secretária da Fazenda

Secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão Costa trabalha para que a Companhia Energética de Goiás (Celg) seja privatizada o mais rapidamente possível. Em entrevista à Rádio 730 AM ela disse que os preparativos para a venda da Celg estão prontos e o presidente interino, Michel Temer, sinalizou que dará andamento ao processo durante encontro ocorrido no final de maio entre ela, o presidente da República e o governador Marconi Perillo. E a secretária tem muitos motivos para isso. Na entrevista, informou que a Celg tem déficit mensal de R$ 100 milhões e que os acionistas atuais da empresa não têm condições de fazer investimentos para que a Companhia cresça. Do jeito que está não consegue atender às necessidades do Estado e da população goiana, além de ter entrado “colapso” financeiro. “Como que essa empresa consegue prestar um serviço que a população demanda hoje com déficit dessa ordem? Porque ela tem uma estrutura de endividamento que a estrangula”, afirmou. Sendo vendida, garantiu, a Celg será saneada e terá a capacidade de crescimento que Goiás exige hoje. Garantou ainda que os recursos adquiridos com a venda da estatal só serão utilizados para investimento no Estado. “A Celg, desde o primeiro momento, foi colocada e tratada como algo fora do ajuste fiscal do Estado de Goiás”. A venda deve ocorrer logo. “Acredito que isso esteja para acontecer. Como o cronograma da Celg foi muito maltratado nos últimos tempos, a empresa está pronta para ser privatizada desde o final do ano passado”, declarou.


“É importante você compreender a engrenagem que é o seguinte: de um lado você tem os políticos que funcionam como se fossem um coacionista da empresa ou do ministério. Do outro lado você tem as empresas querendo levar vantagem, oferecer vantagem através de aditivos, etc, etc. E do outro lado você querendo dar resultado para a empresa”

Trecho da delação de Sérgio Machado, ex-presidente da Braspetro, em depoimento à Polícia Federal na Operação Lava Jato


Boa vontade
Depois de vários encontros com ministros e a diretoria da Caixa Econômica Federal (CEF), na semana passada, o governador Marconi Perillo (PSDB) voltou a dizer que Goiás continua sendo muito bem tratado pelo governo do presidente interino, Michel Temer (PMDB). “Não há como ser melhor. Há uma acolhida muito grande. Agora, é claro que o governo federal está com muitas limitações de caixa, um déficit muito grande projetado para este ano, também possibilidade de grande queda no PIB. Mas, de qualquer maneira, há boa vontade e muito interesse em ajudar o Estado de Goiás”, afirmou Marconi.

Internet
O primeiro workshop eleitoral do PMDB de Goiás recebeu lideranças de mais de uma dezena de partidos de todo o Estado. Os palestrantes ensinaram os pré-candidatos a fazer campanha em tempo de escassez de recursos e a utilizar a internet como ferramenta eficaz de comunicação. “A internet não vai salvar vocês. O que vai salvar é o foco na campanha e a divulgação na internet”, disse o especialista em marketing digital, Marcelo Vitorino.

Um nome só
A base aliada ao Palácio Pedro Ludovico Teixeira não consegue emplacar um nome para a sucessão do prefeito Paulo Garcia (PT) em Goiânia e vê como saída a união de Giuseppe Vecci (PSDB), Francisco Júnior (PSD) e Luiz Bittencourt (PTB) numa candidatura só. Para o PSDB, o nome da unidade tem de ser o de Vecci.

Sem recuo
Nestes termos, o secretário de Meio Ambiente e presidente regional do PSD, Vilmar Rocha, diz que não dá para negociar. A legenda, garante, não vai recuar de sua candidatura própria na Capital. União só no segundo turno.

Justificativa
Uma das justificativas de Vilmar Rocha é a de que a união de 14 partidos da base marconista nas eleições de 2012 não ajudou Jovair Arantes (PTB) a vencer Paulo Garcia (PT) em Goiânia.

Tecnocrata
Giuseppe Vecci enfrenta dificuldade nesta pré-campanha eleitoral e não deslancha porque é considerado um tecnocrata que atuou muitos anos no governo de Goiás buscando apenas solucionar o problema de caixa do Estado, cobrando e aumentando impostos para melhorar a arrecadação. O setor produtivo tem medo dele.

Nome do PSDB
Assim como acontece em Goiânia, a base marconista trabalha a unidade em Aparecida. Lá são quatro pré-candidatos a prefeito: Professor Alcides Ribeiro Filho (PSDB), Marlúcio Pereira (PSB), William Ludovico (PTB) e coronel Sílvio Benedito Alves (PP). Do mesmo modo, a unidade que está sendo trabalhada está direcionada para o nome do PSDB.
Lista de nomes
Outros três nomes vão disputar a prefeitura de Aparecida este ano. Gustavo Mendanha (PMDB) e Adriano Montovani (PT), ambos da base do prefeito Maguito Vilela (PMDB), e Daniel Rocha Couto, pré-candidato da Rede Sustentabilidade de Marina Silva. Partidos como PCB e o Psol, que tiveram candidatos a perefeito em 2012, ainda não se pronunciaram sobre candidaturas próprias.

Lançamento
Iris Rezende (PMDB) deve ser lançado pré-candidato a prefeito de Goiânia nos próximos dias. Líderes do partido insistem para que ele tope esse novo desafio aos 83 anos. Maguito Vilela, prefeito de Aparecida, tem conversado bastante com Iris sobre o assunto.

Pois é!
No PMDB não existe plano B capaz de levar o partido a nova vitória eleitoral na capital. Sem Iris, a sigla perde a referência e a força político-eleitoral na cidade. Empatado com Iris, o Delegado Waldir seria o maior beneficiado.

Hegemonia ameaçada
Aliás, o Delegado Waldir é o único dos pré-candidatos a prefeito que ameaça a hegemonia de Iris Rezende na Região Noroeste de Goiânia, onde sempre bate os seus adversários com facilidade.

Coisas da política
O deputado estadual Carlos Antônio, pré-candidato a prefeito de Anápolis pelo PSDB, pode ter que enfrentar o vereador Fernando Neto na convenção do partido. A condição de candidato estaria ameaça por causa da queda na intenção de voto no parlamentar, que trocou o Solidariedade pelo PSDB. Fernando Neto teria abandonado sua pré-candidatura por pressões políticas devido ao parentesco que tem com Carlinhos Cachoeira, seu primo, mas ainda não teria jogado a toalha pra valer.

Corte de ponto
Presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Hélio de Sousa (PSDB) garante que vai verificar as presenças dos deputados nas sessões da Casa. As faltas serão descontadas do salário dos gazeteiros. Segundo ele, a campanha eleitoral não servirá de justificativa para novas faltas.

Sensatez
No ano passado, Lissauer Vieira (PSB) e Renato de Castro (PMDB) foram os que mais faltaram. Juntos, tiveram 40 faltas. Os dois são pré-candidatos a prefeito de Rio Verde e Goianésia, respectivamente. Hélio de Sousa aconselhou aos deputados nestas condições a se licenciar do mandato.

Seminário
O PDB de Goiás também deu dicas eleitorais para seus pré-candidatos de todo no Estado na sexta-feira, dia 17, em Goiânia. O pessoal do partido ensinou como fazer campanha com limitação de recursos e a respeitar a legislação eleitoral.


Rápidas

Apresentadores ou comentaristas de programas de rádio e TV que vão se candidatar nas eleições deste ano devem se afastar dos seus programas a partir do dia 30 de junho. A regra se estende a profissionais que realizam reportagens externas, inclusive esportivas e comerciais.
O Ministério Público pediu à Justiça o bloqueio de bens do secretário de Desenvolvimento Urbano de Aparecida de Goiânia, Rodrigo Caldas, da sua chefe de gabinete e de uma servidora da pasta. O secretário é acusado de manter uma funcionária fantasma em seu gabinete por cerca de dois anos.
Com o placar de 25 votos a favor e seis contrários, o vereadores aprovaram em primeira votação a emenda à lei Orgânica do Município que aumenta de 35 para 37 o número de cadeiras na Câmara Municipal de Goiânia. Deve ir à segunda e última votação no dia 28 de junho.
A assessoria da Câmara informou que a Constituição Federal determina que cidades que tenham entre 1,35 milhãos e 1,5 milhão de habitantes tenham 37 vereadores e Goiânia se enquadra neste perfil. O problema é alto preço disso. Cada um deles custa R$ 780 mil por ano.

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