Governo discute termos do leilão da Celg D

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Governador se reune com diretores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)para tratar do contrato da futura proprietária da Companhia Energética de Goiás

O governador Marconi Perillo recebeu na sexta-feira, dia 18, os diretores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) André Pepitone, Reive Barros e José Jurhosa, e o vice-presidente da Celg Distribuição, Elie Chidiac, para discutir os termos do contrato da futura proprietária da Companhia Energética de Goiás, cujo leilão de privatização está marcado para o próximo dia 30.
Durante a reunião, realizada no Palácio das Esmeraldas, em Goiânia, Marconi afirmou que o contrato deve estabelecer regras claras e rígidas para os investimentos na ampliação da distribuição de energia, com foco na rápida melhoria do serviço prestado à população de Goiás.
Os diretores da Aneel e da Celg Par acataram as determinações de Marconi, que lembrou que a melhoria da qualidade da distribuição de energia também é a maior preocupação da Eletrobrás, acionista majoritária da Celg D, e do presidente da República, Michel Temer.
A Eletrobrás detém 51% do controle acionário da estatal, que foi federalizada em 2012, e o Governo de Goiás, através da Celg Par, é detentor dos outros 49%. A receita da privatização será distribuída segundo essa proporção acionária. O valor mínimo para aquisição da companhia é de R$ 1,792 bilhão. Segundo os diretores da Aneel, a Eletrobrás acredita que o comprador vai pagar mais que o
Chidiac afirmou que a presença da Aneel é uma demonstração da segurança do investimento em Goiás. Ele ressaltou também que a empresa que arrematar a Celg na Bolsa de Valores deverá cumprir com ampliação e qualidade do serviço de distribuição aos goianos. “O leilão da Celg realmente vai trazer mais disputa e mais apetite para os investidores. Quem comprar a companhia terá que investir pesado na área em Goiás. E o mais importante, levar aos goianos energia com qualidade. Isso está no contrato.
Se for batido a martelo de venda da concessionária no fim deste mês, a Celg D será a primeira empresa a ser privatizada pelo governo do presidente Michel Temer.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), segundo André Pepitone, reavaliou o preço da Celg que agora está aderente ao valor de mercado. A perspectiva é de uma forte disputa pela empresa no dia 30. Ainda segundo o diretor da Aneel, o Estado de Goiás é uma boa região para expandir investimentos, já que tem uma economia pujante. O contrato com a empresa que adquirir a companhia terá vigência de 30 anos.
Na semana passada, a Aneel decidiu que a concessionária que assumir a distribuidora de energia Celg-D terá facilidades a mais ao assumir uma das principais dívidas da companhia. O novo operador poderá atrasar o pagamento de parcelas da dívida da empresa com a Usina de Itaipu, que totaliza R$ 854 milhões, com garantia de que o vencimento total não será antecipado. A decisão da Aneel atende ao pedido da Eletrobrás, detentora de 51% das ações desde 2012.
A dívida da Celg-D com Itaipu foi renegociada em fevereiro, conforme os termos de Medida Provisória sancionada em novembro de 2015.
Com o apoio do Governo de Goiás, a Celg conseguiu converter a dívida de US$ 364 milhões em reais pelo câmbio de 2 de janeiro de 2015, de R$ 2,69. Com a repactuação, o passivo da distribuidora ficou R$ 453,89 milhões menor. A medida foi tomada para facilitar a privatização da companhia. Para a Agência, a medida ajuda a mitigar os riscos do futuro operador da Celg D.

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