Você é escritor? Editora Nega Lilu te procura

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No projeto gráfico do "Faz rs", a obra possibilita o desapego, podendo, o leitor, arrancar um trecho do livro em um picote e compartilhar

A jornalista que compartilha, a autora que cria, a editora que caça talentos e
publica-os, Larissa Mundim  busca novos escritores goianos que queiram publicar prosa e verso em livro. Além do livro “Sem Palavras” e “Agora eu te amo”, e de organizar “As Dores de Josefa” e “Os olhos do bilheteiro”, a jornalista publica em dezembro o livro “faz rs”.

Yago Sales
          
Ela entra com pressa no Monjobo Biscoitos, uma tradicional confeitaria do Setor Sul, em Goiânia, com aquele sorriso. Ela é toda de riso, mesmo quando a entrevista está marcada para as 8h da manhã, do horário de verão. A jornalista e escritora Larissa Mundim, vacila com os olhos buscando uma tomada em algum canto da parede do estabelecimento. É possível sentir o aroma de pão de queijo e café. Gravador e bloco  sobre a mesa. Ela conecta o celular.
Naquele aparelho, meio de transporte de criação cotidiana, Larissa escreve textos que flutuam na rede e trilham para a publicação em livro. Foi assim com “faz rs”, o mais novo livro da autora publicado no dia 3 de dezembro, o quarto que publica desde 2013, com o livro de estreia “Sem Palavras”, escrito a quatro mãos com Valentina Prado.
“O ‘faz rs’ vem explorando assuntos que já estavam na minha pauta literária desde o Sem Palavras. Digo que este novo livro é um subproduto do meu primeiro livro fechando definitivamente um circulo, demonstrando  todo o meu esgotamento entorno do tema [ a questão de gênero, amor, sexualidade]. Não que seja um subproduto que desqualifique”, explica.
Larissa ressalta, ainda, que o livro “faz rs” “é um conteúdo evolutivo, desenvolvido de uma quantidade muito maior de textos, chegando a uma síntese”. Ela, porém, avisa: “Do ponto de vista de temática, ele não traz novidade. Ele tem na forma um aspecto de inovação”. Isto de inovação não surpreende, não é mesmo, Larissa? “Eu acabo buscando muito isso [a inovação]. O conteúdo tem um impacto grande da forma. O ‘Sem Palavras’ só é daquele jeito por que é uma compilação de e-mails e chats trocados pelas personagens”.
Para quem não tolera amassados, dobras, sujeiras, rabiscos e até sujeiras nos livros, “faz rs” vai te desafiar. No projeto gráfico, a obra possibilita o desapego, podendo, o leitor, arrancar um trecho do livro em um picote e compartilhar. “Para isso, a gente criou, no meio do livro, o picote. O leitor tem uma página que é espelhada, um texto que se repete em dois lados da folha. Com isso, o leitor pode compartilhar o texto”, relata.
“O ‘faz rs’ é um exercício de empatia”, destaca Larissa que busca na reação das pessoas a inspiração da criação literária. “Observo o outro a partir de mim. Eu que sou uma pessoa muito atenta aos detalhes do detalhe, observo a reação que é absolutamente ordinária. Aquilo pra mim pode se tornar em uma curtíssima narrativa ou um texto reflexivo e isso acabou se tornando nesse livro”, destaca.
O livro, publicado pela Nega Lilu Editora, busca estimular o leitor a compartilhar. Além do texto, com narrativas curtas (selecionados de quase 1.200 posts do Facebook e Twitter mantidos pela jornalista) cujo conteúdo está envolta da reflexão da contemporaneidade, o livro conta com ilustrações de Sophia Pinheiro, conta com apoio do Fundo Estadual de Arte e Cultura. Eram tantos textos, que o melhor seria convidar Isabela Preto Junqueira para, como curadora, eleger, num montante de 320 textos, 80 para publicação.


Seleção de novos autores tem prazo até 17 de janeiro         

A editora Larissa Mundim, por meio de edital, tem buscado novos autoras e autores goianos ou que vivem em Goiás, que são inéditos ou éditos, com até três anos de publicação. É o que prevê o edital em aberto. A ideia é encontrar quem escreve poemas, contos e crônicas para compor a Coleção e/ou, cujas inscrições se encerram no dia 17 de janeiro.
Em agosto de 2016, 38 autores (22 inéditos) participaram de antologias de poesia e prosa (conto e crônica) da Coleção e/ou nas coletâneas “Os olhos do bilheteiro” e “As dores de Josefa”. Este último processo seletivo foi realizado em 2014 e 2015.
A coletânea contou com autores de Goiânia e Região metropolitana, mas Larissa Mundim pretende buscar autores por todo o Estado de Goiás.  “Agora temos a ambição de ir mais longe”, revela a editora..

Edital
“Nosso desafio maior desafio é mobilizar novos autores no interior do Estado”, acredita Larissa. De acordo com o edital 2016 da Coleção e/ou, cada autor ou autora poderá inscrever até três textos literários inéditos. O conselho editorial responsável pelo concurso vai considerar “inédito” poemas, crônicas e contos que ainda não tiverem sido publicados em formato físico. Qualidade, atualidade, técnica e potencial de difusão são os pilares técnicos e conceituais que vão nortear o processo seletivo. O calendário divulgado pela Nega Lilu Editora prevê publicação do resultado final em 30 de janeiro de 2017.
O edital informa também que o lançamento das novas antologias da Coleção e/ou está condicionado à captação de recursos financeiros. “Temos um processo democratizado de seleção, com critérios bem definidos, conselho editorial legítimo, divulgação ampliada pela imprensa. A realização de um trabalho qualificado, de ponta a ponta, nos oferece boas condições de aprovação deste projeto junto aos mecanismos de incentivo à Cultura, como ocorreu no volume 1 de prosa e poesia”, lembra Larissa Mundim.
(Mais informações, acesse negalilu.com.br)

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