Ter ou não ter um perfil em redes sociais?

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Um dos dilemas do homem moderno é, sem dúvidas, decidir ter ou não um perfil ativo em redes sociais, como Twitter, Facebook e Instagram. Há aqueles que consideram as redes sociais tomam tempo demais, levando o usuário a perder o foco e decidem simplesmente desativar o perfil ou mesmo sequer criar um perfil. Outros não conseguem viver sem elas, utilizam as redes para falar com amigos, decidir pra onde vai passear, se informar sobre o que está acontecendo, ler notícias.
O uso regular de redes sociais contribui para a saúde mental, de acordo com uma pesquisa australiana. O estudo, publicado pelas Universidades de Melbourne e de Monash na sexta-feira (9), analisou 70 pesquisas que examinaram a relação entre as redes sociais e depressão, ansiedade e bem-estar.
Pesquisadores descobriram, segundo informações da Agência Brasil, que as redes sociais muitas vezes se revelaram úteis para conectar as pessoas e fazer com que elas recebam apoio social, além de fornecerem uma fonte única de apoio para indivíduos que têm dificuldade com interações face a face.
No entanto, as redes sociais não foram boas para todos, já que algumas pessoas frequentemente se comparavam a outras, afixavam pensamentos negativos ou eram viciadas em redes sociais, correndo maiores riscos de desenvolverem depressão e ansiedade.
Peggy Kern, líder do estudo da Universidade de Melbourne, disse que as pessoas com ansiedade social eram mais propensas a usar passivamente as redes sociais ao invés de se envolver diretamente, enquanto indivíduos com sintomas depressivos eram mais suscetíveis a postar seus pensamentos negativos.
“A mídia social fornece não apenas uma janela para os pensamentos e emoções que as pessoas escolhem compartilhar, mas também alguns de seus padrões comportamentais que podem ajudar ou prejudicar a saúde mental”, disse Kern em um comunicado na sexta-feira.
“Ao compreender as ligações entre as redes sociais e a saúde mental, podemos fazer melhores escolhas sobre como usar de maneira produtiva as redes sociais e promover uma boa saúde mental”.
Elizabeth Seabrook, pesquisadora da Universidade de Monash, disse que a pesquisa mostra que as mídias sociais poderiam ser usadas no futuro para identificar e prever a presença de depressão e ansiedade social em um usuário.
“A continuidade da pesquisa pode ser uma ferramenta poderosa para a identificação precoce do risco da saúde mental”, disse Seabrook.
Vê-se portanto nos dados gerais mostrados pela pesquisa que as redes sociais, como quase tudo na vida, pode ser positivo ou negativo, dependendo da forma como é usado e da intensidade da relação com o usuário. Portanto – indica a pesquisa – cada indivíduo deve analisar a conveniência de manter ou não um perfil em rede social e, claro, tomar cuidado para não se viciar.

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