Marconi afirma que não vai entrar no jogo político

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Governador diz que sua função é administrar o
Estado e que sua participação nas campanhas eleitorais foi e sempre será restritaDa Redação

“Estou concentrado na administração do governo de Goiás, cuidando para que ele funcione bem. Esse é o meu dever”, afirmou o governador Marconi Perillo, na sexta-feira, dia 14, em Buenos Aires, sobre sua participação nas campanhas municipais no Estado. Ele ressaltou que sua participação no processo eleitoral tem sido restrita, porque sua função é governar o Estado e não entrar em disputas eleitorais.
“Não me interfiro nas disputas, porque nossa base aliada ficou diluída em vários municípios. Quem ganha eleição é o candidato e ele deve se preparar para o enfrentamento, sabendo das questões administrativas que terá de resolver”, disse Marconi, para em seguida observar que o seu governo vai propor parcerias com todos os prefeitos eleitos, sejam de que partidos forem.
Para ele, o mais importante é o trabalho do governo em parceria com os prefeitos eleitos. “Sempre recebemos todos os prefeitos que nos procuram, independente da questão partidária. É isso que deve ser feito. A parceria administrativa que é fundamental para o crescimento de Goiás.”
Segundo ele, as questões políticas de cada município não são um assunto para ser tratado pelo governador: “Esse é um assunto para ser tratado pelos candidatos e representantes dos partidos”.
Marconi tem dito que nos próximos quase dois anos e meio de governo, sua prioridade será concluir o ajuste fiscal, definir o equilíbrio das contas e terminar as obras. “Estou também em busca de recursos para começar novas obras. Toda semana vou a Brasília. Vamos entregar todas as obras que começamos. A situação do Brasil ainda não está fácil. Goiás conseguiu vencer as dificuldades financeiras dos últimos dois anos, graças ao trabalho de toda a equipe do meu governo”.
Goiás foi um dos primeiros estados do país a sair da crise, foi o que mais gerou empregos neste ano e conseguiu atrair novos investimentos. “Além desses dados positivos que obtivemos, conseguimos manter e ampliar os programas sociais. Tudo isso resultado de muito trabalho. O mandato só tem sentido se for para trabalhar visando a melhoraria da vida dos goianos”, ressaltou.


Governador faz palestra na Argentina

O governador Marconi Perillo proferiu palestra na sexta-feira, dia 14,  no 21º Meeting Internacional do Grupo Lide, em Buenos Aires (Argentina). O seminário debateu a relação econômica entre Brasil e Argentina. Um dos primeiros a falar, Marconi produziu o eixo central da discussão, seguido por outros expositores, ao afirmar que os presidentes Michel Temer e Mauricio Macri representam, hoje, a esperança de Brasil e Argentina renovarem suas gestões e realizarem as reformas estruturantes que ambos os países necessitam.
“O Brasil não quer mais ficar no vermelho. Vivemos hoje uma onda de prosperidade, que nos levará a um porto seguro daqui para frente. O presidente Michel Temer tem a tarefa de fazer a travessia para esse porto seguro. Todos nós estamos com ele e, certamente, com o presidente Mauricio Macri. Ambos são a esperança de colocar  nossos países nos trilhos, renovar as gestões e realizar as reformas necessárias”, disse.
Marconi afirmou que o momento econômico que os dois países atravessam exige a tomada de medidas duras pelos gestores para que ambos possam se reerguer e voltar a crescer. Ele disse ainda estar solidário ao presidente Macri, que se viu obrigado a tomar uma série de medidas consideradas impopulares para tirar a Argentina de uma situação quase caótica, a exemplo do presidente Temer, no Brasil. “O presidente Temer também está assumindo uma série de medidas corajosas, embora com menos desgastes do que o presidente Macri, até porque a ex-presidente Dilma foi obrigada a tomar medidas, depois que se reelegeu, sob pena de não ter condições de governar na época. O presidente Macri tomou medidas aqui extremamente duras e corajosas. Isso é claro que custa a popularidade, custa uma série de sacrifícios”, observou.
Afirmou que a prática do populismo subjugou o crescimento do Brasil e também da Argentina, mas que o momento atual aponta para uma gestão renovadora, capaz de retomar a prosperidade, o crescimento, o desenvolvimento, a paz social, a competitividade e a inovação nos dois países.
“Percebo que um sopro de esperança e sensatez começou a chegar a essa parte mais ao Sul da América do Sul, ao Brasil e à Argentina. Nós estávamos dominados durante muito tempo pelo populismo, pela demagogia de países importantíssimos, como aqui, o Brasil, a Venezuela, a Bolívia e o Equador. Assistindo ao crescimento muito acima da média da América Latina de países como Colômbia e Peru. Esses países, que não adotaram essas medidas, conseguiram um crescimento muito forte nas suas economias, com boas governanças. Isso que esses países estão fazendo já deveríamos ter feito aqui na Argentina e no Brasil há mais tempo”, enfatizou.

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