Na ciranda da história

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Cmei Cecília Meireles inicia projeto que permite rodízio de livros e aproxima universo literário de crianças e famílias

Daniela Rezende

Entrar no universo da imaginação das crianças e estimular o gosto pela leitura é o que pretende a equipe pedagógica do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Cecília Meireles, localizado no Setor Norte Ferroviário II. Com proposta criativa de promover rodízio de livros entre a instituição e a casa de educandos, a unidade desenvolve desde 2006, o projeto “Ciranda Literária”.

A ação, que envolve todas as crianças do Cmei, no total de 100, com idade entre 1 e 4 anos, tem como princípio possibilitar o contato mais próximo das crianças e seus familiares com o universo da literatura, potencializando e ampliando o repertório linguístico a partir do manuseio e apreciação do livro, bem como a experiência da audição das histórias.

De acordo com a dirigente da instituição, Ivânia Andrade Borges, o trabalho proporciona prazer pela leitura e estimula o letramento. “As crianças mergulham em um mundo de faz de conta, por meio da literatura. O ir e vir dos livros e o rodízio de escolhas das histórias permite a formação de sujeitos curiosos, ousados e criativos. E a família é muito importante no processo, pois tira um tempo durante a semana para estar junto à criança”, ressalta.

A abertura do projeto Ciranda Literária 2016, realizada no dia 22 de junho, foi uma festa e contou com teatro de fantoches e a presença da autora de livros da literatura infantil Dê Siqueira. Na ocasião, a escritora lançou seu último trabalho, intitulado “Bichos Noturnos”.

“Meu livro foi desenvolvido pela Lei Municipal de Cultura e já era previsto o lançamento do livro em um Cmei. É um grande prazer levar e mostrar meu trabalho às crianças e suas famílias, que são os leitores dos livros”, relata.

Para a mãe Vanessa Araújo, que tem uma filha de dois anos no Cmei, o projeto é muito importante. “Minha filha está adorando a instituição e já desenvolveu bastante. Ela adora também pegar livro e levar para casa. Ela já avisa ‘ Mamãe, trouxe o livrinho! Vamos ler?’. E eu tenho que ler todos os dias e ela acha o máximo as histórias”, conta.

Proposta

O projeto funciona com a circulação dos textos por meio de uma sacolinha que a criança leva e traz da instituição para casa e da casa para a instituição. Semanalmente, cada educando escolhe dois livros e os coloca em sua sacolinha, com um livro de literatura infantil destinado a ela e outro de literatura infanto-juvenil voltado para a família.

“A proposta é mover a família para o hábito da leitura, bem como proporcionar um tempo valioso para um contato exclusivo da mãe, do pai ou do responsável com a criança, momento que é permeado pelo prazer da apreciação da arte literária. Na unidade, quando a sacolinha volta há o reconto coletivo das histórias”, destaca Pollyanna Rosa, coordenadora pedagógica do Cmei.

“É um projeto que tem muita vida no Cmei, pois movimenta a instituição. A afetividade que é cultivada em casa traz efeitos diretos aqui no agrupamento, interagindo com as outras crianças. A leitura representa grande mobilizador nas trocas das informações, conhecimento, manifestações da imaginação e brincadeira”, completa Rosa.

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