Método Canguru: estratégia de recuperação dos bebês prematuros

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Goiás é referência em atenção especializada à mãe e ao bebê prematuro por meio do Hospital Materno Infantil (HMI) em Goiânia. O hospital faz parte das unidades de saúde que desenvolvem o Método Canguru.

O método é uma assistência humanizada que estimula desenvolvimento físico e emocional do recém-nascido, além de reforçar vínculo entre mãe e filho. Os prematuros necessitam de suporte para ganhar peso e condições de sobrevivência, pois são crianças incapazes de mamar e com reflexos baixos que devem ser estimuladas para a recuperação plena das capacidades vitais.

O programa é uma das medidas que complementam o cuidado integral de bebês, assim como a Rede Cegonha – estratégia que oferece atendimento humanizado à saúde das mulheres e crianças até dois anos na rede pública, com acompanhamento do pré-natal, parto e puerpério.

Assistência humanizada
Juliana Gonçalves Vieira deu à luz ao Davi prematuramente no Hospital Materno Infantil (HMI). O nascimento antecipado do filho a pegou de surpresa. “Durante uma viagem que fiz a casa de parentes, senti um forte mal estar e percebi que poderia ser algo com meu bebê. Passei por um período muito difícil depois que ele nasceu, mas recebi todos os cuidados que precisava no hospital. A equipe que me atendeu foi maravilhosa”, disse, emocionada.

Já no caso da dona de casa Sirlene Bento Moura, de 31 anos, a hipertensão arterial foi a causa do parto da pequena Emanuele Vitória antes do previsto. A mãe contou que teve medo de perder a filha. “Os médicos que me atenderam foram muito bons”, revelou a mãe.
Foto-01-Contato-entre-a-mãe-e-bebê-faz-parte-de-estratégia-voltada-aos-bebês-prematuros-conhecida-como-método-canguruMédica neonatologista do HMI e também coordenadora estadual do Método Canguru, Maria Bárbara Franco afirma que o  método é a assistência humanizada ao recém-nascido de baixo peso (menos de 2,5 quilos) e consiste em estímulo ao empoderamento da família, participando dos cuidados dos bebês, mesmo que necessitem de longa permanência de internação hospitalar.

“Assim, nós os preparamos para o cuidado domiciliar, que ocorre mais precocemente quando utilizamos o método. Ele envolve o contato pele a pele no qual o bebê permanece na posição canguru com seus pais e familiares pelo tempo em que ambos acharem prazeroso e beneficia o ganho de peso, estimulando o aleitamento materno, já que o leite da mãe é o melhor alimento para ele”, frisa a especialista. Ela afirma que apoia o método por acreditar ser a melhor estratégia de assistência – baseado em evidências científicas – aos recém-nascidos, que são extremamente vulneráveis.

Entre as ações para reafirmar o protagonismo, o Hospital Materno Infantil promove frequentes cursos de capacitação para os profissionais que trabalham em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) Infantil e Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Convencional (UcinCO) para atualizar os conhecimentos na prática diária com o programa.

Fluxo

B_66111166103131133076Após receberem alta das UTIs ou Ucin, os bebês necessitam do atendimento no Projeto Canguru para terem condições de receber alta hospitalar definitiva.

A Ucin do HMI tem função estratégica dentro da unidade para a assistência de média e alta complexidades em Neonatologia. No hospital, o trabalho é desenvolvido na UCin Canguru, onde as mães são orientadas e permanecem junto aos bebês, que recebem aquecimento direto do corpo materno e todo o suporte multiprofissional necessário para o ganho de peso, crescimento e condições de alta.

“Esse contato direto, além de ser muito confortável à criança, remete à sensação de estar novamente dentro do útero da mãe, pois ele consegue sentir os batimentos cardíacos dela, o seu calor e a movimentação da sua respiração. Isso é muito importante, pois os prematuros costumam apresentar apneia e, com isso, esquecem de respirar com a frequência necessária. Daí, naturalmente eles se recordam”, lembra Maria Bárbara.

Panorama
Atualmente, o HMI faz parte das unidades de saúde que desenvolvem o Programa – conforme portaria 1.683 do Ministério da Saúde, de 12 de julho de 2007 – ao utilizar uma abordagem terapêutica peculiar para o tratamento e acompanhamento de bebês prematuros. O Brasil conta com 175 hospitais que adotam o Método Canguru. Ao todo, há 35 centros de referência sendo cinco nacionais.

*Assessoria de Comunicação do HMI

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