Iris e Vanderlan disputam segundo turno em Goiânia

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Pesebista chega ao segundo turno após disputa polarizada com ex-prefeito do PMDB. Nos próximos dias de campanha, Iris e Vanderlan devem intensificar os debates  

Marcione Barreira
A eleição de Goiânia terá um novo embate no próximo dia 30 de outubro entre Iris Rezende (PMDB) e Vanderlan Cardoso (PSB). O candidato do PMDB obteve 40,47% dos votos e o psebista alcançou 31,84% dos votos válidos. Agora, os dois traçam suas estratégias para os próximos dias e no decorrer da semana deve ser anunciado o apoio ou neutralidade dos demais concorrentes.
Os dois candidatos estavam animados nos últimos dias de campanha, enquanto Iris falava em ganhar o pleito no primeiro turno, Vanderlan sonhava em chegar a frente já no primeiro embate. Entretanto, a realidade não refletiu o imaginário dos dois.
Neste sentido, as pesquisas apresentavam outro cenário, em especial a última, divulgada pelo Ibope. O levantamento dava ampla vantagem a Iris e o colocava com 45% das intenções de voto contra 27% de Vanderlan. No final, a diferença ficou em 8,63% e os próximos passos do segundo momento da campanha dará o tom no caminhar de cada candidato.
No início da votação, Vanderlan Cardoso chegou a liderar até 35% das urnas apuradas. Aos 36%, Iris assumiu a ponta num placar que mostrava os dois praticamente empatados com 35,96% para Iris e 35,54% para Vanderlan. No momento em que o placar marcava 50,13% de urnas abertas, Iris ampliou sua vantagem em 3,09% e só abriu até alcançar 8,63% com 100% de apuração.
Para chegar ao segundo, turno os dois candidatos travaram, a partir da segundo metade de agosto, duelos tímidos. Numa campanha mais curta, os dois nomes se propuseram a apresentar seus projetos. Vanderlan Cardoso apostou no carro forte de seu plano de governo que pretende instalar oito pólos industriais pela cidade de Goiânia.
A coligação do empresário Vanderlan reúne 12 partidos, entre eles o PSDB, que indicou como vice da chapa Thiago Albernaz. O candidato já foi prefeito de Senador Canedo em 2004 e reeleito em 2008. Também concorreu ao governo estadual de Goiás em 2010 e 2014, e saiu derrotado.
Iris Rezende apostava em sua experiência e a usou quando se ausentou de vários debates e nem assim perdeu seu eleitorado. O ex-prefeito, governador, ministro e vereador apostou também no corpo a corpo durante a campanha e em carreatas nos últimos dias do primeiro turno.
Aos 82 anos, Rezende chegou a anunciar o fim de sua carreira política em junho deste ano –na ocasião, disse que estava com sua “missão cumprida”. Um mês depois, porém, voltou atrás e aceitou o convite do partido para se candidatar.
A disputa eleitoral em Goiânia foi marcada pela discussão da insegurança na cidade. Dois delegados da Polícia Civil concorreram a prefeito e dois PMs, a vice, em quatro chapas distintas. Ao se aproximarem das pessoas, os candidatos de Goiânia faziam questão de se apresentarem como policiais.
Delegado Waldir (PR) fez campanha praticamente sozinho sobre um automóvel pelas ruas de Goiânia. A coligação que reuniu apenas PTN chegou a alcançar o primeiro lugar no momento em que Iris Rezende havia desistido da disputa. No final, ficou em terceiro lugar com 10,48% dos votos.
A delegada Adriana Accorsi (PT) fez campanha com o apoio do atual prefeito Paulo Garcia (PT) e com cinco partidos na coligação. Adriana também é do setor de segurança e no final da campanha ficou apenas com o quinto lugar, aquém do vislumbrado pelos institutos de pesquisa que a colocavam em quarto lugar.
Candidato a vice em outra chapa, Major Araújo (PRP) propunha o bolsa arma, subsídio para o eleitor “se sentir seguro nas ruas”. Major foi reeleito deputado estadual em 2014 e escolhido para vice de Iris Rezende.
Ex-comandante da PM de Goiânia, o coronel Cézar Pacheco de Araújo (PTB) entrou pela primeira vez em uma corrida eleitoral como candidato a vice. Na cabeça da chapa de Pacheco esteve o deputado estadual Francisco Jr (PSD), que cresceu na reta final e atingiu o quarto lugar com 9,31%. Com campanha modesta, os últimos colocados foram  Flavio Sofiati (PSOL)e Djalma Araújo (REDE)que não alcançaram 1% de votos válidos

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