Educação alimentar é tema do Goiânia na Ponta do Lápis

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Nessa edição o certame levará os estudantes a escrever sobre educação alimentar, com o intuito de fazer os educados descobrirem como deve ser feita uma alimentação de qualidade

Um dos objetivos nesta edição é levar os estudantes a repensarem sobre seus hábitos alimentares e como eles podem ser melhorados

Fabiola Rodrigues

O concurso de redação Goiânia na Ponta do Lápis abre sua 17ª edição, que começou oficialmente no dia 15 de junho e segue até o final do mês de outubro. O certame pretende alcançar todos os estudantes das redes municipal e particular de ensino da capital. O tema definido para as redações é “Educação Alimentar: em busca de uma vida saudável!”, com o intuito de levar as crianças e adolescentes a repensarem sobre como deve ser feita uma alimentação de qualidade.
Sobre o assunto, a Tribuna do Planalto conversa com a Nutricionista e doutora em Saúde de Criança e Adolescente, Aline Brasileiro, que fala sobre a importância de debater este assunto em sala de aula. E conta quais as causas da má alimentação entre crianças e jovens, além de esclarecer como os pais têm contribuído de forma negativa para a alimentação incorreta dos filhos.
Ensinar aos estudantes como eles devem se alimentar corretamente é sinônimo de vida saudável – diz a nutricionista. Para ela ao pesquisar sobre o tema os alunos vão descobrir que não basta comer, é preciso ter alimentação balanceada. Quando a discussão é feita no ambiente escolar os educandos conseguem absorver o aprendizado e identificam o que faz bem para a saúde e o que não faz.
“Acho pertinente o jornal promover um concurso que leva os estudantes a refletirem sobre como a educação e reeducação alimentar deve ser praticada, para que a criança aprenda a ingerir alimentos saudáveis corretamente”, diz a nutricionista.
Aline Brasileiro observa que as crianças não são a provedora do seu próprio alimento. Por isso os pais precisam se atentar mais na hora de selecionar o cardápio dos filhos durante as refeições, incluindo, obviamente, os lanches escolares. O perfil da família atualmente é um dos fatores que contribui para uma alimentação de baixa qualidade.
“O primeiro passo para a criança ou adolescente mudar os hábitos alimentares e diminuir os riscos à saúde começa pela mudança de atitude dos pais. Falar desse assunto é incluir a família na mudança de hábitos”, ressalta a nutricionista.
A ausência dos pais na vida da criança causa deficiência na vida alimentar. Aline Brasileiro lembra que crianças de 10 anos acabam aprendendo a fazer comidas industrializadas, devido à praticidade do preparo.

Nutricionista Aline Brasileiro: “Tratar sobre educação alimentar no ambiente escolar é um avanço para a saúde dos estudantes”
Nutricionista Aline Brasileiro: “Tratar sobre educação alimentar no ambiente escolar é um avanço para a saúde dos estudantes”

A colaboração dos pais no processo de uma alimentação saudável passa por uma mudança de comportamento alimentar. A nutricionista dá a seguinte dica: quando uma pessoa for comprar um alimento industrializado é extremamente importante que o rótulo seja lido.
“Estimular os pais, crianças e jovens a fazer a escolha pelo alimento que é menos prejudicial proporciona vida mais saudável”, afirma a nutricionista.
A alimentação errada e o excesso de peso ainda na infância são lembrados por Aline Brasileiro como um problema para a sociedade. Portanto, tratar sobre educação alimentar no ambiente escolar para ela é um avanço em meio a tempos “fastfoodianos”, onde a tônica é as pessoas optarem pelos alimentos industrializados.
A obesidade na infância não é irreparável. Com o envolvimento da família no processo de reeducação alimentar, é possível reverter o quadro e fazer com que a criança tenha uma vida adulta livre de complicações. Doenças como anemia, diabetes, colesterol alto, hipertensão e doenças cardiovasculares são patologias que também estão relacionadas com a má alimentação da criança – observa a doutora.
Aline Brasileiro faz atendimento de regulamentação nutricional para crianças na Clínica Escola Vida, em Goiânia, e relata que muitos pacientes com média de 4 anos de idade já apresentam nível de colesterol muito alto.
“Este fato é alarmante, mas é uma realidade. Crianças cada vez mais cedo apresentam problemas de colesterol e doenças semelhantes. Isso se deve principalmente a uma má alimentação”, diz Aline Brasileiro.
Alimentação no ambiente escolas também deve ser uma preocupação dos pais, já que os filhos ficam boa parte do dia nesse local. Por isso, é fundamental na escola ter alimentos saudáveis na lancheira. Separar frutas e comidas que não sejam perecíveis é fundamental. A nutricionista diz que bolo sem recheio, iogurte, pães, biscoitos são opções que os estudantes podem consumir de forma saudável na escola.


Concurso é recebido como estímulo

Professor da rede municipal de ensino em Goiânia, Paulo Victor diz que o concurso de redação Goiânia na Ponta do Lápis vai estimular muitos estudantes a pensar sobre suas rotinas alimentares.
“Tenho expectativa positiva quanto ao tema que será trabalhado. Os alunos são inteligentes. Basta ensinar a eles corretamente. Acredito que eles vão gostar e aprender sobre a maneira correta de se a alimentarem”, diz o professor.
Paulo Victor também relata que a obesidade no ambiente escolar tem sido um problema de fato. Além da criança apresentar complicações na saúde. Alguns colegas sempre fazem piadas com os famosos “gordinhos”. Discutir o tema da redação nessa edição do concurso, para ele, será um prazer.
“Gosto de orientar e ajudar os estudantes a ter qualidade de vida. O concurso de redação traz ânimo para os alunos, ainda mais que já estaremos no segundo semestre do ano letivo. E tratar de assuntos de saúde é o mesmo que falar sobre vida”, diz, animado, o professor.


Prêmios são atrativos para os estudantes

Professor Paulo Victor: o concurso sempre faz a diferença na vida do aluno
Professor Paulo Victor: o concurso sempre faz a diferença na vida
do aluno

 

O concurso Goiânia na Ponta do Lápis oferecerá premiações para as melhores redações. É realizado pela Tribuna do Planalto e desenvolvido com o apoio da Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal da Educação e Esporte e das escolas da Rede Particular de Ensino da capital. Como nas edições anteriores, premiará os melhores trabalhos com medalhas, certificados, smartphones, bicicletas, notebooks TVs LCD e bolsas de estudo.
Podem participar do concurso todos os estudantes que estiverem regularmente matriculados nas redes municipal e particular de ensino da Capital. A divulgação do certame está sendo realizada pelo gerente de Projetos da Tribuna do Planalto, Enoel Junior, por meio de cartazes, folders proposta de organização geral e regulamento. A partir da próxima semana a equipe do jornal  estará visitando os departamentos da Secretaria Municipal de Educação (SME) ligados ao projeto, as unidades regionais de ensino e também as escolas particulares   fazendo a entrega do material.
O professor Paulo Victor diz que o concurso sempre faz a diferença na vida do aluno. Os estudantes da capital ficam motivados ao saber que participarão de um certame que produz conhecimento e ao mesmo tempo dá prêmios.
“O processo de ensino e aprendizado por meio do Goiânia na Ponta do Lápis vem trazendo bons resultados ao longo dos anos. Parabenizo à Tribuna do Planalto por essa iniciativa. E por oferecer prêmios de qualidade aos nossos alunos”, diz professor.
Paulo Victor conta que começará a trabalhar o tema do certame com os alunos ainda este semestre, para que aqueles estudantes que tiverem interesse de pesquisar sobre o tema do concurso, educação alimentar, se preparem mesmo durante as férias de julho. Assim quando forem fazer as redações estarão mais preparados para falar sobre o assunto.

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