Arte se torna aliada do aprendizado

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Apresentação de histórias contadas foi realizada na Escola Municipal Joel Marcelino de Oliveira: os personagens Chiclete, Omelete e Alexandre que representavam bonecos falantes contaram fatos históricos do Brasil e divertiram a garotada

Crianças da educação básica de Goiânia têm acesso a atividades culturais nas escolas para complementar o ensino ministrado em sala de aula

Fabiola Rodrigues

Alunos da educação infantil da capital estão recebendo no ambiente escolar apresentações culturais de biodança e contação de histórias, para estimular o aprendizado. Por meio do projeto “Arte em Movimento”, realizado pela Secretaria Municipal de Educação e Esporte (SME), o trabalho contribui para que o estudante tenha melhor rendimento, além de motivar os professores a prepararem aulas dinâmicas.
As contações de histórias infantis relatam fatos históricos do nosso País, levando o aluno a se sentir parte da história. O estudante também aprende a respeitar o colega de sala, através da integração humana, proporcionada pela bioadança que é uma aula de terapia com música e dança. A coordenadora da Escola Municipal Joel Marcelino de Oliveira, Nívia Rodrigues, diz que a linguagem infantil usada durante a apresentação no ambiente escolar faz as crianças compreenderem melhor as mensagens que estimulam a aprendizagem.
“Percebemos isso quando a criança demostra que aprendeu. Em sala de aula, elas ficam mais atentas, passam a formular melhor as perguntas. Assim os professores entendem que dar aulas mais interativas traz resultados”, diz a coordenadora.
A apresentação de histórias contadas foi realizada na escola no fim do mês passado, o trio dos personagens: Chiclete, Omelete e Alexandre que representavam bonecos falantes contaram fatos históricos do Brasil, e divertiram a garotada. O que mais chamou a atenção dos educadores, foi a forma como os estudantes absorveram as informações.
“Os alunos que estão começando a carreira estudantil precisam ser incentivados. Entretenimento através da arte e cultura é fundamental para eles se desenvolverem. A contação das histórias faz parte do universo de compreensão deles”, observa Nívia Rodrigues.

Coordenadora Nívia Rodrigues: ensinar para as crianças através de apresentações artísticas é um ótimo incentivo no início da carreira estudantil
Coordenadora Nívia Rodrigues: ensinar para as crianças através de apresentações artísticas é um ótimo incentivo no início da carreira estudantil

Ivone Cruz, que trabalha como apoio pedagógico, conta que o trabalho artístico realizado nas escolas é bem aceito pela criançada e complementa o ensino dos professores.
“Estamos tentando suprir a carência de ações culturais nas escolas. É como se os alunos precisassem viver o que estão vivendo agora. A biodança e as histórias contadas estão renovando a didática de ensinar”, conta sa


Biodança conquista alunos

Professora Célia Souza: “As experiências que os alunos têm através dessas atividades são enriquecedoras”
Professora Célia Souza: “As experiências que os alunos têm através dessas atividades são enriquecedoras”

Dentro das atividades realizadas da “Arte em Movimento”, a biodança tem chamado a atenção dos alunos de uma forma diferente. A proposta da aula é favorecer o desenvolvimento das pessoas através da integração entre os estudantes. A educadora ambiental Célia de Souza diz que as crianças se sentem mais descontraídas e relaxadas depois da terapia educacional.
“É uma aula que tem a capacidade de trabalhar com as emoções da criança, desenvolvendo aumento da autoconfiança e elevando a autoestima. Inibe a timidez para proporcionar uma vida saudável no futuro, aumenta a capacidade de concentração, diminui a insegurança e melhora as relações afetivas”, explica Célia de Souza.
As crianças da escola Municipal Maria Nosídia Palmeiras das Neves, do setor Barravento, em Goiânia, neste semestre estão experimentando algumas aulas de biodança. Responsável pelo trabalho, Célia de Souza já foi professora de Química na rede municipal, mas atualmente leva a terapia aos alunos por acreditar que dessa maneira estará contribuindo para o desenvolvimento emocional dos estudantes.
“Amo o que faço. Levar a alegria para os alunos e fazer eles se sentirem capazes de enfrentar as diferenças olhando para o próximo não tem preço. É um trabalho de formiguinha sendo alcançado de escola em escola e vale a pena”, ressalta.
A aula é realizada de forma bem descontraída; ao reunir um grupo de alunos, eles ficam em círculo, dão boas vindas entre si, se abraçam e compartilham experiências do dia a dia. Célia de Souza observa que atualmente as crianças precisam ainda mais desta atenção, já que os pais não costumam ter muito tempo para os filhos, devido à correria da vida moderna.
“As experiências que os alunos têm através dessas atividades são enriquecedoras; essa dinâmica de aprendizado faz os estudantes compreenderem com mais facilidade os conteúdos e se sentirem seguros”, conclui Célia de Souza.

A aula é realizada de forma bem descontraída; ao reunir um grupo de alunos, eles ficam em círculo, dão boas vindas entre si, se abraçam e compartilham experiências diárias
A aula é realizada de forma bem descontraída; ao reunir um grupo de alunos, eles ficam em círculo, dão boas vindas entre si, se abraçam e compartilham experiências diárias

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