Pirinópolis sedia festival Internacional de cinema e alimentação

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A cidade de Pirenópolis sedia a partir dessa quinta-feira, dia 15, o 7º Slow Filme – Festival Internacional de Cinema e Alimentação. O festival é único em seu perfil no Brasil e propõe a conscientização através da arte, trazendo como proposta projetos de recuperação de tradições visando a sustentabilidade. O evento será no Cine Pireneus e vai até domingo, dia 18, com entrada gratuita mediante a retirada de ingresso na bilheteria do cinema. O festival tem o apoio do Fundo de Arte e Cultura do Governo de Goiás, gerido pela Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce).

O conceito do quilômetro zero, que propõe o consumo de alimentos que não tenham percorrido grandes distâncias até o consumidor final, e a tradição culinária permeiam grande parte das produções inseridas na programação do festival. Ao longo de quatro dias, serão exibidos 20 filmes, entre curtas e longas-metragens, de ficção e documentários, produzidos em diferentes países, como Espanha, Polônia, Portugal, Reino Unido, Suíça, Peru, Canadá, Japão e o Brasil.

O roteiro do evento traz também lançamento do projeto Esporão & A Comida Portuguesa a Gostar Dela Própria, com a presença do realizador Tiago Pereira, degustação de vinhos e azeites portugueses, Jerez e produtos do Cerrado brasileiro, oficina Cozinha da Reciclagem, com a chef Regina Tchelly, criadora do projeto Favela Orgânica, exposição Natureza Móvel, no foyer do Cine Pireneus, reúne 22 capas de discos de vinil, e participação especial da produtora Silvia Canas de Costa, proprietária da Quinta da Lapa, referência vinícola em Portugal, e do chef português André Magalhães, premiado pela revista Wine como Personalidade do Ano na
Gastronomia, de Portugal.

O 7º Slow Filme é uma realização da Objeto Sim Projetos Culturais e do Instituto Pireneus, com curadoria do cineasta e crítico Sérgio Moriconi, e apoio da Prefeitura de Pirenópolis, com as Secretarias de Cultura e Turismo, e parcerias do Slow Food Pirenópolis, dos Laboratórios Sabin, das embaixadas da Espanha, França e Suíça e do Instituto Cultural da Dinamarca.

Palestras e degustações
Biscoitos, sucos e frutos do cerrado, Jerez, azeite e vinho portugueses produzidos pela empresa Esporão darão sabor às noites de sexta e sábado do Slow Filme, acompanhados da conversa com produtores, realizadores e chefs. Os encontros e degustações ocorrem no pequeno teatro de arena, na área que liga o Cinema ao Teatro Pireneus.

Na sexta-feira, dia 16, após exibição do longa-metragem Comer o quê?, haverá uma conversa com o diretor do documentário, Leonardo Brant, seguida de um descontraído encontro com a chef Regina Tchelly, criadora do projeto Favela Orgânica.

Logo depois da conversa com Regina Tchelly (que também vai ministrar oficina durante o Slow Filme, na tarde de quinta e na manhã de sexta-feira), será servido um coquetel de salgados, biscoitos e sucos especialmente preparados pelas cooperativas da Central do Cerrado.

No sábado, o foco ficará sobre a Península Ibérica. Às 18 horas, pouco antes da projeção de Jerez – o mistério do Palo Cortado, a plateia poderá degustar o autêntico jerez, servido dentro do Cine Pireneus, para que o espectador se sinta mais próximo ao tema que será tratado na tela. Considerado um cult da Espanha, o vinho tem sabor único e é tido como um tesouro nacional.

Às 21 horas, haverá o lançamento, no Brasil, do projeto Esporão & A Comida Portuguesa a Gostar dela Própria, contando com a presença do realizador Tiago Pereira e do chef André Magalhães, e a exibição de episódios da série.

Na mesma noite de sábado, serão oferecidas também para degustação variedades de queijos de cabra produzidos pela fazenda Recanto das Águas (a 100 km de Brasília), de propriedade do jornalista e produtor Armando Rollemberg. No local, Armando produz quatro tipos de queijos de leite de cabra, identificados pela grife Cabra Chic: montanhês, frescal, meia cura e boursin. O jornalista-produtor estará presente ao Festival e apresentará seu trabalho. Exemplares dos produtos poderão ser adquiridos.

Exposição
Sob a curadoria de Sérgio Moriconi, estarão expostas, no hall do Cine Pireneus, 22 capas de discos de vinil como parte da exposição Natureza Móvel. Nas imagens, um percurso da relação do homem com a natureza, segundo explica o curador, Moriconi, Natureza Móvel é outra forma de expressar um dos conceitos que norteiam o Slow Filme e também outro modo de perceber a música que embala a nossa contemporaneidade.

FONTE: GOIÁS AGORA

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