Ao não se declarar como candidato, Iris evita atritos internos

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Foto: Arquivo Tribuna do Planalto - Paulo José

Avaliação de correligionários é de que se o peemedebista admitir candidatura agora causaria briga intensa pela vaga de vice do ex-prefeito

Marcione Barreira

A demora de Iris Rezende (PMDB) em se declarar como candidato tem irritado alguns peemedebistas, entretanto tem sido compreendida por outros dentro da sigla no momento em que os outros pré-candidatos já estão a pleno vapor em busca de fortalecimento de suas pretensões.
Dentro do PMDB há um consenso de que a falta de posicionamento de Iris em relação a candidatura se dá por conta de que ao se dizer pré-candidato a “briga” pela vice dele começará ao mesmo tempo. “Ele já está de saco cheio disso. Não é de hoje que ele passa por uma situação dessas”, disse um peemedebista.
Indefinido da forma que está, os atritos entre partidos como Solidariedade, DEM, PRP e até nomes dentro do próprio PMDB seriam, no mínimo, adiados. Desde o final da última eleição, falou-se na preferência de Iris pelo empresário Sandro Mabel (PMDB) em caso de candidatura à prefeitura de Goiânia, mas este transferiu seu domicílio eleitoral para Aparecida de Goiânia
Não há dúvidas quanto a candidatura de Iris ao Paço Municipal e tudo indica que a palavra só será dita na convenção, ainda sem data para ocorrer. Sem ele, o PMDB fica sem um nome forte ou ao menos que reúna consenso na sigla. O vice-prefeito Agenor Mariano (PMDB), o deputado estadual Bruno Peixoto (PMDB) são nomes que estão na linha.
Internamente, correligionários garantem: “Não tem outro nome. Se o Iris não for candidato o PMDB perde a eleição”, disse um pré-candidato a vereador pela sigla.

PMDB e PSDB
Com o novo arranjo nacional entre PMDB e PSDB os fatos colocam de um mesmo lado dois partidos antagônicos. Rivais históricos, as duas legendas estão juntas desde os primórdios do processo de impeachment e devem seguir com aliança pelo menos até 2018, ano de eleições presidenciais.
Em Goiás, essa aliança nacional deve refletir pouco. O fato de os dois partidos protagonizarem disputas ferrenhas nos últimos anos, enfraquece os argumentos de que os dois possam trabalhar em conjunto. Com Iris e Marconi na ativa a chance disso ocorrer é perto de zero.
Entretanto, a maior liderança do PMDB no Estado, Iris Rezende acredita que pode sim ocorrer alguma aproximação, mas ressaltou que não deve vir com muita força. “O ambiente nacional não deixa de refletir pelo Estado”, disse o tradicional peemedebista.
No entanto, Iris alerta que essa aproximação deve ser tímida especialmente aqui em Goiás. O fato de ele próprio ter sido protagonista em disputas com o PSDB por diversas ocasiões contribui para isso. “Essa reflexão que deve acontecer não deve ser muito forte em razão das disputas que tivemos aqui no estado”, ratifica Iris.

 

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