Apesar da crise do PT, Adriana Accorsi alcança bom desempenho

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Adriana Accorsi: quarta colocação até aqui não é surpresa para os analistas políticos

Mesmo com os desgates da legenda, representante do Partido dos Trabalhadores em Goiânia alcança bons índices nas pesquisas eleitorais

Marcione Barreira, repórter de política

Crise na administração municipal e em vias de ver a presidente da República cassada do cargo, além  de escândalos que envolveram o cerne do seu partido são as adversidades vividas pelo PT neste momento. Mesmo assim, a representante da sigla em Goiânia alcança bons índices nas pesquisas eleitorais.
A quarta colocação até aqui não é uma surpresa para os analistas. Segundo o professor Joãomar Carvalho, o partido, por mais que tenha dificuldades agora, tem algo para mostrar em Goiânia. Soma-se a isso, o fato de Adriana Acorsi ter um sobrenome de peso. “Acho que não surpreende. O PT tem história em Goiânia. Ela trás o sobrenome do pai dela, que era muito respeitado. A história do PT não morre da noite para o dia”, relata.
Segundo o professor e consultor político Marcos Marinho, isso certamente vai atrapalhar o desempenho de Adriana. Conta contra ela o tempo de campanha que será de apenas 45 dias  e não haverá tempo para se recuperar dos ataques que fatalmente vai sofrer. “Considero uma ótima candidata, mas o momento não é o mais favorável para sua eleição. O desgaste do partido, de um modo geral, e do prefeito Paulo Garcia, a deixa com muitos pontos de ataque para seus adversários e dificulta a sobreposição dos ataques por suas propostas”, aponta.
O cientista político e professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) Pedro Célio Alves Borges também não se surpreende com seus índices. Para ele, o nome de Adriana Acorsi agrada, mas vive refém do Partido dos Trabalhadores. “Ela vive o paradoxo de ser um nome leve, manter boa imagem pública e boa desenvoltura nas articulações, mas paga o preço de ser refém do vínculo com o PT”, declara.

Esquerda

Flávio Sofiati (PSOL) é um dos representantes da esquerda
Flávio Sofiati (PSOL) é um dos representantes da esquerda

Com forte presença em campanhas eleitorais, a esquerda é representada em Goiânia pela coligação encabeçada por PSOL e o candidato sociólogo Flávio Sofiati. Para Marcos Marinho, a esquerda precisa se reinventar e o momento pede que seja agora. “O PSOL tem a oportunidade de fazer um laboratório nestas eleições e assim buscar encontrar um discurso que o legitime como uma esquerda viável em Goiás”, observa.
Pedro Célio, no entanto, diz que nestas eleições a esquerda pode contribuir com um debate de alto nível e com ideias relevantes para a sociedade. Pedro observa também que a esquerda precisa trabalhar a recuperação de sua imagem. “A principal tarefa, a meu ver, é a de recuperação de uma imagem positiva à esquerda no espectro político”, comenta.

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