Iris mais um (O cenário)

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Altair Tavares é comentaristas das Rádio Vinha FM e 730 AM, editor do Diário de Goiás e blogueiro . ( www.altairtavares.com.br )

Um eleição tem várias fotografias no curso do tempo e a imagem agora aponta para Iris Rezende (PMDB) mais outro nome para a disputa do segundo turno para prefeito de Goiânia. Nesses dias que precedem o início da propaganda autorizada das candidaturas e a divulgação eletrônica, o cenário mais provável tem o peemedebista com uma das vagas para a disputa enquanto a outra ainda está indefinida.
A análise parte do princípio de que o segundo lugar, ocupado nas pesquisas eleitorais com a presença de Iris Rezende, era o deputado federal Waldir Soares (PR), que não conseguiu agregar força política no fechamento das chapas que chegaram para o registro. A agenda do candidato-delegado manteve-se esvaziada mais de duas semanas, restringindo-se apenas a algumas comunicações por redes sociais.
Ele afirmou que levou uma “rasteira política” com a desistência do médico Zacarias Calil e do PMB (Partido da Mulher Brasileira) da aliança com o pré-candidato. Além disso, o deputado reforçou que ficará metade da semana em Brasília para as sessões ao invés de dedicar-se à campanha em Goiânia. Do jeito dele, Soares pensa que pode ganhar mais com atividade em Brasília do que em Goiânia.
Em outra ponta, o candidato Vanderlan Cardoso (PSB) reforçou sua candidatura com o apoio do PSDB – e do governador Marconi Perillo – a partir de conversas que duraram cerca de um ano, segundo o próprio pré-candidato. Esta é uma das surpresas da campanha, pois o núcleo de partidos da base aliada a Marconi dividiu-se entre Cardoso e a candidatura de Francisco Júnior (PSD). A chapa incluiu um candidato a vice prefeito – Thiago Albernaz – que agregou força política à chapa com um sobrenome que relembra o ex-prefeito Nion.
Entre perdas e ganhos, Vanderlan somou mais que Waldir. E, no encalço deles, está a delegada e deputada Adriana Accorsi(PT) que também somou uma considerável base política, apesar dos desgastes na imagem do partido dela e das dificuldades da gestão de Paulo Garcia (PT) na avaliação dos eleitores.
A leitura do cenário, assim, aponta para consistentes movimentações políticas que podem sustentar a hipótese de que o segundo turno terá o candidato Iris e outro nome – ainda não definido. Para ter uma vitória de primeiro turno, Iris terá que crescer muito. Diferente de outras eleições, ele enfrenta candidatos que têm um considerável capital político em Goiânia. Assim, é uma eleição que se assemelha à de 2004 quando o peemedebista foi para o segundo turno contra o então prefeito Pedro Wilson (PT). Hoje, é Iris contra um, ainda indefinido.

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