Tempo bom para investir em franquias

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Juhei Hyodo Jr, quatro lojas: “Em todo negócio existe um risco. Se você está disposto a enfrentar e analisa esse risco, vale a pena. Eu achei que dava para encarar e fui”. (paulo josé)

Ao contrário do que se imagina, cenário é favorável para o setor de franchising, que elevou seu faturamento em 7,6% ano passado. Especialistas dão algumas dicas para que investidores tenham sucesso

Daniela Martins

Nada de compasso de espera, a hora é agora! Quem deseja investir em um negócio próprio, especialmente no setor de franquias, o momento está propício. É o que dizem os especialistas. O importante é saber avaliar e tomar as devidas precauções antes de fechar negócio.
“O momento de crise, em que a mídia vem batendo cada vez mais nesse ponto, é a oportundidade para quem se planeja e tem o recurso para ser investido”, salienta o analista do Sebrae-GO, Paulo Renato Fava Adorno.
Kenny Valéria Mesquita, sócia da BMT Negócios & Franquias, compartilha da mesma opinião. Para ela, diante do atual cenário, investir em uma franquia pode ser interessante, principalmente para quem deixou o emprego e deseja “fazer render” o que ganhou com sua rescisão contratual. Mas, de novo, vale a ressalva: é necessário cautela.
“Como todo investimento, a compra de uma franquia deve ser analisada. Tem um risco menor do que um negócio independente, mas tem”, explica.
Para começar, Kenny sugere que o investidor reflita se tem perfil para empreender e se o seu perfil se encaixa com o da franquia que deseja adquirir. “De modo geral, é preciso disponibilidade para correr riscos, capacidade de gestão e aptidão por liderança, já que provavelmente será necessário coordenar o trabalho de funcionários”, orienta.
Paulo Renato, do Sebrae, pontua outras questões fundamentais na hora de optar pelo modelo de franquia. O capital de giro é um destes pontos: não basta ter o valor do investimento inicial na operação, é preciso ter condições de mantê-la.
“Se você vai montar uma franquia, tem que prever que num período de seis meses, tempo de maturação, você vai precisar do capital de giro para que aquele negócio pague suas despesas”, observa Paulo.
Outro ponto fundamental é saber se você está preparado para seguir regras, padrões pré-estabelecidos pelas franquias. “E qual é o modelo do negócio, qual segmento? E com quem você vai falar, o franqueador tem uma loja própria?”, todos estes são questionamentos que, na visão , do analista, é preciso fazer.
Cláudia Vobeto, diretora regional da Associação Brasileira de Franchising (ABF) Centro- Oeste, confirma que o setor de franquias cresce ano após ano. “Sentimos impacto do cenário econômico atual, mas tivemos de 2015 para 2016, um crescimento de 7,6% na receita  do setor. E quando a gente fala de Centro-Oeste, vimos uma variação de cresciemento até superior ao nacional, se comparada a 2015. Tivemos aqui uma variação de 9% em faturamento”, contabiliza.
Para 2016, a ABF projeta um crescimento de 6% a 8% em faturamento; de 8% a 10% em número de unidades e de 4% a 6% em número de marcas. Previsões positivas diante de uma cenário geral de retração.
Kenny Mesquita, da BMT Negócios & Franquias, garante que, há algum tempo, Goiânia e cidades do interior estão na rota das franquias. “Isso não foi alterado devido à crise, talvez menos acelerado, porém o interesse permanece, além de franquias goianas estarem em um período de expansão no Estado e em outros Estados, inclusive internacionalmente”, observa.
Paulo Renato também acredita que há muito espaço para crescimento do setor de franquias em Goiás. “O mercado pode ser bem aquecido e cada vez mais os candidatos têm procurado para fazer esse investimento de forma que não erre”, completa. O Sebrae oferece, em parceria com a ABF, cursos de capacitação para investidores.
Juhei Hyodo Júnior é um dos que têm aproveitado esse momento. Dono de uma empresa de consultoria contábil, surgiu a oportunidade, ano passado, de adquirir uma franquia, já montada e em pleno funcionamento. Ele assumiu o risco.
Gostou tanto do resultado, que hoje tem quatro operações em shoppins de Goiânia e Aparecida: três da marca Hope, roupa íntima, e uma da Sketch, moda masculina. “Esse é o ano da oportunidade, a gente consegue fazer melhores negociações”, diz. “Em todo negócio existe risco. Se você está disposto a enfrentar e analisa esse risco… vale a pena. Eu achei que dava para encarar e fui”, explica o empresário goiano.

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