O fator Raul Filho na eleição de Palmas

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O prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), sabe que a presença de Raul Filho (PR) na disputa pelo Paço Municipal dificulta ainda mais suas chances de reeleição. Caso Raul continue, Amastha já deve ter visto em suas pesquisas internas que o pleito será mais duro. Entretanto, como já disse aqui, Amastha deveria temer (que trocadilho, hein!!!) mais ele próprio como adversário. São as ações de Amastha como prefeito que o fazem amado e odiado, algumas pesquisas mostrariam mais odiado que amado.
Mesmo que sua equipe tenha trabalhado muito nos últimos dias para fazer o atual Prefeito mais amado que odiado, há quem diga que nem toda a mágica do mundo transformaria a atual tendência de rejeição. Mesmo com os funcionários da Blues (empresa que gerencia os estacionamentos públicos pagos) fora de ação, o palmense não esquece que tem que pagar para estacionar na área central.
Outro fator que depõe contra Amastha é sua fúria em cobrar impostos, especialmente de quem é assalariado. Com a crise e o aumento exacerbado no IPTU e outras taxas, muitos pais de família deixaram de recolher seus impostos. Além de terem seus nomes inscritos nos serviços de proteção ao crédito, muitos trabalhadores estão vendo seus nomes irem à Justiça também. Para acuar ainda mais os pais de família, Amastha e sua trupe de advogados municipais ajuizaram ações na Justiça e todos estão recebendo notificações seja dos cartórios, seja das Varas da Fazenda Pública.
Espanta é a velocidade com que os processos andam, obrigando as pessoas a procurarem a Prefeitura para uma renegociação mesmo sem poder pagar. Espanta mais ainda, o quanto fica cara a dívida, que é aumentada e aumentada com juros e correções que nem os cartões de crédito dão conta de bater. Levamos em consideração que os juros cobrados deveriam ser os constitucionais e as multas por atraso não deveriam tornar as dívidas impagáveis. Mesmo assim, a “Justiça” é usada contra o cidadão. A maioria das pessoas não deixa de pagar impostos porque quer.
Talvez seja por isso que Amastha consegue ampliar a simpatia do palmense por ele. E assim será, já que as pessoas querem que o imposto seja justo. Palmas tem hoje um dos IPTUs mais caros do Brasil. Se o Prefeito não lembra, os eleitores lembram que ele e os vereadores agiram na calada da noite para aprovar uma Planta de Valores que elevou o IPTU em percentuais que variam entre 100% a mais de 4000%.
É por isso que Raul Filho tem sua candidatura crescente e acertou em cheio na hora de escolher o vice também. O vereador Pastor João Campos (PSC) é o tipo de vice que soma na candidatura porque ele carrega os votos que tem. Ele representa uma parcela expressiva de eleitores evangélicos na Capital tocantinense. O problema de Raul é o palanque pesado com forças políticas que não se conversam no Tocantins, mas são unidas em nível nacional sob o guarda-chuva que defende o impeachment, à exceção da senadora Kátia Abreu (PMDB).
A vice de Amastha só tem a favor de si e da chapa o fato de ser mulher. Cinthia Ribeiro nunca militou politicamente e foi inserida na política por ser viúva do senador João Ribeiro. Foi a imposição do senador Ataídes Oliveira (PSDB) para apoiar o atual prefeito. Este apoio que já foi e voltou várias vezes.
Na candidatura apoiada pelo Palácio Araguaia, a vice-governadora Cláudia Lelis (PV) pode até deslanchar, mas carrega o peso dos problemas que Marcelo Miranda tem para fazer o governo de seus sonhos. Salários pagos fora do dia correto, não pagamento de reajustes da data-base, não pagamento de progressões e nenhuma chance de conceder aumentos nos próximos anos, além de problemas para gerir a Saúde, Segurança Pública e outras pastas, são as âncoras que seguram Cláudia Lelis, além do fato dela não ser o próprio marido, Marcelo Lelis, natural candidato impossibilitado pela Justiça Eleitoral.
Por fora, o ex-deputado Sargento Aragão (PEN) tenta contabilizar os votos que teve para Senador na eleição de 2014. O que Aragão esquece é que são campanhas diferentes, ou seja, a contabilidade dos votos do pleito de um nível não serve ao outro. De toda forma, não é de se desprezar este desempenho e Aragão pode até lograr êxito. Quem viver verá. (Do Site Agora-TO)

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