Saneago: justiça seja feita

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A Operação Decantação, realizada pela Polícia Federal e Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle na quarta-feira da semana passada dando conta de desvios de recursos há anos na Saneago, é mais um aqueles duros golpes que sofre a população e que deixa a classe política ainda mais desacreditada. Pelo que foi divulgado até agora, existia na empresa pública goiana uma verdadeira organização criminosa responsável pelo desvio de cerca de R$ 4,5 milhões em recursos federais. A partir da Saneago, o dinheiro era desviado para pagamento de dívidas de campanha política.
A investigação começou apurando crimes na licitação para o fornecimento de estação elevatória de água do sistema de abastecimento de Luziânia (Sistema Produtor Corumbá IV). Os investigadores acabaram identificando também irregularidades em certames e contratos para a ampliação do sistema de esgotamento de Goiânia (Sistema Meia Ponte).
As acusações, segundo a PF, dão conta de que dirigentes e colaboradores da empresa de Saneamento de Goiás S/A (Saneago) promoveram licitações fraudulentas na contratação de uma empresa de consultoria envolvida no esquema criminoso. Ainda de acordo com a polícia, recursos públicos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de financiamentos do BNDES e da Caixa Econômica Federal, foram desviados para pagamento de propinas e dívidas de campanhas políticas.
O contrato de repasse do Sistema Produtor Corumbá IV envolve recursos de R$ 117,3 milhões. O Ministério da Transparência identificou direcionamento de licitação, alteração de quantitativos sem justificativa e inclusão de equipamentos de alto valor, bem como o aditamento a maior pelo primeiro reajustamento de preços. As irregularidades geraram prejuízo efetivo de mais de R$ 1 milhão e prejuízo potencial de R$ 6 milhões, de um montante fiscalizado de cerca de R$ 45 milhões.
Já em relação ao Sistema Meia Ponte, que envolveu aplicação de recursos de R$ 67,4 milhões, foram constatadas falhas de várias naturezas, identificado prejuízo efetivo de R$ 3,4 milhões em pagamentos já efetuados de R$ 16,7 milhões.
A se confirmarem os desvios apontados pela investigação policial, é necessária dura punição aos envolvidos, porque o Brasil evoluiu e não se admite mais essa verdadeira farra criminosa com o dinheiro do contribuinte. A Justiça precisa apurar e punir exemplarmente, caso se confirmem os desvios.

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