Crise na base marconista em Goiânia

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Pré-candidatos governistas a prefeito da capital não decolam nas pesquisas e tenttiva de união parece ter fracassado

Ronaldo Coelho

A pressão do Palácio Pedro LudovicoTeixeira e do comando da campanha de Giuseppe Vecci (PSDB) para que os outros dois pré-candidatos a prefeito de Goiânia da base do governador Marconi Perillo, o ex-deputado federal Luiz Bittencourt (PTB) e o deputado estadual Francico Júnior (PSD), renunciem aos seus projetos políticos para apoiar o tucano não surtiu efeito.

O clima está tenso na base e a pré-candidatura de Vecci não decola, não empolga e não agrega. O governador Marconi Perillo continua conversando com os pré-candidatos visando a união do grupo governista, mas eles praticamente descartam a possibilidade de união. A situação dos pré-candidatos palacianos é caótica e todos patinam nas pesquisas.

O quadro não agrada ao governador que vê a possibilidade de perder a eleição em Goiânia, além de correr risco em Aparecida e Anápolis, as três maiores cidades de Goiás. Para Marconi, seria um desastre perder nas três cidades. Ele ficaria enfraquecido para a disputa de 2018.

Há um clima de suspense no ar e até a tarde de sexta-feira, dia 22, eram fortes os comentários de que Giuseppe Vecci iria jogar a toalha. E tudo conspira para que o tucano desista mesmo de sua candidatura em Goiânia.

Para piorar, em entrevistas concedidas na manhã de sexta-feira à Rádio 730, os pré-candidatos do PTB e do PSD disseram não acreditar na possibilidade de união. Luiz Bittencourt e Francisco Júnior consideraram “muito difícil” que os nomes da base se afunilem em apenas um.

Na entrevista, Francisco Júnior disse considerar que a união da base marconista é a melhor alternativa para vencer a eleição deste ano em Goiânia, mas ressaltou que o processo precisas er construído em cima de projetos e com muito diálogo, o que anda faltando entre eles. “A União é a melhor opção, a melhor alternativa, porém ela tem que acontece de maneira natural, dialogada, e isto não aconteceu muito até agora. Se isto acontecer agora em torno de um projeto, de ideias, de algo sólido para Goiânia será muito bom,” afirmou Francisco Júnior.

Outra questão levantada por Francisco Júnior é a necessidade de se encontrar um ponto de convergência para que a união seja verdadeira e forte. Ele também descartou a possibilidade de ser vice caso ocorra essa união. “Não há um ponto de convergência entre nós. Se tentarem unir a base simplesmente por unir, será um grande fiasco”.

Na hora certa
Já Luiz Bittencourt disse que não houve diálogo na hora certa. “Os líderes dos partidos não conversaram na hora certa. O PTB já está há quase um ano de campanha. O PSDB disse que teria candidato, o PSD afirmou que a candidatura é importante para o partido. Eu não digo que não existe a possibilidade de haver união, mas é difícil nessa altura da campanha discutir união em torno de nomes,” disse o pré-candidato.

Luiz Bittencourt, assim como Francisco Júnior, admite a possibilidade de união e de apoiar alguém desde que a unidade seja construída em torno do diálogo e de projetos políticos que e assemelham aos seus.

O petebista deixa claro que mesmo não havendo acordo na base de Marconi Perillo e que ele recue no seu projeto político-eleitoral, também não apoirá candidato de fora do grupo, como o pré-candidato do PR, delegado Waldir Soares, à prefeitura de Goiânia. “Eu jamais apoiaria a candidatura de uma pessoa que eu considero despreparada para governar a cidade de Goiânia. Eu acho ele (Waldir) muito despreparado e desequilibrado. Eu respeito ele como liderança política, como deputado federal e delegado, mas ele não tem preparo, liderança suficiente para coordenar mudanças que a cidade precisa. Ele não conhece a cidade. Ele fala sem propriedade dos problemas. Ele não tem um projeto definido com eixos de administração. Ele repete ideias, ele não tem ideias próprias,” justificou.

Em relação Vanderlan Cardoso, Bittencourt disse que o ex-prefeito de Senador Canedo não conhece Goiânia e, por cusa disso, não o apoiaria. Ele se coloca como um candidato independente e diz que o PTB tem um projeto de governo com ideias divergentes das que hoje estão na prefeitura e nos governos estadual e federal.

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