Mais oportunidade de investimentos

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Tocantins tem uma posição geográfica privilegiada, no centro do País para investimentos na área de rações para peixes criados em cativeiro ( Aldemar Ribeiro)

Empresa do Rio Grande do Sul conhece potencial da piscicultura para instalação de fábrica de ração no Tocantins

Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura (Seden), apresentou o potencial do Tocantins para investimentos na área de rações para peixes criados em cativeiro à representante da Cepal Rações, empresa do Rio Grande do Sul (RS), especializada na produção de ração animal, que busca oportunidade de negócio no Tocantins.

O gerente de Arranjos Produtivos Locais da Seden, Marcondes Martins, explicou que, dentre as vantagens que o Estado oferece, estão a facilidade de linha de financiamento com juros abaixo da inflação, em programas voltados para empreendimentos localizados na região Norte do País; o programa de incentivos fiscais que o Estado possui e a demanda existente por esse tipo de produto.

Atualmente, o Tocantins não possui uma fábrica especializada em ração para peixes que atenda a demanda do mercado do Estado. A fábrica mais próxima de Palmas está a 800 km de distância. E a ração representa o item de maior impacto nos custos de produção da piscicultura, chegando a 70%, por isso, um empreendimento na área beneficiaria a cadeia da piscicultura no Estado. “Na falta da ração, o produtor, muitas vezes, se utiliza de alimentos alternativos o que compromete o desenvolvimento produtivo”, explicou Marcondes.

Para o subsecretário da Seden, Frederico Oliveira, a facilidade de acesso a insumos, como a ração, é um dos elementos indispensáveis para o Estado alcançar todo o seu potencial no setor. “O Tocantins tem oferta de água e ambiente favorável para desenvolver a piscicultura”, pontuou.

Representando a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o chefe-geral do Setor de Pesca e Aquicultura, Carlos Magno da Rocha, disse que a instalação de uma empresa desse ramo vai atender não só as demandas locais, como também a de estados vizinhos. “O Tocantins tem uma posição geográfica privilegiada, no centro do País. A logística é muito boa com os modais e o Governo do Estado tem investido em infraestrutura”, destacou.

A empresa Cepal Rações produz em média oito mil toneladas/mês de ração. Visitando o Tocantins pela primeira vez, o diretor executivo da empresa, Luiz Pagmussat explica que o Estado tem grande potencial para o setor tanto pela falta de concorrentes como pela matéria-prima para produção da ração: milho e soja, ambos produzidos no Tocantins.

O uso de tecnologia somado aos tratos culturais e fitossanitários garantem alta produtividade do maracujá (Juliano Ribeiro / Governo do Tocantins)
O uso de tecnologia somado aos tratos culturais e fitossanitários garantem alta produtividade do maracujá (Juliano Ribeiro / Governo do Tocantins)

Cultivo do maracujá é alternativa de aumento de renda para a agricultura familiar

A produção de maracujá, fruta nativa do Brasil, pode ser cultivada em quase todo território nacional. Por ocuparem pequenas áreas e pela disponibilidade de mão de obra, o cultivo do maracujá é defendido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro) como excelente opção para melhorar a renda da agricultura familiar. As variedades mais cultivadas são: FB 200, FB 300 e Gigante amarelo. Os maiores produtores do Estado são Miracema do Tocantins e Bernardo Sayão.

Bastante requisitado pelas indústrias de sucos prontos, polpa de fruta e consumo familiar produtores do Tocantins resolveram apostar no cultivo da fruta. Em 2013, que foi o último censo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a colheita foi de 943 toneladas, em uma área de 90 hectares. No Estado, o maracujá é cultivado em todas as regiões, sendo a maioria dos cultivos em pequenas propriedades de agricultura familiar. Nos projetos hidroagrícolas, Manuel Alves (Dianópolis) e São João (Porto Nacional), alguns irrigantes também apostam e já cultivam a fruta.

Para muitos produtores, a fruta tem sido a principal fonte de renda de suas famílias, como é o exemplo do agricultor familiar do município de Miracema do Tocantins, região central do Estado, José Rezende. Inicialmente, ele plantava apenas banana, depois decidiu diversificar a produção e investiu no cultivo de maracujá, utilizando uma pequena área de dois hectares da chácara. “Hoje, vivo basicamente da renda do maracujá”, afirmou.

Mercado

De acordo com José Resende, o preço da fruta já esteve melhor, mas ainda dá lucro. “O quilo varia entre R$ 3 e R$ 4, aqui na região”, disse. A comercialização também é garantida. A produção da propriedade é comercializada no próprio município, mas também tem compradores nos municípios de Palmas, Paraíso do Tocantins, Miranorte, Guaraí e Tocantínia, e ainda atravessa a fronteira comercializando a fruta no estado do Pará.

Na Fazenda Macedônia, município de Bernardo Sayão, o cultivo do maracujá também tem garantido a renda de algumas famílias, como é o caso da família do agricultor Reinaldo Teles Filho, que cultiva maracujá em cinco hectares produzindo, em média, sete toneladas ao mês. “Vendo toda produção aqui mesmo, no município, o que me garante uma renda mensal de aproximadamente R$ 20 mil”, contou o produtor.

Esse ano, o agricultor fez um replantio e pretende fazer outro, ainda este mês, pois sua lavoura de maracujazeiro está com dois anos, tempo máximo da vida produtiva da cultura. Outra vantagem no cultivo da fruta é que, além de melhorar a renda dos produtores, a cultura do maracujá também gera empregos. “Na época do replantio, os serviços com os tratos culturais da lavoura geram até seis empregos por hectare”, afirmou Reinaldo Teles Filho.

Apoio à produção

Para apoiar os produtores na escolha do que plantar para diversificar a produção a fim de garantir mais alimentos e melhorar a renda das famílias, o engenheiro agrônomo e diretor de Políticas para a Agricultura e Agronegócio da Seagro, José Américo Vasconcelos, indica o cultivo de maracujá como uma excelente alternativa.

José Américo Vasconcelos afirma que, no Tocantins, a cultura tem uma ótima produtividade e dá uma boa renda ao produtor, além de gerar empregos. “As condições edofoclimáticas [solo e clima] do Estado são altamente favoráveis ao desenvolvimento do maracujá”, disse.

O diretor reforça ainda que a Seagro, em parceria com Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Embrapa Mandioca e Fruticultura, Instituto do Desenvolvimento Rural (Ruraltins) e Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), vem realizando um trabalho de incentivo à produção, por meio do Programa de Produção Integrada de Frutas (PIF).

Produtividade

A produtividade do maracujá varia em função do nível da tecnologia empregada pelo produtor, tais como adubação e os tratos culturais e fitossanitários. No Tocantins, a média de produtividade da fruta é de 30 toneladas por hectare, o que é considerada boa, segundo José Américo Vasconcelos. “Para alcançar o pico máximo de produtividade, é necessário que o produtor tenha um alto investimento em tecnologia e assistência técnica”, esclareceu.

José Américo Vasconcelos explica que o ciclo do maracujá é de 14 meses, do plantio até a primeira colheita e que, depois da indução dos frutos, a primeira produção deve acontecer em 60 dias. “O produtor deve organizar sua produção em escala para ter frutas todos os meses, obtendo bons preços e garantindo renda mensal”, orientou.

As Mandalas e os suportes para pratos foram as peças selecionadas para serem expostas (Maradona / Governo Tocantins)
As Mandalas e os suportes para pratos foram as peças selecionadas para serem expostas (Maradona / Governo Tocantins)

Artesanato em capim dourado nas Olimpíadas

Peças de artesanato em capim dourado confeccionadas pela Associação dos Artesãos Extrativistas do povoado Mumbuca, localizado no município de Mateiros, a 342 km de Palmas, comporão os catálogos virtual e físico e serão expostas em showroom, no Rio de Janeiro, durante a realização das Olimpíadas Rio 2016. A ação faz parte do projeto Chama Empreendedora, promovido pela Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRio), em parceria com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Governo do Tocantins e outras instituições.

As mandalas e os suportes para pratos feitos em capim dourado foram as peças selecionadas no Estado. De acordo com a gerente de Capacitação de Empreendedores e à Exportação da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura (Seden), Andréia Teles, essas peças atenderam a uma série de critérios exigidos para compor o catálogo e a exposição. “Os objetivos são promover o Estado e suas potencialidades, criar acessos a mercados internacionais, dar visibilidade a produtos tipicamente regionais que tenham apelo cultural e fortalecer a cultura exportadora no Tocantins”, observou a gerente, informando ainda que todo o processo teve início em março deste ano.

Para a assessora voluntária da Associação do Povoado Mumbuca, Ilana Ribeiro Cardoso, a aprovação dos produtos pelo ministério é uma oportunidade de divulgar os produtos e conquistar novas fronteiras. “Para nós, é uma grande conquista depois de muitos anos de trabalho e aperfeiçoamento do nosso artesanato, que agora tem sua qualidade reconhecida. Estar em um evento dessa natureza, mostrando nosso produto para pessoas do mundo inteiro, é um privilégio que vai abrir para nós as portas do comércio internacional”, afirmou.

Durante a exposição no Rio, os produtos não serão comercializados, mas haverá uma intensa divulgação do artesanato em capim dourado, além da promoção das potencialidades do Estado com foco na ampliação da exportação e na atração de investidores ao Tocantins.

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