Iris diz que reforma só depois da posse

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Iris Rezende: crise financeira deve forçar reforma administrativa

Prefeito eleito de Goiânia estuda mudanças na máquina e seleciona secretariado. Diplomação ocorre no próximo dia 16

Marcione Barreira, repórter de Política

De volta à Goiânia, o prefeito eleito Iris Rezende (PMDB) foca agora na formação da equipe de seu governo. O peemedebista esteve fora de Goiânia nas últimas semanas e, nesse tempo, participou de reunião promovida pela Frente Nacional de Prefeitos FNP, em Campinas (SP). Faltando menos de um mês para tomar posse, Iris ainda é cauteloso quanto a divulgação dos nomes. O anúncio deve ocorrer apenas na véspera da posse.
Em termos de mudança nas secretarias, Iris Rezende não confirmou se fará ou não alguma reforma na prefeitura. Entretanto, confirmou que a reestruturação deverá ser ao menos discutida. O organograma da prefeitura já foi repassado para Iris e, segundo ele, já está sendo estudado para eventuais alterações.
Indagado sobre se ele está convicto de que fará uma reforma nas pastas do Executivo, Iris despista.
“A reforma só será discutida após a posse. Depois disso nós devemos ter uma visão mais aprofundada da prefeitura e do que nós iremos receber”, afirmou o veterano peemedebista.
Segundo o sucessor de Paulo Garcia (PT), atual crise financeira deve forçá-lo a fazer mudanças, no entanto, não é possível afirmar quais são. A equipe de transição trabalha para dar a resposta o mais breve. O quadro é composto pelo ex-secretário de Finanças Dário Campos, o auditor do município Oséias de Souza, e o advogado Juliano Gomes Bezerra. A formação do grupo atende a uma normativa do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM).
Em tempos de crise, Iris admitiu que poderá ter problemas devido a atual dificuldade enfrentada pelo País.
“Hoje nós sabemos que a União convive com a instabilidade financeira. Naturalmente, com a prefeitura não é diferente. Nós vamos fazer um levantamento de tudo depois da posse e ver o que é possível fazer e o que será necessário mexer”, garantiu.
No encontro da Frente Nacional dos Prefeitos ocorrido em Campinas (SP) foram discutidos diversos temas que permeiam os desafios dos prefeitos eleitos e reeleitos para uma nova gestão. No evento houve debate sobre as Parcerias Público-Privadas (PPPs), financiamentos do transporte público e dos serviços de limpeza urbana.

2017
No primeiro ano do seu quarto governo Iris Rezende deve encontrar uma prefeitura com certo equilíbrio nas contas. Apesar disso, a atual crise financeira enfrentada pelo Brasil possivelmente exigirá do novo prefeito cautela quanto os gastos. Por isso, o peemedebista também mantém cautela quando se fala em reforma.
Em uma das primeiras entrevistas após o segundo turno, disse que não cederia a pressão de aliados por cargos e que privilegiaria quem esteve ao seu lado durante a campanha. Assim, selecionaria apenas os que julgassem importantes e necessários, segundo ele.
Para Iris, não há pressa na divulgação oficial dos nomes. Isso se deve ao fato de não julgar necessário neste momento e de ter recebido recentemente o esqueleto da máquina funcionamento da prefeitura. “Ainda estou trabalhando nisso. Estive fora de Goiânia nesses últimos dias. Agora que eu recebi o organograma da prefeitura”, disse o Rezende.
Iris completou ainda que está focado na formação da equipe que, segundo ele, está com a formação bem adiantada. Até aqui, alguns nomes foram especulados, mas ele não quis revelar a veracidade. “Estou preocupados em formar uma equipe com muito equilíbrio”, afirmou.


Major Araújo terá “bom senso”, diz prefeito 

Major Araújo: deputado pode renunciar ao cargo de vice-prefeito
Major Araújo: deputado pode renunciar ao cargo de vice-prefeito

Justificando sofrer pressão de suas bases para permanecer na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Major Araújo (PRP) vislumbra abandonar o posto de vice de Iris Rezende. Mas, além disso, o deputado afirmou em entrevista a uma rádio que não gostaria de atrapalhar a administração do peemedebista. “Eu não quero atrapalhar a administração dele (Iris). Não quero atrapalhar. Minha ausência (da prefeitura) não será sentida”, argumenta.
Major Araújo já havia dito que não gostaria de ser um vice decorativo. A afirmação de Major deixou claro que ele queria ter voz ativa na administração. Entretanto, especula-se que ele não teria o espaço necessário e que por isso estaria abandonado o posto de vice.
Indagado sobre a questão, Iris admitiu que ainda não conversou com Major Araújo a respeito do fato. O prefeito disse acreditar que o seu vice tomará a posição coerente. “Ainda não tive a oportunidade de discutir esse assunto com Major. Mas acredito em que qualquer atitude vinda dele será de bom senso”, destaca.

Governador
Promovendo encontro com prefeitos eleitos e reeleitos da base e da oposição, o governador Marconi Perillo (PSDB) deve dar sequência às reuniões e em algum momento se reunir com Iris Rezende. Até o momento, Iris não se encontrou com Marconi para discutir sobre as possíveis parcerias entre estado e prefeitura nos próximos anos.
Segundo Iris, ele não terá problema em se relacionar com Marconi. “Olha, eu não terei problemas com relação a isso. Vamos manter uma relação institucional com o governador sempre visando o bem para Goiânia”, declarou o prefeito eleito, ressaltando que as parceiras são fundamentais.


Prefeitos eleitos e reeleitos debatem com Meirelles solução para a crise 

Prefeitos de todo o Brasil foram ouvidos pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles
Prefeitos de todo o Brasil foram ouvidos pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles

Iris Rezende participou ao lado de outros prefeitos do Brasil da 70ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos. O encontro teve apoio da prefeitura de Campinas/SP e apoio da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), do Build Your Dreams (BYD) e da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Iris avaliou como positiva a ação da FNP e garantiu que a o encontro foi muito importante sob o ponto de vista de projetos coorporativos.
“Essa reunião visa estudar situações para auxiliar os prefeitos eleitos e reeleitos. É uma colaboração importante do órgão no que tange os projetos coorporativos”, afirmou.
Iris se refere as Parcerias Público-Privadas (PPPs), e financiamentos do transporte público e dos serviços de limpeza urbana. Esses temas foram abordados na continuação dos encontros de prefeitos eleitos e reeleitos da 70ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) que teve início no dia 28 de novembro.
Entre as presenças no evento, Iris destacou o governador Geraldo Alckimin (PSDB-SP) que esteve no encontro.
“Nós tivemos palestras importantes inclusive com a presença do governador e o vice do estado de São Paulo sobre a questão da parcerias e cooperações na administração”, acrescenta.
Estiveram no encontro, além de Iris Rezende, dois nomes importantes do PMDB de Goiás. O atual prefeito de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela (PMDB) e o prefeito eleito para o próximo mandato Gustavo Mendanha (PMDB). N reunião eles definiram outra pauta, desta vez a ser discutida com o ministro da Fazenda Henrique Meirelles sobre a situação dos municípios.
Na reunião que ocorreu na última quarta-feira, dia 30, Meirelles disse que medidas de ajustes devem ser propostas pelo governo federal como alternativa aos municípios diante do atual cenário de crise econômica.
De acordo com o dirigente da FNP, o ministro Meirelles se mostrou atencioso às questões elencadas pelos prefeitos. A expectativa é que o governo federal se empenhe para que avancem no Congresso Nacional questões importantes que já vêm sendo trabalhadas pela FNP, como a necessidade de adequações na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
No caso da repatriação, a FNP reforça a orientação aos prefeitos para que judicializem a partilha dos valores da multa. Para a entidade, o entendimento é que as multas incidentes sobre os valores apurados não têm natureza punitiva, mas moratória. Por esse motivo, devem compor os valores de repasses já que o procedimento é legalmente previsto no âmbito da repartição das receitas tributárias prevista na Constituição Federal.
Caso tenham sucesso, a vitória representará um acréscimo na receita dos municípios equivalente aos valores recebidos referentes ao Imposto de Renda da repatriação. Com a revisão, que os governantes municipais pedem por meio de ação judicial, os municípios terão direito a um extra de R$ 5,2 bilhões.

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