Roberto do Órion quebra hegemonia do PT em Anápolis

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Roberto do Órion saiu atrás nas pesquisas, mas foi para o segundo turno e venceu João Gomes numa disputa acirrada

Candidato do PTB venceu atual prefeito e interrompeu ciclo petista em tradicional reduto do partido
Marcione Barreira, repórter de política

A partir de primeiro de janeiro de 2017 Anápolis terá um novo prefeito. O empresário Roberto do Órion (PTB) derrotou o atual prefeito da cidade João Gomes (PT) e marca o fim da era petista na terceira maior cidade do Estado. Com 51,23% dos votos, o petebista venceu o petista que alcançou 48,77%, numa diferença de 2,46% entre ambos. A disputa foi acirrada e confirmou a tendência de empate técnico apontada pelos institutos de pesquisas.
A vitória de Roberto do Órion significa ganho de terreno para a base aliada ao governo do Estado na cidade que, nos últimos anos, não vinha conseguindo emplacar nenhum candidato em Anápolis. Por outro lado, essa é mais uma derrota do PT nas urnas do Brasil. O partido sofreu o maior revés de sua história desde que conseguiu chegar à Presidência da República. Hoje, a legenda ocupa o décimo lugar entre partidos com maior número de prefeituras, com apenas um capital, Rio Branco (AC).
Em Anápolis, a vitória de Roberto do Órion começou a ser desenhada apenas no segundo turno. Sem ter disputado nenhum cargo público até então, o professor e empresário chegou a figurar na quinta colocação em levantamentos realizados nos primeiros momentos da campanha. Ao abrir as urnas no primeiro turno, ele havia ultrapassado o então favorito ao segundo lugar, o deputado estadual Carlos Antônio (PSDB).
Bancado pelo deputado Jovair Arantes (PTB), que também preside o partido no Estado, Roberto do Órion tem como vice o pastor Márcio Cândido da Silva (PTB). Ele tem formação em Teologia e Gestão Pública, com especialização em Gestão de Empresas. Um dos fatos que contribuíram com a vitória de Roberto do Órion foi o apoio que ele recebeu de todos os outros cinco candidatos derrotados no primeiro turno.
Outro ponto que se destacou na campanha eleitoral na cidade foi o tom dos candidatos no primeiro e no segundo turno. Enquanto no primeiro turno as propagandas eleitorais na TV foram mais propositivas, no segundo turno os candidatos entraram em vários embates com fortes ataques um ao outro. A veiculação das pílulas chegou a ser suspensa a pedido do Ministério Público.
Enquanto no primeiro turno alguns candidatos tiveram crescimento expressivo, ao longo do segundo turno a maioria das pesquisas eleitorais apontou empate técnico entre João Gomes e Roberto do Órion. Pesou contra João Gomes, ainda, o mau momento político do Partido dos Trabalhadores. Mesmo em Anápolis, conhecido reduto eleitoral petista, a legenda tem enfrentado crescente rejeição do eleitorado.

Primeiro Turno
O primeiro turno aconteceu no dia 2 de outubro. Segundo a Justiça Eleitoral, com 100% dos votos apurados, João Gomes recebeu 53.988 votos, ou seja, 29,92% dos votos válidos. Já Roberto do Órion recebeu 38.913 votos, o que representa 21,56%.
A eleição no 1º turno foi disputada com com os candidatos Pedro Canedo (DEM), que teve 27.544, ou 15,25% dos votos; Valeriano (PSC), que obteve 23.520 votos (13,03%); Radialista Carlos Antonio (PSDB), que recebeu 19.788 (10,97%); José de Lima (PV), que teve 14.415 (7,99%) e Ernani de Paula (PSDC), que obteve 2.294 votos (1,27%)


Marcelo Crivella é eleito no Rio de Janeiro

Bispo licenciado da Igreja Universal, o senador Marcelo Crivella (PRB) venceu a disputa para a prefeitura do Rio de Janeiro. Com 88,08% das urnas apuradas, Crivella atingiu 59,37% dos votos válidos (1.700.000) e Marcelo Freixo (PSOL), 40,63% (1.163.000).
Essa é a terceira vez que Crivella disputa a prefeitura carioca. Engenheiro civil, com pós-graduação na Universidade de Pretoria, em Joanesburgo, África do Sul, também concorreu ao governo estadual em 2006 e 2014. Começou a trabalhar aos 14 anos como auxiliar de escritório e foi taxista. Ficou oito anos no Exército, foi professor universitário e servidor público.
Com 59 anos, Crivella nasceu na capital fluminense e é filho único de pais católicos. Em 2002, foi eleito para o Senado com mais de 3 milhões de votos. Foi reeleito para o período 2011 a 2019. No governo de Dilma Rousseff, foi ministro da Pesca e Aquicultura. O político publicou contos de cunho religioso e um livro sobre projeto que torna produtivas terras abandonadas pelo governo federal, na cidade de Irecê (BA).
Casado com Sylvia Jane há 36 anos, é pai de três filhos e tem dois netos. Crivella chegou a ser considerado um dos principais intérpretes do gênero gospel no Brasil, com cerca de 16 álbuns musicais gravados.


Alexandre Kalil vence João Leite em Belo Horizonte

Aos 57 anos, Alexandre Kalil (PHS) foi eleito prefeito de Belo Horizonte em sua primeira disputa eleitoral. A campanha dele foi marcada pelo lema de que não é político e sim empresário. Natural de Belo Horizonte, foi presidente do Atlético-MG de 2008 a 2014. Durante sua gestão, o clube contratou Ronaldinho Gaúcho e foi campeão da Copa Libertadores da América, em 2013, considerado o maior título da história do time mineiro.
No resultado final computado pela Tribunal superior Eleitoral (TSE) Alexandre Kalil obteve 628.050 votos, o que dá 52,98% dos votoso válidos, contra 557.357 votos de João leite (PSDB), o que representa 47, 02% das intenções de voto.
Crítico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o ex-dirigente liderou a criação da Primeira Liga, que organizou no início deste ano uma competição com clubes de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e dos estados do sul do país.
Graduado em engenharia civil, Kalil é sócio da empresa Erkal Engenharia. Em 2014, chegou a registrar-se como candidato pelo PSB a deputado federal, mas desistiu do pleito após a morte de Eduardo Campos, que disputava a Presidência da República pelo mesmo partido.


Segundo turno elege 57 prefeitos 

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as eleições envolveram cerca de 32,9 milhões de eleitores.

Alagoas
Maceió: Rui Palmeira (PSDB)

Amapá
Mácapá: Clécio (Rede)

Amazonas
Manaus: Artur Virgilio Neto (PSDB)

Bahia
Vitória da Conquista: Herzem Gusmão (PMDB)

Ceará
Fortaleza: Roberto Cláudio (PDT)

Caucaia: Naumi Amorim (PMB)

Espírito Santo
Vitória: Luciano (PPS)

Vila Velha: Max Filho (PSDB)

Cariacica: Juninho (PPS)

Serra: Audifax (Rede)

Goiás
Goiânia: Iris Rezende (PMDB)

Anápolis: Roberto do Orion (PTB)

Maranhão
São Luís: Edivaldo Holanda Júnior (PDT)

Mato Grosso
Cuiabá: Emanuel Pinheiro (PMDB)

Mato Grosso do Sul
Campo Grande: Marquinhos Trad (PSD)

Minas Gerais
Belo Horizonte: Kalil (PHS)

Contagem: Alex de Freitas (PSDB)

Montes Claros: Humberto Souto (PPS)

Juiz de Fora: Bruno Siqueira (PMDB)

Pará
Belém: Zenaldo Coutinho (PSDB)

Paraná
Curitiba: Rafael Greca (PMN)

Maringá: Ulisses Maia (PDT)

Ponta Gossa: Marcelo Rangel (PPS)

Pernambuco
Recife: Geraldo Julio (PSB)

Caruaru: Raquel Lyra (PSDB)

Jaboatão: Anderson Ferreira (PR)

Olinda: professor Lupercio (SD)

Rio de Janeiro
Rio de Janeiro: Marcelo Crivella (PRB)

Volta Redonda: Samuca Silva (PV)

Duque de Caxias: Washington Reis (PMDB)

Petrópolis: Bernardo Rossi (PMDB)

São Gonçalo: José Luiz Nanci (PPS)

Belford Roxo: Waguinho (PMDB)

Niterói: Rodrigo Neves (PV)

Nova Iguaçu: Rogerio Lisboa (PR)

Rio Grande do Sul
Porto Alegre: Nelson Marchezan Junior (PSDB)

Canoas: Busato (PTB)

Caxias do Sul: Daniel Guerra (PRB)

Santa Maria: Pozzobom (PSDB)

Rondônia
Porto Velho: Dr. Hildon (PSDB)

Santa Catarina
Florianópolis: Gean Loureiro (PMDB)

Joinville: Udo Dohler (PMDB)

Blumenau: Napoleão Bernardes (PSDB)

São Paulo
Santo André: Paulo Serra (PSDB)

Bauru: Gazetta (PSD)

Sorocaba: Crespo (DEM)

Diadema: Lauro Michels (PV)

Guarulhos: Guti (PSB)

Ribeirão Preto: Duarte Nogueira (PSDB)

São Bernardo do Campo: Orlando Morando (PSDB)

Mauá: Atila Jacomussi (PSB)

Osasco: Rogério Lins (PTN)

Guarujá: Valter Suman (PSB)

Suzano: Rodrigo Ashiuchi (PR)

Franca: Gilson de Souza (DEM)

Jundiaí: Luiz Fernando Machado (PSDB)

Sergipe
Aracaju: Edvaldo Nogueira (PCdoB)

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