Esporte e inclusão, parceria que dá jogo

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No clima da Paralimpiadas, os educandos têm novas oportunidades pedagógicas

Durante três dias foram realizados jogos de instituição que buscam incluir educandos com necessidades especiais

Luiz Fernando Nunes Hidalgo

O Brasil ficou encantado com as Paralimpíadas. Atletas se superando, recordes batidos e barreiras ultrapassadas. Com menor repercussão na mídia, mas tão importante no seu significado, ocorreu em Goiânia, na Rede Municipal de Educação, os VI Jogos Internos da Associação de Serviços à Criança Especial de Goiânia (Ascep).
Apresentações culturais, desfile da tocha olímpica, execução do Hino Nacional e escalação das equipes marcaram a solenidade de abertura oficial dos Jogos, realizada no último dia 13, na Escola Municipal Eva Vieira, parceira do projeto. Maria Lúcia Barbosa de Moraes, secretária da escola, se emocionou com as apresentações.
“Tive hoje uma aprendizagem muito forte que vou levar para vida toda. Esta questão da convivência entre as diferenças é fundamental para nossa sociedade e não podemos mais fugir dessa realidade”, ressaltou.
A proposta tem o objetivo de enfatizar as potencialidades dos educandos, promovendo a integração dos mesmos com a comunidade e fortalecendo o espírito cooperativo e esportivo.
“Os jogos viabilizam condições para que o sujeito se conheça, se descubra e possa experimentar suas potencialidades, melhorando sua autoestima, conquistando espaços, vencendo desafios como o isolamento e a exclusão”, afirmou Clara Montefusco, diretora da Ascep.
Conforme ocorriam as atividades, os participantes se envolviam com muita motivação e alegria. O aluno da escola especial, Vitor Hugo de Castro Araújo, 18 anos, contou como se sentiu por estar presente nos Jogos. “Eu gosto daqui porque fuirecebido muito bem. As professoras são muito legais e eu aprendo a praticar vários esportes”, afirmou.
Com a realização dos Jogos houve a aproximação entre os educandos da escola e da Ascep, colaborando para uma visão mais inclusiva da sociedade.
“Acredito que temos que ficar juntos, independente das nossas diferenças. Algumas pessoas têm preconceito, mas eu não sou assim. Temos que exercitar o amor, sem ele ninguém vive. É muito legal conhecer mais sobre os alunos da Ascep”, comentou a aluna Maria Luíza Muniz Silva, 11 anos da escola.

Esportes adaptados
Os jogos têm a preocupação de adequar as atividades psicomotoras de acordo com as especificidades de cada um. Para que isso ocorresse, a VI edição dos Jogos da Ascep disponibilizaram modalidades de corrida de cadeira de roda, tênis de mesa, atletismo e bola ao saco, dentro da realidade de cada participante.
“É de extrema importância para a vida dos alunos da Ascep a participação em momentos específicos direcionados às práticas de atividades físicas, pois estamos constantemente em movimento e ações dessa natureza vem oferecer uma maior possibilidade de desenvolvimento motor, além da melhoria no aspecto relacional”, destacou Jair Marinho de Borba, coordenador da Gerência de Iniciação Esportiva Educacional e Rendimento, da Secretaria Municipal de Educação e Esporte.

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