Iris e Vanderlan ou Vanderlan e Iris?

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Altair Tavares é comentaristas das Rádio Vinha FM e 730 AM, editor do Diário de Goiás

O mais provável embate de primeiro turno para prefeito de Goiânia, entre Vanderlan Cardoso (PSB) e Iris Rezende (PMDB),  evidencia o quanto é difícil para novos nomes entrarem no cenário eleitoral em condições de ultrapassar os mais conhecidos. Curiosamente, o resultado da última pesquisa Grupom, divulgada pela Rádio 730 e pelo Diário de Goiás, mostra semelhanças com o resultado do primeiro turno da eleição para governador de Goiás, em 2014, quando Marconi Perillo (PSDB) foi eleito, mas perdeu na capital.
Tanto em 2010 quanto 2014, lá estavam Iris e Vanderlan disputando os votos dos goianienses na eleição para governador. Na primeira disputa, o ex-prefeito de Senador Canedo ultrapassou Iris na região leste de Goiânia. Na última eleição, repetiu o resultado lá e apertou bastante nas zonas centrais da capital. Agora, Vanderlan lidera em duas regiões, Leste e Centro, enquanto Iris nas regiões Oeste e Norte. O embate, então, aparece como uma repetição para eleitores que estão acostumados a encontrar com eles nas urnas. Nas anteriores, Iris foi vitorioso, em Goiânia.
Para Vanderlan, a construção de uma ampla aliança, incluindo os partidos que são apoiadores do governo de Marconi Perillo, foi um fator fundamental para o crescimento que conseguiu em poucas semanas da campanha eleitoral de 2016. E, aí, está nascendo um novo eixo político no Estado de Goiás, com ou sem a vitória para prefeito de Goiânia. O governador também tem razão quando diz que é o candidato que puxa e conquista a vitória, sem dúvida, mas a aliança é importante. Nas eleições anteriores, Vanderlan não tinha esse apoio com a amplitude política que tem hoje.
Para Iris Rezende, a disputa tem condições diferenciadas, pois é um nome muito conhecido. Isso é positivo, mas também contribui com o contrário, afinal o ambiente político, pós-impeachment de Dilma Rousseff, dá muito reforço à ideia da mudança e da renovação. Resta ao candidato, a exploração da força que tem nas regiões Oeste e Noroeste de Goiânia, onde já chegou a conseguir mais de 70% dos votos válidos na eleição de 2008 para prefeito da capital.
O peemedebista insiste, e sabe muito bem, que precisa vencer no primeiro turno, pois os opositores podem unir-se ainda mais contra ele no segundo turno. E os dados da pesquisa Grupom/Rádio 730 alimentaram ainda mais a preocupação. Ao perguntar sobre a segunda opção de voto, os eleitores apontaram que Vanderlan pode capturar votos de Iris e recebe mais votos do Delegado Waldir Soares e de Adriana Accorsi do que o peemedebista.
A campanha para prefeito de Goiânia chega ao fim, no primeiro turno, com o conjunto de novidades que pode surpreender mais do que já foi percebido. Mas, a maior será, sem dúvida, se os dois candidatos que lideram as pesquisas chegarem próximos de um empate. Mas, com qual candidato à frente? Então, a pergunta será: Quem vai ter fôlego e força política para dar a arrancada do segundo turno? Quem pegar primeiro, leva. Não há histórico de viradas e reviradas na capital.

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