Credeq completa dois meses de atendimento

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Neste dia 23 de agosto, o Centro de Referência e Excelência em Dependência Química (Credeq) completa dois meses ofertando atendimento gratuito a dependentes de álcool, crack e outras drogas. No período, mais de 30 pacientes passaram a integrar o atendimento personalizado oferecido na unidade, que possui capacidade total para 96 internos em recuperação.

Nesta primeira fase, a abertura está sendo gradual, com ênfase na ala adulta, que é composta por seis vagas de desintoxicação e outras 24 de reabilitação. O atendimento do Credeq será aumentado progressivamente até atingir a sua capacidade total de vagas, distribuídas nas alas masculina, feminina e infantil. “A abertura gradual é feita de acordo com critérios técnicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Todo funcionamento seguirá um fluxo regulatório, estabelecido com o propósito de assegurar o fiel cumprimento do perfil da unidade”, disse o secretário da Saúde, Leonardo Vilela.

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Acesso ao tratamento
Os pacientes do Credeq serão regulados por meio dos 11 Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD), distribuídos por diferentes municípios goianos. A previsão é de que ao se atingir a sua capacidade plena ele passe a prestar atendimento às pessoas referenciadas pelos 74 Caps de todo o Estado e pelas unidades básicas de saúde daqueles municípios desprovidos de Caps.

A unidade vai proporcionar a adesão ao tratamento de pacientes graves e de maior complexidade, com possibilidade de internação de até 90 dias e retorno por mais tempo, conforme avaliação médica. O público-alvo será de crianças com até 12 anos incompletos, adolescentes e adultos. Todos serão admitidos na unidade voluntariamente. As visitas familiares são liberadas diariamente.

Funcionamento
O Credeq de Aparecida de Goiânia é gerenciado pela organização social Luz da Vida e conta com corpo funcional de 360 profissionais. Para o seu completo aparelhamento foram investidos R$ 2,6 milhões. O seu funcionamento mensal está orçado em R$ 602 mil, dos cofres do Estado. Para a sua construção foram investidos R$ 26,6 milhões.

Na sua inauguração, o governador Marconi Perillo lembrou que esse é o primeiro dos outros quatro Credeqs em construção pelo interior do Estado. “Agora vamos partir para a conclusão das outras unidades instaladas em Quirinópolis, Goianésia, Caldas Novas e Morrinhos. Já pedi a elaboração de projetos para o Entorno do Distrito Federal e Itumbiara”, afirmou o governador.

Reconhecimento

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À medida que se avança no tratamento de dependentes químicos, o Credeq vai conquistando respeitabilidade e o aval dos profissionais e das instituições do setor. O presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antônio Geraldo da Silva, afirmou que a unidade deve se tornar referência para o Brasil.

A avaliação foi feita durante visita à instituição, em Aparecida de Goiânia, na companhia do conselheiro federal de Medicina, Salomão Rodrigues Filho, no último dia 12. “Estamos falando de um serviço de primeiro mundo”, avaliou. Antônio Geraldo, que estava em Goiânia para participar da 12ª Jornada de Psiquiatria realizada pelo Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego), disse que a proposta do Credeq está alinhada ao que estudos científicos mais modernos propõem para a área.

Ciência

drogas“O Credeq é ciência pura. É colocar na prática o que é determinado pelos estudos científicos. É por isso que tem de se tornar modelo para o Brasil. É importante que seja entendido e valorizado como deve ser”, destacou. Segundo ele, o Credeq une a parte ambulatorial com a de internação e dispensa aos pacientes um tratamento que contempla várias áreas da saúde.

“O paciente não fica solto, mas num sistema integrado. Com uma equipe multidisciplinar, com atuação interdisciplinar, em que as equipes se comunicarão. Essa proposta de integração social é de alta resolutividade. E vale não por um período apenas, mas para o tratamento como um todo. Isso funciona. Dá bons resultados”, frisou.

O presidente da ABP ainda comentou que o Credeq é a materialização de uma política de Estado que visa atender aos anseios da população. Para ele, o governo federal e outros Estados devem se espelhar nesta proposta de tratamento. “Temos de fazer serviços como este aqui, que é política de Estado. A comunidade científica sempre apoiou o Ministério da Saúde nas propostas de realização de políticas públicas adequadas. É preciso mudar e ter pessoas que pensam o Brasil como Estado e não como governo”, defendeu.

Durante a visita de mais de uma hora, Antônio Geraldo ouviu detalhes sobre o projeto terapêutico e teve a oportunidade de conversar, com alguns pacientes e com profissionais que atuam na instituição. Ele avaliou que a proposta terapêutica do Credeq não deixa o paciente desamparado em nenhum momento e ainda contempla as famílias, uma vez que preserva os vínculos sociais.

FONTE: GOIÁS AGORA

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