Goiás lidera geração de empregos

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As contas do governo brasileiro registraram, no primeiro semestre de 2016, o maior rombo fiscal para este período em 20 anos, devido principalmente ao fraco desempenho da arrecadação e da dificuldade para cortar gastos públicos. O déficit primário – gastos do governo versus arrecadação de impostos – nos primeiros seis meses deste ano foi de R$ 32,5 bilhões. A conta não inclui as despesas com juros da dívida.

Os números foram divulgados na quinta-feira (28) pela Secretaria do Tesouro Nacional. Esse foi o pior resultado para o primeiro semestre do ano desde o início da série histórica do Tesouro Nacional, em 1997. Até então, o maior déficit fiscal para este período havia sido registrado no ano passado, no valor de R$ 1,76 bilhão. O fraco desempenho das contas públicas acontece em meio à forte recessão da economia brasileira, que tem reduzido severamente as receitas da União com impostos. A receita total, nos seis primeiros meses deste ano, teve queda de 6,1% em termos reais (descontada a inflação). Sem descontar a inflação, houve uma alta de 3%.

Para piorar o cenário, também no primeiro semestre deste ano o Brasil já perdeu mais de meio milhão de postos de trabalho formais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Junho foi o 15º mês seguido com mais demissões que contratações de trabalhadores com carteira assinada: foram 91 mil postos formais a menos.

Na contramão dessa tendência, Goiás aparece como o Estado que mais gerou emprego no primeiro semestre deste ano entre todas as unidades da federação. Foram abertos 16.614 postos de trabalho no mercado formal de janeiro a junho de 2016 (1,37% maior que no mesmo período de 2015). O resultado é quase três vezes maior que o do segundo colocado, Mato Grosso, que encerrou o período com 5.730 vagas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social.

Os setores da agropecuária (9.868) e da indústria da transformação (6.057) foram os responsáveis por puxar o balanço positivo de Goiás nos últimos seis meses. A produção de grãos continuou aquecida, e a política do governo estadual de incentivos fiscais e de atração de novas empresas foram responsáveis pelo aumento da contratação de mão de obra neste período no Estado.

O governo estadual credita os bons resultados na geração de empregos e de outros indicadores econômicos ao fato de o governo Marconi Perillo ter feito o dever de casa, com ajuste fiscal, redução de número de pastas e de comissionados, além de ter continuado com a política de investimentos em obras de infraestrutura e de incentivar a iniciativa privada.

Em todo o País, somente os setores produtivos de Goiás e de Mato Grosso registraram um resultado de admitidos maior que o de desempregados no primeiro semestre. São Paulo (-137.634 postos), Rio de Janeiro (-104.818) e Pernambuco (-52.717) apresentaram os piores resultados do período. Para especialistas, o resultado negativo na grande maioria dos estados é um dos efeitos da crise econômica que o País atravessa, marcada por forte retração do setor produtivo e, por consequência, diminuição das contratações.

Os números estão aí e dão um indicativo inequívoco do sucesso da política de atração de investimentos e geração de emprego adotada pelo governo de Goiás. Manter o nível de emprego, contratando mais do que as demissões, em plena recessão, demonstra o acerto da política desenvolvida por Goiás nas últimas décadas.

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