Nos próximos dias, bilhões de espectadores pelo  mundo acompanham tudo o que acontece nos Jogos do Rio

Da Redação

Os olhos do mundo estão voltados para o Brasil. E devem continuar assim até, pelo menos, o dia 21 de agosto, quando se encerram os Jogos Olímpicos do Rio 2016. Em 19 dias de competição, serão disputadas 306 provas por esportistas de 206 países.

É o maior evento esportivo do planeta sendo realizado, pela primeira vez, na América do Sul. E os jogos desembarcam no Brasil em um momento conturbado da vida política, econômica e social nacional. São tempos de escândalos de corrupção, processo de impeachment presidencial em andamento, recessão econômica e altos índices de violência urbana.

Para completar a bagunça, a Nintendo ainda aproveitou a semana de início da competição para lançar, em terras tupinanquins, o Pokémon Go. O game de realidade ampliada virou febre entre usuários de smartphones de todas as idades e tem provocado muitos casos curiosos mundo afora.

Mas nada disso tirou o brilho da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos realizada na noite da sexta-feira, dia 5, no Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã. Foram 60 mil espectadores no estádio e três bilhões de pessoas acompanhando pela televisão em todo o mundo.

Paulinho da Viola abriu a cerimônia cantando o Hino Nacional. A festa teve ainda participação de Giselle Bündchen, que interpretou a Garota de Ipanema e desfilou no Maracanã, enquanto Daniel Jobim, neto do maestro, tocava o clássico. Teve apresentações de Elza Soares, Marcelo D2, Paulinho da Viola, Jorge Ben Jor, Ludmilla e Zeca Pagodinho. As atrizes Fernanda Montenegro e Regina Casé também marcaram presença.

O desfile das delegações começou pela Grécia, país de origem dos Jogos Olímpicos. E seguiu com desfile dos 12 mil atletas de 207 delegações participantes. São 206 países e o time dos refugiados olímpicos. O Brasil foi o último país a ser reprentado.

A bandeira da delegação brasileira foi carregada pela atleta do pentatlo moderno Yane Marques. Ao final, a pira olímpica foi acessa pelo maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima.

Na sequência dos Jogos Olímpicos, que terminam dia 21 de agosto, serão realizados os Jogos Paralímpicos, de 7 a 18 de setembro, também no Rio de Janeiro.

P8-1035086-05082016-_dsc007Tour da tocha termina em símbolos icônicos do Rio

Sob os braços abertos do Cristo Redentor, em um dia azul sem nuvens, depois de 95 dias e de atravessar o Brasil de Norte a Sul, a chama olímpica encerrou o percurso em seu destino final, o Rio de Janeiro, e acendeu a pira dos Jogos Rio 2016. Os últimos 190 condutores da tocha na Cidade Maravilhosa passaram por paisagens simbólicas do imaginário carioca, como o Corcovado, o Pão de Açúcar, as praias de Ipanema e Copacabana, além do Aterro do Flamengo.

Na foto, a ex-jogadora de vôlei Isabel Salgado segura a tocha ao lado do cardeal dom Orani Tempesta.

P8-1Recordes brasileiros nos Jogos

Nos Jogos de Londres, em 2012, o Brasil conquistou 17 medalhas no total. Espera-se que nesta edição, competindo em casa, nossos atletas consigam bater esse recorde. Em participação, a delegação do Brasil 2016 já é recordista: são 465 atletas nacionais, 36 deles já experimentam a emoção de subir ao pódio olímpico e 316 participam pela primeira vez dos Jogos.

Além disso, o Brasil fará sua primeira aparição em algumas modalidades olímpicas, como badminton, ginástica de trampolim, tiro esportivo e hóquei sobre grama.

Goiás também estará presente. São cinco atletas goianos nos Jogos do Rio: Lais Nunes, na Luta Olímpica; Clemilda Fernandes, no Ciclismo de Estrada; Rafael Andrade, na Ginástica de Trampolim; Raiza Goulão, no Mountain Bike; e Renato Portela, no Tiro Esportivo.

Apesar dos Jogos do Rio contarem com nomes conhecidos como o velocista jamaicano Usain Bolt, o nadador norte-americano Michael Phelps, o tenista espanhol Rafael Nadal e o brasileiro Neymar Junior, boa parte dos mais de atletas olímpicos desta edição vem de países sem tradição no esporte e passou por muitas dificuldades para atingir o sonho de representar sua nação.

Comitê Internacional elogia organização dos Jogos

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, elogiou o trabalho do comitê organizador dos Jogos Rio 2016. Ele afirmou que o Brasil passa por uma crise, mas que o comitê e a prefeitura do Rio de Janeiro conseguiram “colocar os Jogos Olímpicos em pé”.

“O Brasil passa por aquela que talvez seja sua maior crise. Mesmo assim, você poderá ver que esse país, essa cidade e esse comitê organizador conseguiram transformar a cidade e colocar os Jogos Olímpicos de pé. Não é um momento fácil, mas damos toda a solidariedade aos anfitriões brasileiros”, disse Bach.

Bach defendeu a escolha de “países em desenvolvimento” para sediar uma Olimpíada e garante que o modelo resistiu à situação pela qual os país passa. “Se esses jogos resistem a testes de tensão aqui no Brasil, vemos que esse modelo é robusto.”

Expectativas são positivas

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, comemorou o fim dos preparativos para os Jogos Olímpicos e disse que o país fará o maior evento de todos os tempos em território nacional.

“Conseguimos chegar, sem nenhuma pendência, ao início dos Jogos. Tudo o que foi previsto, foi consolidado. Portanto, nós estamos preparados para fazer no Brasil aquele que será, sem dúvida nenhuma, o maior evento de todos os tempos, em território nacional, e um dos maiores eventos do mundo, em todos os continentes, que são os Jogos Olímpicos”, disse Padilha, após reunião na qual foram acertados os últimos detalhes de segurança para a abertura dos Jogos, na sexta-feira, 5.

O ministro elogiou a preparação e se disse confiante na realização da Olimpíada, ressaltando que o Brasil já sediou outras competições internacionais de grande porte, como os Jogos Pan-Americanos de 2007 e a Copa do Mundo de 2014.

“Estamos preparados para mostrar um Brasil que sabe bem receber, que sabe organizar eventos. Temos certeza de que será um evento repleto de sucessos, confiamos muito na capacidade dos brasileiros”, disse Padilha.

Segundo ele, a Olimpíada é um evento sem igual na história brasileira, em termos de organização e segurança. “Não há precedentes. Este é um evento que teve, sob o ponto de vista da participação das três esferas da federação, 100 mil pessoas, nos vários locais em que os Jogos vão se desenvolver”. (Com informações da Agência Brasil e COB)

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here