O Grupo Experimental de Teatro fará duas apresentações gratuitas do espetáculo Era uma vez… lendas indígenas. Sob a coordenação do Centro de Estudo e Pesquisa Ciranda da Arte, da Secretaria da Educação, Cultura e Esporte, direção geral de Luz Marina de Alcântara e direção artística de Altair de Sousa, o grupo é formado por artistas e professores licenciados em Artes Cênicas da rede estadual de ensino, com o objetivo de criar repertórios/espetáculos que ampliem o universo artístico do estudante e o desenvolvimento de metodologias interdisciplinares para os professores. As apresentações serão no Teatro Goiânia, na terça-feira, dia 9, às 20 horas para o público em geral e quarta-feira, dia 10, às 14 horas para alunos.

A peça faz um mergulho no universo dos mitos e lendas com um espetáculo teatral musical infantojuvenil baseado em histórias da cultura indígena brasileira, com o intuito de mostrar valores culturais do índio, de modo a valorizar o imaginário, as crenças populares e a importância da preservação da natureza. O espetáculo é recortado com operetas e músicas folclóricas indígenas que apresentam uma floresta, o grande cacique e dois índios que tecem estas lendas que falam dos mitos e das forças da natureza.

A peça
O espetáculo surgiu porque as lendas no Brasil são inúmeras, influenciadas diretamente pela miscigenação na origem do povo brasileiro. A dramaturgia é desenvolvida pela atriz Aline Isabel, mineira naturalizada goiana. Foi escolhida pelo Grupo Experimental de Teatro para desenvolver o texto em conjunto com os atores, com o intuito de conhecer nossos índios, seus costumes mais tradicionais e seus significados, bem como apresentar suas diferentes histórias e lendas, sua arte e também sua música, de forma a manter a função e o objeto desse espetáculo, que consiste em conhecer, respeitar e valorizar esta cultura diferente da nossa, mas que é parte de nossa história e precisa ser revalorizada como parte de nossa identidade.

Era uma vez… lendas indígenas é um espetáculo teatral musical que reúne música, folclore, contação de histórias e interpretação como parte de uma concepção teatral que busca desmistificar o termo índio, que ainda é carregado de significados relacionados ao exótico, ao diferente e ao inferior. A peça parte de uma encenação que busca valorizar os elementos folclóricos indígenas, com suas lendas e mitos, trazendo à tona uma cultura popular rica em belezas e conhecimentos.

Baseada nas lendas dos povos indígenas, a produção do Grupo Experimental de Teatro destaca as lendas: A Vitória Régia; Iara, A Rainha das Águas; O Uirapuru; O Curupira; O Boto e Como a Noite Apareceu, usando o teatro e a música como formas de resgate da mitologia de uma das principais culturas formadoras do povo brasileiro: o índio.

Composições de Waldemar Henrique e do livro Outras terras e outros sons, do grupo Mawaca, estão presentes, ainda, em uma teatralidade encantada por elementos coloridos, vibrantes, como filtro de sonhos, cocais, cachimbos e flechas num espetáculo de encantamento sobre um pequeno recorte de nossas lendas brasileiras.

FONTE: GOIÁS AGORA

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