“O Legislativo tem de voltar a ser a voz da população”

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Andrey Azeredo: candidato defende a bandeira da mobilidade . Foto Paulo José

De berço político e disputando sua segunda eleição, o candidato a vereador pelo PMDB Andrey Azeredo quer, dessa vez, ganhar uma das 35 cadeiras na Câmara Municipal de Goiânia. O peemedebista tem feito campanha maciça nas redes sociais e sempre ao lado de Iris Rezende, líder maior da legenda. Andrey é classificado por Iris como uma das jovens promessas da política goiana a ponto de ter sido ventilado como sucessor do ex-prefeito na ocasião em que Iris havia desistido da vida pública. Com experiência em vários setores da gestão municipal, Andrey presidiu a SMT entre junho de 2015 e março de 2016. Ocupou também na prefeitura de Goiânia os cargos de auditor geral, controlador geral, secretário de Compras e Licitações, secretário de Comunicação e chefe da Casa Civil. Por tudo isso, Andrey sente-se preparado e profundo conhecedor das demandas da capital. Em visita à Tribuna do Planalto, o candidato falou dos seus projetos e do que deseja realizar na Câmara Municipal.
Marcione Barreira

Tribuna do Planalto – O senhor é de uma família que tem certa tradição na política e já presidiu a SMT.  Como esses dois fatores podem contribuir num futuro mandato de vereador?
Como gestor público ao logo de quase 12 anos, passei por seis secretarias no município. Entrei com apenas 31 anos, a convite do Iris Rezende (PMDB), em janeiro de 2005 até março desse ano. Esse tempo permitiu que eu conhecesse a fundo a estrutura administrativa da cidade, aquilo que, de fato, é o anseio e o desejo da população e o que precisa ser respondido e resolvido de imediato, bem como a médio e longo prazos, e os caminhos corretos para que isso ocorra. É com esse conhecimento e já tendo contribuído muito com esse município que eu me candidato a vereador para que a gente possa voltar a ter orgulho da nossa cidade com a qualidade de vida que nós queremos. Temos soluções práticas e efetivas para problemas que nos incomodam muito na área da saúde, em especial, com o uso da tecnologia facilitando e levando a uma melhor prestação de serviço para a comunidade. Na área do transporte coletivo, nós precisamos investir com seriedade. Enquanto estive na SMT, não cuidei do transporte coletivo, mas pude perceber a precariedade que hoje é o sistema.

Nesse sentido, tem o fato de os cofres públicos estarem passando por dificuldades. Como seria esse investimento no transporte sem aumentar a passagem?
Aumentar tarifa em hipótese alguma. Vamos buscar receita nova e essa receita pode ser, por exemplo, o dinheiro da área azul com a ampliação dela. É um desejo dos comerciantes, com isso a gente facilita as vendas, proporciona o incremento nas vendas, aumenta a geração de emprego, além de permitir que quem tem carro possa estacionar de forma mais rápida e prática. Com isso são milhões de reais que vão entrar no cofre da prefeitura para melhorar a qualidade e os investimentos.

Para exercer um mandato de vereador, expor sua ideias e convencer um parlamentar de que o seu projeto vale a pena, é necessária certa articulação. O sr. se considera um bom articulador?
Eu acredito que todo bom projeto ao ser analisado tecnicamente tem respaldo popular e viabilidades jurídica e econômica para se tornar real. Ele ganha, naturalmente, o apoio de todos aqueles que se preocupam verdadeiramente com a cidade. Creio que assim será o novo legislativo goianiense, de homens e mulheres focados em gerar um bom trabalho, apoiando de forma clara os bons projetos que serão apresentados pelo futuro prefeito, bem como cobrando aquilo que precisar ser melhorado. É com essa certeza que eu estarei lá, com fé em Deus e com o apoio da população, lutando e trabalhando para que, aquilo que eu acredito e que entendo que é necessário, se torne real e efetivo com a ação direta do poder executivo.

O sr. acredita que haverá um renovação da Câmara?
Eu tenho andado muito em Goiânia e em todas as reuniões  percebe-se nitidamente que há um desejo pela renovação, mas não apenas de rosto, mas sim de práticas, ações e das ideias para que a gente possa ter um legislativo sintonizado com o anseio da população.  O legislativo tem de deixar de querer criar dificuldades para vender facilidades e voltar a ser a casa da voz da população. Uma casa de onde possa sair projetos, ações e demandas que favoreçam a população.

O sr. tem andando bastante, inclusive com Iris Rezende. Como tem sido a receptividade nos locais que tem visitado?
Maravilhosa. Quando você tem propostas claras, objetivos certos e se apresenta de cara limpa colocando seu nome à disposição, argumentando os motivos que levaram a colocar o seu nome para ser avaliado pela população e o que você deseja fazer no legislativo, a população entende isso de forma bastante nítida. Isso é muito bom.
Vivemos um processo de desgaste da classe política em geral. O que o político deve mostrar de agora em diante para resgatar e tirar do eleitor um novo ânimo para a política?
Primeiro ele precisa contar a verdade. Apresentar propostas que sejam reais. É preciso ter transparência nos seus atos e na sua conduta. Eu, especialmente, tenho sido muito bem recebido. Tem adversários que já tiveram que sair correndo levando banana nas costas. Eu sou acolhido, bem recebido com sorriso no rosto por todas as pessoas da nossa cidade. Independente da classe social. Nós temos que buscar formas criativas de atingir o máximo de pessoas, mesmo diante desse cenário de desgaste de descrédito da classe política. Tenho feito uso intensivo das redes sociais, o que gera a ampliação da nossa mensagem para um universo de pessoas, além de caminhadas e do contato direto com a população.

Nessa campanha de corpo a corpo e de rede social, qual tem dado mais resultado para você?
Eu sinto que os dois se complementam. Muita vezes eu não sou conhecido pelas pessoas nas ruas, mas ela já viu meu trabalho nas redes sociais em algum vídeo. Então há uma confirmação do apoio e do voto naquele instante. Em outras vezes é o inverso, a pessoa me conhece, mas não teve tempo  ou condições de aprofundar no detalhamento de nossas propostas. Quando eu falo das redes sociais, as pessoas vão, acessam, curtem, compartilham, comentam e geram uma interação muito legal.

O que o sr espera no dia 2 de outubro ao serem abertas as urnas?
Uma vitória maiúscula de Iris Rezende no primeiro turno, bem como a nossa vitória, que seria a vitória do trabalho.

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