Pedagoga utiliza shantala para dar bem-estar a bebês

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João Vitor recebe massagem da professora Bethânia, no Cmei Vila Faiçalville

Após a prática, as crianças apresentaram melhora no comportamento agitado, desenvolvimento e relações socioafetivas

Lívia Máximo

Dedicada ao seu trabalho na Educação Infantil no município de Goiânia, a pedagoga e terapeuta ocupacional Bethânia Loureiro Carneiro decidiu utilizar uma alternativa para proporcionar maior bem-estar às crianças do Cmei Vila Faiçalville, onde trabalha diariamente. Ela utiliza como grande aliada a shantala.
“É uma técnica de massagem para bebês. De origem indiana, foi descoberta pelo Dr. Leboyer, que se encantou com os resultados e a batizou com o mesmo nome da mãe que aplicava a massagem em seu bebê naquela época. Na década de 70, a shantala se disseminou pelo ocidente”, explica Bethânia.
Diplomada no curso “Shantala e Toque de Borboleta”, a pedagoga trabalha com a técnica há anos, mas somente no início de 2016 passou a desenvolver em uma instituição da rede municipal. Desde então, tem percebido uma grande melhora no comportamento e aprendizado das crianças.
“Foi muito benéfico. Além das vantagens naturais associadas à técnica, como o aumento da imunidade, melhor reciprocidade da criança com o adulto, pude observar a melhora na oralidade e expressividade. Os comportamentos agressivos também diminuíram, e houve maior interação das crianças com os educadores, de forma geral”, ressalta.
A shantala é realizada neste Cmei somente no berçário, em 17 crianças com idade entre um e dois anos. De acordo com Bethânia, os pais ficaram surpresos quando souberam que o Cmei estava oferecendo essa atenção especial às crianças.
“Logo começaram a trazer relatos das atitudes das crianças em casa. Alguns pedindo massagem aos pais, outros brincando de fazer, havendo assim uma maior troca de afetividade. Pelos relatos e sorrisos nessas informações, vejo que há uma grande aprovação por parte deles pelo meu trabalho”, afirma a pedagoga.
Mãe do pequeno João Vitor Gomes Camargo, de um ano e dez meses, Alessandra Gomes Leite, conta que percebeu grandes melhoras no filho.
“Depois da shantala no Cmei, achei que ele se tornou um bebê mais calmo, dorme mais tranquilo. Saber que ele recebe esse tipo de carinho lá é mais um motivo para eu confiar e deixá-lo lá com toda a segurança”, declarou.
Feliz com os resultados, Bethânia comemora o fato de poder aproveitar uma formação que tem, além da Pedagogia, para qualificar ainda mais o seu trabalho no Cmei.
“Fico satisfeita em poder agregar saberes e aprendizados, auxiliando as crianças e seus familiares na construção de um cotidiano mais afetivo e com oportunidades diversas. Eu creio que a Educação precisa ser transformadora; e paraisso, precisa perpassar pela afetividade”, conclui.
Danielle Mesquita também é pedagoga, especialista em Educação Infantil, e é doula pós-parto, instrutora de shantala e consultora em amamentação. Há nove anos ela pratica a shantala em bebês.
“Os benefícios realmente são inúmeros e surpreendentes. O maior deles é o vínculo fortalecido entre os bebês e os cuidadores. A separação da mãe, causa uma tensão muscular, ansiedade, angústia e medo. Nós, educadores, podemos recorrer à shantala, que proporciona à criança o relaxamento físico e a segurança emocional”, explicou.


A especialista ressalta ainda qual é a reação fisiológica estimulada na criança:
“Quando a massagem é aplicada regularmente, reduz o nível de cortisol – hormônio que causa o stress – e ao mesmo tempo ela aumenta a endorfina, que pode reforçar as sensações de calor humano, amor, amizade, o que provoca a sensação de extremo conforto e bem-estar”, pontua Danielle.

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