José Eliton consolida Pacto Interestadual de Segurança Pública Integrado

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Ronaldo Coelho – rjcoelhogo@gmail.com

O vice-governador e secretário estadual de SegurançaPública, José Eliton (PSDB), lidera um grande movimento que envolvia até a semana passada nove estados na luta conjunta para combater ao crime organizado. Com o pedido de adesão do Amazonas, agora já são 10 unidades da federação que somam forças no acordo interfederativo de segurança pública. José Eliton apresentou a versão final do Pacto Interestadual de Segurança Pública Integrado durante o IV Fórum de Governadores do Brasil Central, presidido pelo governador Marconi Perillo, em Bonito (MS), na sexta-feira, dia 19, que reuniu também os secretários de Segurança Pública dos estados participantes do acordo. “A meta é realizar esforços conjuntos em operações policiais e cruzamento de dados dos serviços de inteligência”, explicou José Eliton. Dessa forma, disse ele, os estados membros estarão preparados para ações importantes, “como desarticular quadrilhas especializadas no tráfico de drogas e armas, roubos de veículos, de cargas e assaltos a agências bancárias”. O plano de trabalho foi assinado pelos secretários presentes no evento. Estão no acordo os estados de GO, TO, MT, MS, RO, MA, DF, MG, BA e agora o AM.


“Ele nos tranquilizou hoje, nos deu garantias
de que as reformas estruturais estarão,
inclusive, em pronunciamento à nação após o
impeachment. Esperamos que seja um
governo com compromisso com a história,
não com eleições”

Senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, diz após jantar com o presidente em exercício da República, Michel Temer, esperar que o peemedebista se comprometa a “fazer história” e não “eleições” durante seu mandato.


Distante das eleições
Governador Marconi Perillo (PSDB) sinaliza que este ano ficará distante do processo eleitoral e já avisou que em municípios que tem dois candidatos da sua base ele não coloca o pé. Marconi quer evitar que as picuinhas políticas contaminem a sua gestão. Um exemplo deste comportamento está do lado de Goiânia. Em Aparecida, o Professor Alcides (PSDB) e o deputado Marlúcio Pereira (PSB) são candidatos a prefeito e até agora Marconi não passou por lá e nem sinaliza que fará proselitismo político no município, pelo menos no primeiro turno.

Grande líder
Marconi Perillo é o grande líder de um grupo político que se instalou no poder no Estado de Goiás em 1999, depois de derrotar o até então invencível Iris Rezende (PMDB) nas eleições de 1998. Em todas as eleições estaduais daquela época para cá Marconi saiu-se vitorioso. Nas eleições municipais ele tem conseguido eleger o maior número de prefeitos ligados à sua base política, o que pode até ocorrer de novo, mesmo ele se mantendo discreto em relação ao pleito municipal.

Tour pelas obras
Em Aparecida de Goiânia, o prefeito Maguito Vilela (PMDB) quer dar visibilidade às suas obras neste restante de mandato. Na segunda-feira passada, dia 15, ele promoveu um tour pela cidade quando levou uma comitiva de mulheres representantes de vários segmentos para conhecer as principais obras em execução no município e feitas pela prefeitura. Na manhã de sexta-feira, dia 19, ele levou dezenas de empresários goianos para fazer a excursão. Na quarta-feira, dia 24, e na sexta-feira, dia 26, ele fará o mesmo com jornalistas e líderes comunitários. Maguito pretende promover excursões como esta até o fim do ano, toda semana.

Sem interessados
Como se sabe o leilão da Celg Distribuição (Celg D), que ocorreria na quinta-feira, dia 18, foi cancelado porque não houve interessados na compra da companhia goiana e ninguém fez o depósito de documentos e de garantias para participar da licitação. Mas o governo de Goiás vai insitir em vender a estatal e estuda a possibilidade de propor a redução do valor inicial da oferta no leilão de R$ 2,8 bilhões para R$ 2 bilhões. O Governo de Goiás é dono de 49% das ações e a Eletrobras dos outros 51%.

Colapso
O faturamento anual da Celg D é de mais de R$ 8 bilhões, mas o déficit mensal gira em torno de R$ 100 milhões. A estatal está impraticável e se não for vendida logo por ir à insolvência. Do jeito que está não consegue atender às necessidades do Estado e da população goiana, além de ter entrado “colapso” financeiro, afirmou no mês de junho a secretária estadual da Fazenda, Ana Carla Abrão Costa, em uma entrevista à Rádio 730 AM.

Situação bem melhor
Em situação diferente está a coirmã da Celg D. Goiás e Mato Grosso do Sul inauguraram na tarde de quinta-feira, dia 18, em Campo Grande (MS), a Subestação Campo Grande 2, resultado da aposta do governador Marconi Perillo na expansão da Celg Geração e Transmissão (Celg GT), de capital 100% estadual. Integrante do Sistema Interligado Nacional (SIN) e construída pela Celg GT e pela CEL Engenharia, a subestação vai gerar receita anual de R$ 7 milhões para a estatal goiana.

Compensação
A Celg GT foi fundada no governo Marconi Perillo para compensar a privatização da Usina de Cachoeira Dourada, em 1997. A inauguração da Subestação Campo Grande 2 teve a participação de Marconi e dos governadores Reinaldo Azambuja (MS) e Confúcio Moura (RO).

Consórcio
A Celg GT e a CEL Engenharia formaram o Consórcio Pantanal Transmissão, que disputou o leilão de concessão de energia que resultou na construção da Subestação Campo Grande 2. A Celg GT tem participação de 49% das ações e a CEL Engenharia, de 51%. Para viabilizar a construção da obra, onde foram investidos R$ 55 milhões, a Celg GT arrematou lotes de transmissão em leilões realizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Ampliação de parcerias
A nova subestação marca a ampliação de parcerias entre os estados que integram o Consórcio do Brasil Central, presidido pelo governador Marconi Perillo, que comandou mais uma reunião do fórum, formado ainda por TO, DF, MT e RO , na sexta-feira, dia 19, em Bonito (MS).
Insegurança
A insegurança pública parece deixar até os políticos preocupados com a segurança pessoal. Em Goiânia, o Delegado Waldir (PR) faz campanha para prefeito andando sozinho pelas ruas da cidade e, é claro, com uma arma na cintura.

Politização
O tema da segurança pública está bastante politizado na campanha eleitoral em Goiânia. Dois delegados da Polícia Civil, Adriana Accorsi (PT) e Delegado Waldir (PR), são candidatos a prefeito e dois militares são candidatos a vice, Major Araújo (PRP) na chapa de Iris Rezende (PMDB) e o coronel Pacheco (PTB) na chapa de Francisco Júnior (PSD).

Salvadores da pátria
O tema é importante e merece atenção, mas alguns candidatos estão se comportanto como salvadores da pátria e prometendo coisas na área que não são de suas competências como gestores municipais. Como se sabe, segurança pública é de responsabilidade do Estado e parece que eles vão usurpá-la. Cuidado, o eleitor está de olho em vocês.

“Feita por bêbados”
Dá para acreditar na declaração do ministro Gilmar Mendes de que a Lei da Ficha Limpa foi “feita por bêbados” para justificar a sua modificação pelo STF, beneficiando milhares de candidatos fichas-sujas nestas eleições?

Iniciativa popular
De iniciativa popular, com 1, 6 milhão de assinaturas, a Lei da Ficha Limpa foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2010 e estabelecia que gestores municipais com contas rejeitas pelosTribunais de Contas estariam inelegíveis. Agora, o político só fica impossibilitado de disputar a eleição se a Câmara Municipal o tornar inelegível.

Endinheirados
De decisão técnica dos conselheiros dos tribunais, a inelegibilidade de um candidato a prefeito, por exemplo, passa agora a ter caráter político. Se o candidato for forte e tiver caixa para a campanha, dificilmente os vereadores vão votar contra ele, o que beneficia os endinheirados.

Fichas-sujas beneficiados
Segundo o presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil, Valdecir Pascoal, a decisão do STF sobre inelegibilidade dos gestores municipais poderá beneficiar até 6 mil prefeitos e ex-prefeitos “fichas-sujas”. Gilmar Mendes é ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e está na condição de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Discurso de esquerda
Candidato a prefeito pela Rede Sustentabilidade, o vereador Djalma Araújo promete romper todos os contratos e fazer auditoria profunda nas contas da prefeitura. Radical de esquerda, Djalma tem um alvo preferido: o setor imobiliário. Entre as várias denúncias que causaram e causam muita dor de cabeça aos empresários do setor está a contra o Nexus Shopping & Business, no Setor Marista, em Goiânia, dos empresários Junior Friboi e Ilésio Inácio Ferreira (ConscienteConstrutora), e com investimento de R$ 550 milhões.

Sem mandato
Sem coligação forte e confrontando dessa forma o poder econômico, Djalma Araújo nãodeve emplacar sua candidatura a prefeito. O público que ele agrada ou convence é muito pequeno, colocando-o nas últimas posições nas pesquisas eleitorais. Depois de 24 anos ininterruptos como vereador, Djalma está se credenciando a ficar sem mandato a partir de janeiro de 2017.

Fica Temer
Deputado José Nelto (PMDB), ex-aliado do PT, repercute no seu Twitter a notícia de que, sem Dilma Rousseff (PT), a Petrobras voltou a dar lucro. Ele justifica a notícia para fazer coro ao impeachment da presidenta. “Fora Dilma e ficaTemer para um Brasil com Ordem e Progresso, sem enganação e corrupção”, diz ele.

Independente?
Governador Marconi Perillo (PSDB), que negociou pessoalmente apoio do PSDB a Vanderlan Cardoso (PDB), voltou a cobrar que o candidato a prefeito de Goiânia assuma a defesa da gestão estadual. A postura de independência de Vanderlan causa forte desconforto na base marconista.

Situação difícil
Vanderlan é o candidato que está em campanha há mais tempo do que os demais na capital. Ele iniciou sua jornada há um ano e de lá para cá nunca poupou críticas à administração estadual e sempre pregou renovação. Ao aceitar apoio do governador Marconi Perillo e seu grupo político, ele sabia que teria que mudar o discurso, mas talvez ainda não tenha encontrado justificativa para dar ao eleitor.


Campanha propositiva
Como em toda disputa eleitoral pode haver desentendimentos e, muitas vezes, comportamento nada republicano entre os prefeitáveis, o candidato da Coligação Para Aparecida Seguir Avançando, Gustavo Mendanha (PMDB), sugere aos seus concorrentes a realização de uma campanha propositiva e de alto nível, sem ataques pessoais. “Respeito todos os meus adversários, são meus amigos e as nossas discordâncias não podem ultrapassar o campo das ideias. Por isso, conclamo a todos que façamos uma campanha de alto nível, sem ataques pessoais e com respeito ao próximo”. De acordo com Gustavo Mendanha, o eleitor não quer saber de campanha com baixo nível e xingamentos. “Aparecida merece uma campanha propositiva e civilizada”, propõe Gustavo. Concorrem com o peemedebista à prefeitura de Aparecida o deputado Marlúcio Pereira (PSB) e o Professor Alcides (PSDB).

Coligações e candidatos a prefeito de Goiânia
A campanha já está nas ruas e boa parte do goianiense ainda parece distante do debate eleitoral, conforme mostram as pesquisas. Muitos não sabem em quem votar ou quem são os candidatos. Por isso, publicamos aqui em Linha Direta os nomes dos candidatos a prefeito e vice e sua coligações.

Coligação Experiência e Confiança
(PMDB, PRP, DEM, PDT, PRTB e PTC)
Prefeito: Iris Rezende (PMDB)
Vice: Major Araújo (PRP)

Coligação Uma Nova Goiânia
(PSB, PSDB, PRB, SD, PHS, PSL, PP, PPS, PSC, PV, PMB e PSDC)
Prefeito: Vanderlan Cardoso (PSB)
Vice: Thiago Albernaz (PSDB)

Coligação Vida e Paz
(PT, PCdoB, PEN, PROS, PTdoB e PPL)
Prefeito: Adriana Accorsi (PT)
Vice: Deivison Costa (PT do B)

Coligação Honestidade e Coragem
(PR, PMN e PTN)
Prefeito: Delegado Waldir (PR)
Vice: Rose Cruvinel (PMN)

Coligação Renova Goiânia (PSD e PTB)
Prefeito: Francisco Júnior (PSD)
Vice: Coronel Pacheco (PTB)

Coligação Se a Cidade Fosse Nossa
(PSOL e PCB)
Prefeito: Flávio Sofiati (PSOL)
Vice: João Pucinelli (PSOL)

Rede Sustentabilidade (chapa única)
Prefeito: Djalma Araújo (Rede),
Vice: Valmiro Batista (Rede)

 

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