Olimpíadas estimulam as práticas esportivas

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Os alunos estão em busca de praticar também esportes além dos tradicionais como futebol, lutas ou natação os jogos olímpicos no Brasil deram a oportunidade para que os estudantes conhecessem outras modalidades

Apesar da exposição dos esportes na mídia, falta de estrutura e apoio para o aluno praticar esporte no ambiente escolar é problema para professores de Educação Física

Fabiola Rodrigues

Práticas esportivas, inclusive as realizadas no ambiente escolar, contribuem para que o aluno tenha melhor rendimento no aprendizado, além de torná-lo disciplinado. Os professores de Educação Física do Estado vêm enfrentando algumas dificuldades para ensinar até mesmo em quadras, devido à falta de infraestrutura. Falta incentivo à prática do esporte.
Formado em Educação Física e pós-graduado em atendimento educacional, Wendel Costa observa que as condições para os alunos praticarem esportes nas escolas devem ser melhores. Para ele, o esporte é capaz de afastar crianças e adolescentes do mundo das drogas e da criminalidade, além de melhorar o condicionamento físico e, ainda, desenvolver o intelecto do estudante.
“O incentivo ao esporte precisa ser estimulado no aluno desde pequeno, já que é um direito de praticar esporte com qualidade, inclusive na rede pública. Vejo muita criança cheia de talento em alguma determinada modalidade esportiva, mas com pouca oportunidade de chegar onde deseja”, conta.

Superintendente Desportivo Educacional da Seduce Maurício Roriz: ”Apoiar a educação esportiva será nosso foco”
Superintendente Desportivo Educacional da Seduce Maurício Roriz: ”Apoiar a educação esportiva será nosso foco”

Wendel Costa, além de professor em uma escolinha de futebol para alunos da comunidade na Vila Redenção, em Goiânia, dá aulas em uma escola da rede municipal. O educador diz que os projetos de estímulo ao esporte das escolas municipais e estaduais são bons, mas precisam ser realizados conforme são projetados.
“Com as escolas integrais, ou com as atividades no contraturno, os estudantes passam mais tempo nas escolas. Por isso o ambiente escolar precisa estar preparado para oferecer suporte e ensino de qualidade”, acredita.
Na escolinha em que dá aulas de futebol, ele e os alunos da comunidade vendem rifas para custear os gastos com o transporte. Segundo ele, os estudantes sentem a necessidade de disputar jogos com outros times de cidades vizinhas da capital para se desenvolverem como atletas.
Para Wendel Costa, essas disputas são uma grande conquista pros adolescentes. Todos têm a mesma vontade, ser grandes jogadores, esse objetivo em comum, faz parte dos sonhos dos estudantes. Mesmo com poucos recursos, ele como professor tenta de todas as formas dar incentivo aos alunos.
“Precisamos aproveitar o empenho do aluno para fazer atividades físicas e investir nele. Esse é o momento de usar ainda mais o esporte como aliado da educação. É por meio do esporte que os jovens são disciplinados e aprendem a conviver com as diferenças”, observa.
Atualmente os alunos estão em busca de praticar também esportes além dos tradicionais como futebol, lutas ou natação. O professor diz que as Olimpíadas no Brasil deram a oportunidade para que os estudantes conhecessem outras modalidades.
Os representantes desportivos da Secretaria Municipal de Educação e Esporte (SME) e a Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) falaram em entrevista exclusiva à Tribuna do Planalto.

Gerente de Esporte Educacional da SME Jair Marinho (com prancheta na mão): o torneio de esportes este ano está sendo diferente, a consulta na base olímpica Rio 2016 serviu para levar qualidade às competições esportivas nas escolas da rede
Gerente de Esporte Educacional da SME Jair Marinho (com prancheta na mão): o torneio de esportes este ano está sendo diferente, a consulta na base olímpica Rio 2016 serviu para levar qualidade às competições esportivas nas escolas da rede

O gerente de Esporte Educacional da SME, Jair Marinho, diz que por este ano com teve como base as olimpíadas para melhorar o campeonato de jogos educacionais organizado anualmente pela rede.
“Estamos buscando atender melhor os alunos. Nosso torneio de esportes este ano está sendo diferente, consultamos a base esportiva olímpica Rio 2016 para levar qualidade às nossas competições, que estão sendo realizados em ginásios cobertos para comodidade dos estudantes”, conta Jair Marinho.
O gerente de Esporte Educacional diz que mobilizou todas as escolas para que os alunos participassem desde o início dos jogos educacionais, que estão acontecendo desde o primeiro semestre em toda a rede educacional. A quantidade de modalidades competitivas aumentou de seis para mais dez, isso baseado nos jogos olímpicos, e o número de estudantes participantes também, mais de 24 mil alunos até o final do ano serão alcançados pelo esporte na capital.
O superintendente Desportivo Educacional da Seduce, Maurício Roriz, conta que desenvolve em todas as escolas da rede estadual o projeto Prodec – que são aulas de estímulo às práticas esportivas e acontecem no contraturno escolar.
“Os alunos estão tomando gosto pelo esporte e precisamos nos atentar e investir neles. Vamos aperfeiçoar nosso trabalho, para dar a eles oportunidade de praticar esportes com qualidade. As olimpíadas que aconteceram recentemente nos ensinaram que mesmo com pouco recurso é possível apoiar a educação esportiva. Esse será nosso foco”, promete o superintendente.
As aulas de esporte oferecidas no horário contrário ao da aula do estudante estão servindo para exercitar o corpo e a mente. As atividades proporcionam equilíbrio emocional e ajudam a corrigir a postura corporal.

Os torneios e práticas esportivas proporcionam equilíbrio emocional e ajudam a corrigir a postura corporal dos estudantes
Os torneios e práticas esportivas proporcionam equilíbrio emocional e ajudam a corrigir a postura corporal dos estudantes

Professor incentiva alunos a praticar atividades físicas

Há mais de 30 anos o professor de Educação Física Reinaldo Porto ministra aulas e faz atividades recreativas escolares. Quando começou a dar aulas, as barreiras de infraestrutura no ambiente escolar eram alguns de seus maiores problemas, além da baixa expectativa para a profissão. Ele enfrentou, porém, as dificuldades e transformou o esporte em um estilo de vida.
“Quando eu comecei a dar aula era em chão batido e eu precisava fazer os alunos se sentirem bem, mesmo com a má qualidade da escola. Então aprendi a começar a aula trabalhando com o estudante a respiração, concentração e equilíbrio, assim eles ficavam relaxados”, revela o professor.
Raimundo Porto dá aulas na Escola Municipal Hilarino Estevam de Souza, no Jardim Buriti, em Goiânia. Os alunos se sentem motivados a fazer a atividade física que ele propõe por ser descontraída.

Professor Reinaldo Porto: “Realizo uma terapia corporal e depois passo às atividades físicas”
Professor Reinaldo Porto: “Realizo uma terapia corporal e depois passo às atividades físicas”

“Nunca gostei de pressionar meus alunos a participar das aulas, mas eles participam quase 100%. Realizo uma terapia corporal e depois passo às atividades físicas. Sempre deu resultados. O que aprendo com tudo isso é que ainda não temos investimento esportivo adequado, mas que podemos usar várias formas de levar o esporte para o estudante”, conclui Porto.

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