Os reais problemas de Goiânia

0
8028

De acordo com a pesquisa realizada pela Rádio 730 e Grupom sobre os principais problemas da cidade de Goiânia, os candidatos a prefeito da capital precisam reavaliar suas estratégias quando abordam as principais preocupações do goianiense. Anteriormente, a convicção geral era de que a segurança seria o principal ponto da campanha eleitoral, mas retornou o “atendimento à saúde” para o cenário do que é mais importante para o eleitor.
O Grupom adota o termo “atendimento à saúde”, corretamente, para o cidadão saber diferenciar os problemas de saúde pessoais com os problemas de estrutura do postos de saúde (CAIS; Hospitais; Ambulâncias; etc). E, nisso a metodologia orienta o eleitor para refletir sobre o acesso a serviços de saúde.
A pesquisa, com respostas múltipla escolha, quando foi pedido para que o cidadão indicasse os 3 maiores problemas da cidade por ordem de importância, dá soma maior que 100%. Dos sete problemas estimulados pela pesquisa (Quando são apresentados os ítens ao eleitor) o atendimento à saúde recebeu 89,4%, enquanto a segurança pública teve 75,2% das respostas dos entrevistados.
Nas citações em primeira ordem, ou seja, o primeiro problema apontado pelo cidadão por ordem de prioridade, o atendimento à saúde ficou em primeiro e teve 63,3%, enquanto a segurança pública teve apenas 19,4%. O terceiro problema mais votado pelo cidadão foi o transporte coletivo, com 43,4% e com 4,4% de citação em primeira ordem.
Há que se analisar a resposta da pesquisa com a perspectiva de que, com a mudança feita na estrutura da area da segurança pública, no começo do ano, e com razoáveis redução nos indices de criminalidade, o tema saia da liderança das principais preocupações do cidadão goianiense. A pesquisa, na verdade, é um indicador de que a percepção de segurança pode ter aumentado, apesar de não dirigida especificamente para este fim.
Por outro lado, a percepção do cidadão de que, se precisar de atendimento, vai ter dificuldades, tem o alimento da abordagem diária feita por diversos canais de informação que relatam casos de dificuldades de acesso à rede de saúde. Enfim, tudo, realmente, é uma questão de avaliar a impressão que o eleitor tem. Apesar disso, há, na rede pública estadual e municipal, uma ampliação das condições do atendimento que, provavelmente, ainda não são percebidas.
O atendimento à saúde em primeira citação é o menos lembrado na região centro/sul (48,3%), e o oposto acontece nas demais regiões. A região oeste teve 67,7%, a leste 70,0% e a noroeste 70,9%. Ao contrário do atendimento à saúde o problema de segurança pública é o mais lembrado na região centro/sul (28,2%) e menos citado na região este (14,8%).
Outro fato curioso da pesquisa é que a falta de vagas em creches foi o 5º problema mais citado na pesquisa, com 20,7% das citações.  O maior número de menções desse problema veio da região leste, com 25,0%, seguida pela região noroeste 21,4%, oeste com 21,3%. Já a região centro/sul com 16,8% é a que menos tem sofrido com o problema, de acordo com a pesquisa.
Do mesmo modo, a coleta de lixo obteve apenas 15,0% de citação na pesquisa, ficando em 6º lugar, mas atingiu uma grande diferença quando perguntada entre as regiões da cidade. Enquanto a região noroeste da cidade teve apenas 5,1% dos votos, a região leste teve 25,0%. Ou seja, a Comurg precisa dar mais atenção à região onde tem o índice maior. Apesar da crise da coleta do lixo, registrada na prefeitura, o assunto já não ganha tanta importância quanto o atendimento à saúde.
Com pouco tempo de campanha, é provável que as preocupações lançadas pelos candidatos não reflitam a realidade do que o eleitor tem de expectativa quanto à busca de soluções. Em relação à saúde e à segurança, principalmente, há que se reconsiderar, pelos candidatos quais as suas propostas, a partir da pesquisa Grupom e Rádio 730.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here