A decepção pós eleitoral. Vamos trabalhar prefeitos!!!!

0
1285
Rumenig Osborne é jornalista e doutor em Marketing Internacional
Depois que se findou o primeiro turno das eleições, na maioria dos municípios turno único, o eleitor ficou com cara de idiota com a escolha que fez. Em São Paulo, por exemplo, descobriram que João Dória não é nada daquilo que vendeu. O drama começa com declarações estapafúrdias da primeira-dama (nem faço questão de lembrar o nome desta senhora) e do próprio eleito que prometeu doar seu primeiro salário de R$ 24 mil para “crianças defeituosas”. Que porra é essa paulistanos???
Voltando os olhos para o meu Tocantins querido, vejo que as escolhas não foram também lá essas coisas, talvez pela falta de opções melhores. Vejamos Araguaína, onde nas ruas a população reclama da administração reeleita de Ronaldo Dimas, as opções eram as piores possíveis com deputada Valderez Castelo Branco tentando voltar e o tucano filhote Olyntho Neto, que acabou dividindo os votos da oposição. Segundo muita gente, fez o seu papel de atrapalhar a deputada. Segundo algumas pessoas com quem conversei da cidade, o sentimento das pessoas é que perdeu-se a chance de mudar alguma coisa.
Em Gurupi, o quase socialista Laurez Moreira parecia não ter adversário. Isso, porque avaliava-se que seu adversário mais forte seria o deputado Mauro Carlesse (PHS), que deixou a disputa para ser presidente da Assembleia Legislativa a partir de janeiro. Entretanto, outro tucano filhote, Walter Júnior deu um susto grande em Laurez. Em Gurupi, o resultado mostrou a divisão de opiniões que havia entre os eleitores sobre a atuação de Laurez neste primeiro mandato.
Porto Nacional traduziu nas urnas o sentimento das pessoas que queria mudança e isso levou Joaquim Maia a derrotar Otoniel Andrade. A insatisfação em Porto era grande com a gestão e a política ultrapassada de Otoniel. Depois de relegar o distrito de Luzimangues ao esquecimento administrativo, já quase no final da gestão ele resolveu melhorar a presença da Prefeitura de Porto naquela localidade. Isso não foi suficiente para que ele ganhasse os votos. Os moradores de Luzimangues aguardam ansiosamente o direito de emancipação. Porto perderá uma grande arrecadação.
Palmas. Ah Palmas, seus moradores ficaram sem opções também, mas ficaram nas ilusões de obras que já estavam marcadas e começadas na gestão anterior. O prefeito reeleito, passado o pleito, assume sua verdadeira face nas redes sociais. Seu discurso de empresário rico, dizendo funcionários precisam trabalhar, ao negar o ponto facultativo no dia do Servidor Público é contraditório. Oras, se todos precisam trabalhar, como é que o nobre alcaide deixa o Brasil varias vezes por ano em viagens particulares. E isso, sem dar satisfações aos seus patrões, ou seja, a população. Amastha conseguiu que os vereadores da Capital (ainda vou dedicar artigo especial a eles) aprovassem uma espécie de autorização permanente para que ele deixe o Brasil quando bem entender e pelo tempo que quiser. Prefeito, vamos trabalhar!!!
O discurso sempre cheio de contradições do prefeito de Palmas é o retrato de sua própria pessoa. Ele criticou Raul Filho por ter tentado doações eleitorais de Carlos Cachoeira, mas juntou-se ao maior amigo do bicheiro goiano no Tocantins e aceitou dele a imposição para sua chapa. Antes, Amastha também fez duras críticas à família Siqueira, que governava o Estado em 2012, quando foi eleito a primeira vez. Depois de eleito, virou amigo de infância do deputado Eduardo Siqueira, então secretário de Relações Institucionais. Antes de ser candidato a prefeito, Amastha foi filiado ao PV e também foi quase amigo de infância de Marcelo Lelis, a quem derrotou em 2012 criticando a família Siqueira, que apoiava Lelis e até ajudava a coordenar sua campanha.
Lembrem-se de uma coisa, Marcelo Lelis tinha como coordenadores de campanha Eduardo Siqueira e Eduardo Gomes, então ainda com mandato de deputado federal e fundando o Partido Solidariedade. Depois daquela eleição, nada menos dois irmãos e uma cunhada foram trabalhar ao lado de Amastha. Um dos irmãos era suplente e foi chamado a assumir com a nomeação de um vereador como secretário. Então, fala-se à boca miúda que o Palácio Araguaia teria apoiado o candidato empresário e não o então aliado verde.
Agora, governo do PMDB, Cláudia Lelis é a vice-governadora e candidata à Prefeitura, teoricamente apoiada pelo Palácio Araguaia, não que isso valesse muita coisa. Aliás, parece que o valor disso seria negativo, mas dizem nos bastidores que uma importante eminência parda dos atuais mandantes do Araguaia teria interesses comerciais mútuos com o prefeito Amastha, o que teria facilitado a vida dele.
No mais, Amastha disse que não aumentaria impostos, mas elevou a planta de valores, o que, na prática, elevou os valores do IPTU em Palmas. Planta de valores que não condiz inclusive com a atual situação do mercado imobiliário na Capital. Acrescento que junta-se a isso vários aumentos de taxas que também sangram o bolso do contribuinte.
A população de Palmas é formada basicamente por funcionários públicos, que não estão recebendo os aumentos devidos. O resultado disso é que impostos acabam ficando para depois, mas o prefeito Amastha acha que todos são donos de shopping como ele, ou juízes como os que ele agrada. O resultado disso é o arrocho no contribuinte colocando os atrasados em protesto no cartório e executando na Justiça. Mesmo assim, uma grande parte desses arrochados votou no Prefeito para “protestar” contra o governo. Uma grande bobagem.
Fico por aqui e mando um abraço aqui de Casablanca.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here